Clareamento dental sem relato de sensibilidade

Caso clínico 4

Apesar de toda a evolução tecnológica que tem acompanhado nossa profissão, infelizmente o clareamento dental ainda tem sido associado à ocorrência de sensibilidade dental, o uso de moldeiras individuais por várias horas (senão durante a noite) ou o emprego obrigatório de proteção dos tecidos moles do paciente (barreiras gengivais) que demandam tempo de consultório. Com o objetivo de reduzir a ocorrência de sensibilidade dental pelo clareamento, os fabricantes têm incluído substâncias dessensibilizantes como nitratos, fluoretos e oxalatos.

Este relato de caso clínico apresenta uma alternativa simples e segura de clareamento dental, sem relato de sensibilidade dental.

Aspecto inicial da paciente, insatisfeita com a cor de seus dentes apesar do belo sorriso.

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Após anamnese e exame clínico detalhado optou-se por associar uma técnica de clareamento de consultório utilizando um gel clareador à base de peróxido de carbamida (Powerbleaching 37%).

Este produto contem um Carbopol® de última geração que o torna extremamente estável, não precisando de mistura e é fácil de aplicar. O gel foi aplicado três vezes consecutivas (40 minutos por aplicação). Entretanto, em pacientes com histórico de sensibilidade nas tentativas anteriores de clarear os dentes, este tempo pode ser reduzido. Este produto pode ser aplicado várias vezes no mesmo dia, por vários dias consecutivos, e ainda pode ser usado sem barreira gengival. Para isto, o gel deve ser aplicado em uma camada o mais fina possível.

Após isolamento relativo, o gel clareador (Powerbleaching 37% Office) é aplicado com a ponteira aplicadora.

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Alternativamente, aplicadores descartáveis ou espátulas podem ser utilizados para esta finalidade. Note camada de gel aplicado sobre os dentes.

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Optamos por associar o clareamento de consultório ao clareamento caseiro para tornar a paciente uma parceira para o sucesso do tratamento, e porque concentrações mais baixas produzem resultados mais duradouros e com menor retorno de cor (Bernardon et al, 2010).

Após moldagem com alginato e obtenção de modelos de gesso, moldeiras individuais foram confeccionadas em EVA com 1mm de espessura (Power Plac, BM4).

O gel selecionado para complementar o resultado foi um peróxido de carbamida a 10% (Powerbleaching 10%, BM4) que foi utilizado conforme instruções do profissional por 1 hora diária, por três semanas.

Após este período, a paciente não relatou nenhuma sintomatologia, mas percebeu que o clareamento “desacelerou” na última semana. Por isso, optamos por aumentar a concentração para 16% até atingirmos o resultado que garantisse a satisfação da paciente.

Nos casos de sensibilidade ao frio ou escovação, é recomendável adequar o paciente, preparando-o para receber o clareamento. Aconselhamento dietético, instruções de higiene oral quanto à força e técnica de escovação e uso de flúor e dentifrícios contendo dessensibilizantes são recomendados.

Havendo a necessidade de profilaxia (como na maioria dos casos), recomenda-se iniciar o clareamento no mínimo 72 horas ou, idealmente, uma semana após a profilaxia.

Moldeiras individuais de EVA posicionadas, carregadas com gel clareador. Note a liberação de oxigênio, que produz bolhas no interior da moldeira. Tempo de uso das moldeiras: 1 hora/dia.

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Três semanas após o regime de clareamento caseiro com gel de peróxido de carbamida a 10% nota-se a melhora sutil da cor dos dentes (cor inicial, A3 escala Vita Lumin Vaccuum).

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Uma semana após novo regime de duas semanas de uso do gel a 16% (Powerbleaching 16%) nota-se a melhora considerável da cor dos dentes.

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Autor:

Dr. Fábio Luiz Andretti

Fonte: BM4

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