Erosão dental: saiba como identificar e por que tratar

erosão dental

A erosão dental é conhecida como a perda progressiva e irreversível de tecido dental duro através de processos químicos. Este processo pode ser desencadeado por diversos fatores externos e internos, que contribuem para a erosão contínua do esmalte.

Geralmente, as fontes externas para a erosão dental são relacionadas a hábitos alimentares e ao estilo de vida do paciente. Já os motivos internos podem estar relacionados a doenças sistêmicas e, nestes casos, a atuação do profissional de odontologia, juntamente a um bom profissional de saúde, pode ser decisiva para o diagnóstico das alterações e para minimizar as possíveis sequelas.

Tipos de erosão dental

A erosão dental tem início com a desmineralização das camadas superficiais do esmalte e pode evoluir para perda da estrutura do dente. Substâncias ácidas com pH entre 4,5 e 5,5 são críticas para o esmalte e para a dentina.

Os casos de desgaste dental mais frequentementes vistos em clínicas odontológicas são:

Abrasão: causada por fricção do dente com agentes externos, como escova e pasta dental, na região vestibular.

Atrição: ocasionada pelo atrito constante de dente contra dente. Envolvendo as superfícies oclusais e incisais.

Abfração: definida como a perda de estrutura cervical ocasionada por tensões resultantes de interferências oclusais.

Erosão ou perimólise: denominada pela perda envolvendo ação química de substâncias ácidas. Esta condição pode ser relacionada a diversos distúrbios, que você pode conferir no quadro abaixo.

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Diagnóstico da erosão dental

Após o contato inicial e alívio dos sintomas, é importante o controle da evolução do processo de erosão dental.

Para isso, é necessário que se realize um minucioso processo de anamnese, com a investigação in loco de possíveis causas.

Algumas perguntas feitas no consultório podem colaborar para o diagnóstico inicial. Investigue questões como:

· Qual a base da dieta de seu paciente, ele ingere alimentos ácidos, iogurtes e frutas constantemente?
· Consome bebidas ácidas, como vinhos, sucos e refrigerantes, frequentemente?
· Escova os dentes imediatamente após alimentar-se?
· Utiliza escovas de dente de cerdas duras ou pastas arenosas?
· Seu paciente sente dor quando ingere alimentos, escova os dentes ou usa fio dental?
· Os dentes de seu paciente têm uma aparência de vidro, são amarelados, lisos ou contêm pequenas trincas?

Além disso, é essencial encaminhar o paciente para profissionais da área de saúde que possam colaborar para o diagnóstico de distúrbios do organismo causados por fatores internos.

Tratamento

Alinhe suas considerações ao diagnóstico médico, para então dar início ao processo de tratamento e reabilitação dos dentes do seu paciente. Algumas das condições, citadas anteriormente, podem exigir intervenções psicológicas e medicamentosas e até, em casos mais graves, hospitalização do paciente. Por isso, o encaminhamento ao médico competente é essencial.

Dependendo do grau de desgaste dental, a reabilitação dos dentes pode ser realizada com o uso de resinas compostas com restaurações diretas. Essas possuem boa resistência mecânica. Seu uso para restauração de dentes afetados por desgaste severo tem durabilidade média de três a cinco anos.

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Em casos mais severos, as restaurações indiretas metalocerâmicas são excelentes soluções. De toda a forma, é importante que o processo conte com a colaboração do paciente, pois os procedimentos restauradores requerem a conscientização. Em alguns casos, as mudanças de hábito são essenciais para o sucesso do tratamento.

Abaixo, você pode conferir uma tabela com alguns alimentos que devem ser evitados por pacientes com erosão ácida.

Erosão dental

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