RECUPERANDO SAÚDE, ESTÉTICA E FUNÇÃO EM DENTES ANTERIORES COM OPALLIS

Caso clínico 1

As resinas compostas, desde seu surgimento através de Bowen em 1956, sofreram grandes modificações em sua composição, principalmente no que se refere ao conteúdo inorgânico em relação ao tamanho das partículas, com o intuito de superar as principais limitações deste material, como a contração de polimerização, a infiltração marginal e o desgaste superficial.

Com a tecnologia empregada por parte dos fabricantes na evolução das propriedades mecânicas, os sistemas de resinas compostas, hoje disponíveis no mercado permitem o seu uso tanto em dentes anteriores quanto em dentes posteriores (Baratieri, Araújo & Monteiro, 1993).

As restaurações com resinas compostas em dentes anteriores representam um grande desafio e requerem atenção a detalhes importantes para se obter bons resultados em dentes anteriores. Aos profissionais cabe a necessidade de deter os conhecimentos necessários para elaboração de um planejamento adequado, para correta escolha da técnica restauradora, bem como do material a ser utilizado em relação às suas propriedades mecânicas e óticas, a fim de reproduzir a estrutura dental a ser restaurada, devolvendo saúde, estética e função aos pacientes.

Em relação às características óticas, dispomos de muitos materiais resinosos com diferentes matizes, cromas e valores e da mesma maneira, com diferentes graus de translucidez e opacidade que nos permitem reproduzir as características naturais dos tecidos dentais a serem restaurados. Alguns compósitos nano-híbridos disponíveis no mercado têm seu uso amplamente difundido porque os fabricantes disponibilizam sistemas com uma grande variedade de cores, suprindo desta maneira as necessidades estéticas para a execução de uma restauração em elementos dentais anteriores.

Devido ao crescente avanço tecnológico dos materiais odontológicos, novas técnicas restauradoras surgem a cada momento e para que haja uma ampla difusão das informações, novos artigos com relatos de caso são necessários. Desta forma, este artigo propõe-se a apresentar algumas informações importantes para a obtenção de excelentes resultados estéticos em restaurações de dentes anteriores.

Descrição do caso clínico:

Paciente, 21 anos de idade, sexo feminino, apresentou-se à clínica de Dentística Restauradora da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG/PR) insatisfeita com seu sorriso.

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 Presença de restauração antiga insatisfatória no elemento 11, escurecimento na região mesial do 21 e fratura na borda incisal do 22.

Após exame clínico e radiográfico detalhado, foi diagnosticada a presença de restauração com resina composta antiga e fraturada no elemento 11 e lesão cariosa ativa na face mésio-palatina do elemento 21, sendo esta a razão do escurecimento que pode ser observado através da face vestibular do mesmo dente.

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 Visões mais aproximadas que permitem a observação da restauração antiga e fraturada no dente 11, presença de diastemas entre os incisivos centrais e envolvimento proximal da lesão cariosa do dente 21.

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 Lesão cariosa ativa na face mésio-palatinado dente 21, sendo esta a razão pelo escurecimento observado anteriormente na região vestibular do mesmo.

O tratamento proposto foi a troca da restauração insatisfatória do dente 11; remoção do tecido cariado e restauração com resina composta no dente 21.

Para o restabelecimento da beleza e funcionalidade dos dentes anteriores foi necessário utilizar sistemas de resinas compostas que disponham de uma grande variedade de cores para obtenção de resultados estéticos favoráveis, aliados à capacidade de resistir aos esforços mastigatórios fisiológicos. Desta forma, alguns sistemas microhíbridos apresentando estas características encontram-se presentes no mercado odontológico e uma ótima opção para resolução destas situações clínicas é o sistema Opallis (FGM) que foi utilizado neste caso clínico em questão.

Os passos clínicos foram rigorosamente seguidos, utilizando-se uma técnica simples de estratificação, com auxílio de uma guia palatina em silicone, que permite uma maior previsibilidade do resultado final a ser alcançado.

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Após pequeno acréscimo de resina para correção da região fraturada do dente 11, pode-se aproveitar o formato da região palatina como um guia para a confecção da nova restauração do dente 11. Para isto, pode-se moldar os dentes com um silicone de adição e recortar a matriz na região correspondente a borda incisal.

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Isolamento absoluto do campo operatório e remoção da restauração antiga com pontas diamantadas.

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Remoção do tecido cariado comum a broca carbide  em baixa rotação.

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Observe a completa remoção do tecido cariado, sem exposição pulpar.

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Confecção de um bisel em 45º, utilizando uma ponta diamantada de granulação fina.

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Condicionamento da cavidade com ácido fosfórico 37% por 15 segundos em dentina e 30 segundos em esmalte.

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Aplicação do sistema adesivo com um microaplicador Cavibrush (FGM) de tamanho regular. A utilização de uma tira de poliéster protege os dentes vizinhos de receber condicionamento ácido e sistema adesivo.

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Primeira camada da restauração realizada com uma resina acromática Opallis T-Neutral (FGM) adaptada na matriz palatina, na região correspondente a área a ser restaurada.

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Adapta-se a matriz palatina no dente com a resina ainda não polimerizada. Verifica-se o correto assentamento da matriz e fotopolimeriza-se na seqüência.

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Primeira camada da restauração confeccionada. Observe a intensa translucidez da resina, que não deve interferir no resultado cromático da restauração, devendo servir somente como um anteparo para a inserção das camadas subseqüentes.

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Segunda camada da restauração, utilizando-se a resina opaca Opallis DB1 (FGM) para confecção da área correspondente à dentina. Observe que esta camada de resina também é levada de encontro ao bisel para mascarar a interface dente-restauração.

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Terceira e última camada da restauração com resinas Opallis (FGM) translúcidas EA1 no terço cervical, EB1 no terço médio e incisal. Em algumas áreas incisais de maior luminosidade podem ser utilizadas resinas de valor, como a Opallis VH(FGM) que possui características levemente esbranquiçadas.

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Após a fotopolimerização final deve-se aplicar um gel isolante Oxiblock (FGM) para evitar o contato da última camada da restauração com o oxigênio e possibilitar uma polimerização mais efetiva.

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Restauração do dente 21 seguindo a mesma técnica de estratificação utilizada para o dente 11.

Uma seqüência de acabamento e polimento foi realizada visando obter maior simetria entre os dois incisivos centrais superiores.

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Remoção dos excessos cervicais com uma lâmina de bisturi n.12, logo após o término da restauração.

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 Acabamento de superfície após 01 semana. Com um grafite 0.5 mm pode-se delimitar a área de espelho de cada dente para facilitar a obtenção de uma correta simetria.

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Após a medição com um compasso de ponta seca pode-se corrigir as diferenças entre as superfícies utilizando-se discos de lixa como o Diamond Pro (FGM).

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Com o grafite 0.5 mm pode-se delimitar as regiões de depressões e texturas naturais a serem reproduzidas.

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Reprodução de texturas superficiais esulcos de desenvolvimentos com ponta diamantada de granulação fina.

Um correto plano de tratamento e a utilização de materiais restauradores de forma criteriosa podem proporcionar resultados muito satisfatórios ao paciente e ao profissional.

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Polimento obtido com pastas DiamondExcel (FGM) em discos de feltro Diamond Flex (FGM).

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Vista lateral do caso finalizado. Notar a recuperação da estética, saúde e função após o tratamento restaurador.

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Vista oclusal do caso concluído.Observe o correto alinhamento dos dentes no arco.

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Resultado final obtido.

Referências Bibliográficas:

BARATIERI, L.N.; ARAÚJO, E.M.;MONTEIRO JR, S. Advanced Operative Dentistry. Quintessence Germany, 1993.

BOWEN,R.L. Use of epoxy resins in restorative materials. J Dent Res. v.35, p.360-9, 1956.

Autores:

• Dr. Cristian Higashi Prof. Auxiliar do curso de Odontologia Estética Avançada – ILAPEO/PR; Prof. auxiliar do curso de Escultura Dental com Resinas Compostas – ILAPEO/PR; Mestrando em Odontologia, área de concentração Dentística Restauradora da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG/PR).

• Dr. Roberto César do Amaral Mestrando em Odontologia, área de concentração Dentística Restauradora da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG/PR);

• Dr. Ronaldo Hirata Mestre em Materiais Dentários PUC-RS; Doutorando em Dentística restauradora UERJ; Coordenador do curso de Escultura em Resinas Compostas ILAPEO/PR; Ministrante de Cursos do Projeto www.KinaScopinHirata.com.br ; Professor do Curso de Pós-graduação Latu Sensu em Odontologia Estética CES/Senac-SP. • Dr. João Carlos Gomes Professor Associado Doutor do curso de Odontologia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG/PR).

Fonte: FGM – Produtos Odontológicos

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