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O Brasil é o 4º país no mundo a ser o mais atingido pelo câncer de boca, e 7% da população mundial é acometido pela doença. Apesar de ser um câncer pouco conhecido, e pouco divulgado, é uma doença severa que pode deixar sequelas graves e permanentes, ou até mesmo levar à morte.

Ele afeta em especial pessoas do sexo masculino acima ou em torno de 50 anos de idade. O tipo mais comum de câncer bucal é o chamado carcinoma espinocelular, que são lesões visíveis dentro da boca como, por exemplo, manchas brancas ou avermelhadas na mucosa, nódulos na língua ou nas bochechas, e feridas na língua, mucosa ou gengiva.

As causas câncer bucal são o uso excessivo de álcool e fumo, e muita exposição ao sol. A insolação excessiva gera principalmente o câncer no lábio que também é tratado como câncer bucal.

O tratamento é cirúrgico, radioterápico e quimioterápico, dependendo do estágio da doença.

De acordo com a especialista em câncer bucal da Faculdade de Odontologia de Araraquara (UNESP), Dra. Elaine Maria S. Massucato (CRO nº. 55.371), na fase inicial, o tratamento é cirúrgico, combinado com a radioterapia. Nos casos mais graves ou em que o paciente não pode ser operado, é feita a radioterapia associada com a quimioterapia.

A associação de quimioterapia com radioterapia é necessária porque, explica a dra. Elaine, a quimioterapia não mata completamente o tumor. Mas é a radioterapia que causa sequelas e às vezes danos permanentes nos pacientes. A radio afeta as glândulas salivares, fazendo com que a boca do individuo fique seca. Dependendo do tamanho do tumor é necessário retirar parte da bochecha, dos lábios ou até da língua, o que afeta a parte estética, fonológica, funcional e interfere até na alimentação.

O paciente A.M., atualmente com 55 anos, fumante e ex-alcoólatra, teve câncer bucal aos 49 anos. Conta que só foi consultar o dentista quando começou a sentir dor na língua. Até então a aparência e a textura diferentes não o levaram a procurar ajuda. Infelizmente seu tumor já estava em um estágio muito avançado, então foi necessário fazer a remoção de toda a língua, reconstituída com um enxerto de parte do peito.

De acordo com a Dra. Letícia Mestieri, o câncer de boca pode ser evitado com o auto-exame para verificar se não há manchas, feridas que não curam ou nódulos. Também deve-se evitar o uso frequente de cigarros e bebidas alcoólicas, principalmente as destiladas, e o excesso de exposição ao sol.
Repórter: Larissa Boldrin Mestieri
Fonte: www.uniara.com.br

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