Dentista e Paciente: Relação de amizade e confiança

Amizade no consultório

Amizade significa confiança, palavra que leva a vários significados: acreditar, entregar-se com segurança, ter boas expectativas em relação à competência de outra pessoa. Confiar, afinal, é cercar-se de garantias.

Antes de começarmos o assunto, vamos abrir um parênteses para saber porque estamos falando de amizade hoje, 20 de julho. Simplesmente porque é o Dia do Amigo. Saiba que foi o argentino Enrique Ernesto Febbraro, dentista, músico e professor de sociologia, filosofia e história que resolveu comemorar a data neste dia. Motivo? Em homenagem ao dia em que o homem pisou a lua e deu “o pequeno passo para um homem e um grande passo para a humanidade”.

E o argentino em questão não é nada lunático. No país vizinho, a data é comemorada de verdade. Cartões, presentes e provas de amizade são levados a sério. E isso é, segundo os estudiosos, muito bom tanto para a saúde psicológica quanto para a física. “Alguns estudos mostram que quem tem amigos vai menos ao hospital e, quando vai, se recupera na metade do tempo. As pessoas sem amigos estão mais sujeitas à depressão, problemas com drogas”, diz Ailton Amélio da Silva, psicólogo do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP).

No dia do Amigo vamos trazer um artigo da Dra. Débora Ferrarini que fala sobre esta possível amizade entre o profissional de Odontologia e o paciente:

Segundo Débora, os clientes que procuram um consultório odontológico, na maioria das vezes, buscam a indicação de amigos, familiares, colegas de trabalho, enfim, de alguém confiável que possa afiançar o dentista e o consultório como um todo. Ou seja, antes mesmo do primeiro contato, essa relação é permeada por expectativas. Os clientes procuram profissionais competentes, capazes de se atualizar técnica e cientificamente, que sejam éticos, que assegurem a eficiência de seus serviços.

A doutora conta que apesar de serem implícitos à boa conduta de qualquer profissional, esses valores devem nortear a prática cotidiana. Isso porque, em odontologia, tanto os benefícios de um tratamento quanto os possíveis danos a uma pessoa não podem ser mensurados por “tabelas de preços”, por estarem ligados diretamente à saúde. Nesta área, a garantia tem um nome: confiabilidade, a habilidade de prestar um serviço de forma precisa e segura.

Vale lembrar que essa habilidade pode ser aperfeiçoada através de técnicas e treinamentos, que devem se estender a toda a equipe do consultório. Quaisquer métodos, entretanto, serão infrutíferos sem uma boa comunicação entre as partes envolvidas.

Débora fala ainda que após a indicação, o primeiro contato com o consultório acontece, geralmente, por telefone. Na conversa com a atendente, o cliente tem uma impressão geral do ambiente de trabalho e da equipe. E, como diz o ditado, “você nunca terá uma segunda chance de causar uma primeira boa impressão”. Daí, a importância de manter funcionários extremamente bem treinados — uma tarefa que não pode ser negligenciada por quem administra uma clínica. Mais do que cordialidade, clientes querem informações corretas. No caso citado anteriormente, isso pode ser feito pela criação de um roteiro de atendimento telefônico, contemplando situações como o agendamento da primeira consulta ou o atendimento a um caso de emergência.

Mas a relação entre o profissional e o cliente se estabelece, definitivamente (ou não) na consulta inicial.E vai depender da capacidade do dentista de dialogar e interagir com o paciente. É preciso conhecer seu histórico, ser claro, direto e, principalmente, abrir espaço para que ele possa esclarecer suas dúvidas. Muitas vezes essa comunicação acaba sendo ineficaz porque um não questiona e/ou o outro tem receio de perguntar. A anamnese também deve incluir o levantamento de informações como traumas prévios (obviamente, sem a menção do nome de outros profissionais), visando permitir que o paciente se expresse para identificar melhor possíveis reações de medo ou dor.

Finalmente, saber como comentar o diagnóstico é essencial nesse processo de aquisição da confiança do paciente, que vai se sedimentando ao longo do tempo. Certeza do que está sendo dito, firmeza nas palavras e olho no olho são muito importantes. Mais que isso, segundo o Código de Ética Odontológico 2003 (Capítulo V do Relacionamento com o Paciente, Seção I, Art. 7o, Parágrafo IV), “constitui infração ética deixar de esclarecer adequadamente os propósitos, riscos, custos e alternativas do tratamento”.

Portanto, cabe refletir sobre os fatores que realmente determinam a permanência de um cliente no consultório, pois capacidade técnica e profissional, equipamentos de última geração, novidades em tratamentos não se sustentam sem a verdadeira base da relação dentista-paciente: confiança.

3338-confiar-sua-saude-nas-maos-de-alguem-slider_medias-1Fonte: Portal Open

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