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Surya Dental

Moldagem para Laminados Cerâmicos – Máteriais e Técnicas

Produtos utilizados: Angelus

Autor: Professor Jorge Eustáquio

Introdução

Para obtermos sucesso na execução de laminados ou coroas, em sistemas de cerâmica pura ou reforçada, para qualquer espessura da peça protética, vários passos devem ser rigorosamente seguidos. Um destes passos é relativo ao procedimento de moldagem dos preparos. Neste artigo, vamos falar, sucintamente, do material ideal para moldagem e das técnicas de moldagem utilizadas mais rotineiramente.

Material de Moldagem

Muitos foram os materiais desenvolvidos com o intuito de copiar as estruturas dentais para que o laboratório pudesse executar o trabalho protético com o máximo de precisão. Porém, para obtermos esta precisão, necessitamos que o material de moldagem tenha algumas características fundamentais:

  1. Alta precisão dimensional;

  2. Alta resistência a deformação;

  3. Alta estabilidade dimensional;

  4. Impressão detalhada das estruturas moldadas. (Kina S. 2008)

O material odontológico que apresenta os melhores resultados em relação a estas características é o Silicone por Adição. Misch CE. (2006), em seus estudos, mostrou que o polivinilsiloxano (silicone por adição) é superior aos demais materiais elásticos para moldagem no que se refere a precisão e estabilidade dimensional.

Material

Precisão Dimensional

Estabilidade Dimensional

Silicone de Adição

0,06%

0,07%

Silicone de Condensação

0,58%

0,4%

Polissulfeto

0,22%

3,0%

Poliéter

0,10%

1,1%

Os moldes obtidos com silicone de adição podem ser vazados em até 14 dias, dependendo da marca comercial. Isso favorece, inclusive, a trabalhos executados à distância, em laboratórios que não estejam na mesma cidade do profissional.

Uma outra grande vantagem dos silicones por adição é a possibilidade de que o molde seja vazado mais de uma vez, sem perder as características de precisão do primeiro modelo de gesso gerado. Isto é importante para que o técnico obtenha modelos de trabalho troquelizados e modelos de relacionamento, para prova e ajuste proximal das peças.

Afastamento Gengival:

Para Schillingburg (1998), Beier (2009), o afastamento gengival é fundamental para uma boa impressão, favorecendo um bom resultado final. Os materiais odontológicos mais comumente utilizados para este fim são os fios de afastamento gengival.

O fio é inserido no sulco gengival com o objetivo de afastar a gengiva levemente em direção a apical e lateral, criando, após a sua remoção, um espaço para que o material fluido de moldagem possa copiar o sulco gengival, transmitindo assim, para o técnico de prótese, a informação ideal de posicionamento das margens do preparo em relação à gengiva. O fio também promove a contenção do fluido gengival.

Basicamente, a utilização do fio está relacionada com o biotipo periodontal e profundidade de sulco gengival, e às margens do preparo executado.

Pacientes com biotipo periodontal mais fino, necessitam que os fios afastadores tenham menores espessuras, assim como em sulcos gengivais rasos.

Com relação às margens do preparo, em geral, executamos o afastamento gengival da seguinte forma:

  • Preparos Intra-sulculares – Duplo Fio

  • Preparos Supra gengivais – Fio Único

  • Sem preparos – Sem fio

Na técnica conhecida como “duplo fio”, é utilizado um primeiro fio (interno) de espessura pequena (#000), que tem a função de conter o fluído sulcular, e executar um leve deslocamento da margem gengival no sentido apical.

1

 O fio mais externo (Segundo fio – geralmente #00 ou 0) afasta a gengiva lateralmente. Deve ser posicionado de forma em que metade da sua espessura esteja dentro do sulco gengival e a outra metade fora do sulco.

2a2b

O fio deve permanecer em posição por aproximadamente 5 minutos, para promover este afastamento lateral, e ser removido de forma lenta e cuidadosa, não gerar sangramento antes da moldagem.

Técnicas de Moldagem:

Normalmente, duas técnicas de moldagem são utilizadas com silicones por adição. Moldagem em passo único (ou simultânea) e moldagem em duplo passo.

4.1. Moldagem em passo único

Nesta técnica, os materiais leve (fluido) e pesado (denso) da silicone de adição são levados ao mesmo tempo à boca do paciente. A sequência clínica pode ser observada nas figuras de 03 a 09.

34

56

78

9

4.2 Moldagem em duplo passo

Nesta técnica, primeiramente iremos obter o molde com o material pesado e em seguida refinaremos este molde com a inserção do material fluido, levando a moldeira pela segunda vez à boca do paciente. O primeiro passo pode ser também executado sobre um modelo de gesso do paciente (de estudo ou do enceramento diagnóstico). A técnica pode ser observada nas figuras de 10 a 20.

1011-12

1314

1516

17-1819

20.120.2

20.3

Finalizado

Conclusão

A associação do material correto a uma técnica eficiente, promove, sem sombra de dúvidas, um protocolo baseado no fator fidelidade. Após a moldagem, estamos apenas na dependência que o laboratório de prótese cumpra seu papel de modo eficiente, vertendo um gesso de qualidade, dentro de proporções adequadas e sob técnica de manipulação que o material exige, para o obtenção de modelos fiéis, fundamentais na execução de peças cerâmicas perfeitamente adaptadas e ajustadas na boca do paciente.

Dr. Jorge Eustáquio  Mestre em Dentística, Professor dos Cursos de Especialização em Dentística e
em Prótese e de Aperfeiçoamento em Dentística Estética Direta da ABO – AL – Maceió.
Contato: jorgeeustaquio@yahoo.com.br

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Feito por Nerau Studio