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Caso clínico: Aumento de dimensão vertical com sorriso doador em resina flow

Caso clínico: Aumento de dimensão vertical com sorriso doador em resina flow

Por Prof. Rafael Ballista

O paciente, sexo masculino 35 anos, apresenta desconforto articular, cansaço muscular e estalidos em sua articulação. Associado a estes itens o mesmo relata que seus dentes não “aparecem” quando sorri. O mesmo também relata apertamento dental em vigília. Queixa principal: Cansaço da face, zumbido, estalidos e sono não reparador.

Homem sorrindo para caso clínico

Paciente de perfil e com boca fechada

A primeira parte

Foi a identificação e controle dos sintomas de desconforto que o paciente apresentava.

Nosso protocolo consiste em promover um equilíbrio no sistema estomatognático do paciente através do uso de placa neuromiorrelaxante para desprogramação e consequente indução das ATMs para uma posição mais fisiológica.

Realizamos uma placa no paciente em MIH (máxima intercuspidação habitual) e buscamos através da análise da proporção facial aumentar o comprimento do terço inferior da face.

Ainda nesta primeira etapa após a entrega e ajuste da placa, fomos até o centro radiológico para efetuar tomografias de ATM em vista sagital.

Foram realizadas três tomadas de imagens

  • MIH
  • PLACA INSTALADA
  • JIG POSICIONADO

Identificamos que os côndilos encontravam-se em posição mais favorável tridimensionalmente com o uso da placa (compensando a altura do terço inferior da face que estava desproporcional)

Após o período de adaptação e ajustes realizados na placa, seguindo o nosso protocolo de tratamento, os sintomas do paciente cessaram. O sistema estomatognático estava em equilíbrio fisiológico.

Série de radiografias

Radiografia do perfil do paciente

Série de radiografias

Três radiografias

A segunda parte

Foi a realização do planejamento funcional e estético do caso clínico.

Diante da necessidade de alterar o tamanho e forma dos dentes, utilizamos o projeto de “Sorriso Doador”, no qual através do DSD, efetuamos a exportação das características de um sorriso natural real e adequamos ao planejamento.Neste caso, o paciente solicitou que o sorriso da irmã que o agradava.

Efetuamos o escaneamento dos arcos e da face tanto do paciente e sua irmã e efetuamos fotografias e filmagens para completar os dados necessários ao planejamento digital.

Vale lembrar que escaneamos o paciente por uma segunda vez, após o período de adequação do sistema estomatognático onde articulação e musculatura encontravam-se fisiologicamente estáveis. Utilizamos o Jig na altura pré determinada, e escaneamos o paciente em relação central.

Planejamento digital

O planejamento digital do sorriso funcional e estético foi realizado tendo como referências os algorítimos digitais obtidos pelo sorriso doador.

Paciente masculino e paciente feminino sorrindo

Projeto do paciente masculino

Projeto paciente feminino

Os dois arcos foram encerados digitalmente e os modelos foram impressos para um teste prévio à execução das restaurações com a nova dimensão vertical.

Após aprovação do novo sorriso, iniciamos a etapa de hibridização, que consiste em substituir todas as restaurações pré-existentes e promover uma nova “validação” adesiva, ou seja, nivelar por igual o prazo e qualidade adesiva de todos os dentes em um mesmo período. Esta conduta clínica visa aumentar a longevidade de todo o conjunto restaurado.

Uma vez que o tratamento reabilitador será totalmente aditivo, optamos em utilizar neste caso clínico a técnica de resinas injetáveis.

Para tanto moldamos com silicone de adição incolor TRANSIL F os modelos impressos e criamos orifícios nas regiões incisais destes moldes para que seja possível a injeção de resina fluida.

Os dentes foram restaurados um a um com o devido protocolo de condicionamento e adesão, e o material utilizado nestas restaurações foi a resina Tetric N-Flow, uma resina nano híbrida que permite ser utilizada em reconstruções injetadas.

Vale lembrar que este caso clínico de reabilitação oral, precisa ainda passar por um período adaptativo da nova dimensão vertical obtida e que os ajustes fisiológicos ocorrerão nas superfícies deste material.

Existem opções de materiais para adição e temporização em casos de reabilitação oral, dentre eles: resina acrílica, resina bis acrílica, “table tops” de resinas semi-indiretas e indiretas, porém esta técnica que utilizamos nos permite uma grande agilidade em sua execução associado a uma das principais vantagens da resina composta, a sua reversibilidade e reparabilidade.

Após a realização deste ganho na dimensão vertical, instalamos uma nova placa miorrelaxante digital.

Uma vez que o paciente mantenha o seu relato de equilíbrio fisiológico (oclusão, muscular e articular) iremos substituir estas restaurações em resina injetável por restaurações que possuam maior resistência e mais carga.

Sobre o autor: Rafael Balista é professor de pós-graduação, MSc (próteses), DDS Iti Member, palestrante Iti, palestrante Ivoclar Vivadent.

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