[Guia] Brocas odontológicas: entenda tudo sobre o material

Conjunto de brocas de metal em bandeja de aço inox

As brocas odontológicas são materiais fundamentais para o dentista, desde a formação na universidade até a rotina no consultório. Elas são utilizadas com motores, com objetivo de fazer desgastes, cortes, modelagens e remoções no dente, em restaurações, estruturas metálicas, entre outros materiais.

Brocas odontológicas: entenda tudo sobre o material!

As brocas odontológicas fazem parte da rotina clínica desde a formação acadêmica até os atendimentos mais complexos no consultório. Elas são usadas em motores e peças de mão para desgastar, cortar, modelar, remover tecidos ou acessar estruturas dentárias com mais precisão.

Na prática, a escolha da broca influencia diretamente a segurança do procedimento, o tempo clínico e a qualidade do acabamento. Por isso, conhecer os tipos, formatos, hastes e indicações não é apenas uma questão técnica, mas uma forma de entregar tratamentos mais previsíveis ao paciente.

Entenda como identificar a broca odontológica mais adequada para cada etapa clínica e tomar decisões com mais controle, precisão e confiança no consultório.

Quais são os tipos de brocas odontológicas e suas funções?

Utilizar a broca correta para cada finalidade é essencial para obter contornos adequados, acabamento uniforme e menor risco de danos à estrutura dental ou à restauração. De modo geral, as brocas podem ser divididas em dois grupos principais:

  • Cortantes: formam aparas por lâminas;
  • Desgastantes: removem estrutura por fricção.

A seguir, veja os principais tipos de brocas odontológicas e como elas se aplicam na rotina clínica.

Carbide

As brocas carbide são formadas por carbureto de tungstênio e se destacam pelo alto poder de corte. Elas costumam ser indicadas para remoção de cárie, criação do contorno inicial do preparo e acesso à câmara pulpar, quando o caso exige esse tipo de intervenção.

Também são muito utilizadas em preparos cavitários e em procedimentos que exigem cortes mais eficientes. Porém, exigem atenção: quando usadas sem controle, podem remover estrutura além do necessário ou comprometer paredes internas do preparo.

Para quem está montando ou renovando o consultório, vale conferir as opções de brocas odontológicas disponíveis na Surya Dental.

Multilaminada

As brocas multilaminadas possuem maior número de lâminas que as carbides tradicionais, podendo variar entre 12, 30 e até 45 lâminas. Quanto maior esse número, menor tende a ser o poder de corte e maior a capacidade de acabamento.

Na prática, elas são muito úteis para ajustes finos, remoção controlada de excessos e acabamento em restaurações. Em procedimentos com resina composta, por exemplo, ajudam a refinar a anatomia sem gerar marcas agressivas na superfície. Esse tipo de broca é especialmente importante quando o objetivo deixa de ser cortar e passa a ser finalizar com delicadeza.

Transmetal

A broca transmetal é indicada para cortes em estruturas metálicas, como amálgamas, casquetes metálicos, coroas metalocerâmicas e peças protéticas. Por isso, aparece com frequência em casos de remoção de restaurações antigas ou acesso a dentes já reabilitados.

Ela oferece mais eficiência em materiais resistentes, reduzindo o esforço clínico e tornando o procedimento mais seguro. Ainda assim, deve ser usada com boa refrigeração e controle de pressão para evitar superaquecimento.

Diamantada

As brocas diamantadas fazem parte do grupo das desgastantes. Sua ação acontece por fricção, graças às partículas diamantadas presentes na ponta ativa. São muito usadas em desgaste de esmalte e dentina, preparo cavitário, acabamento e acesso através de restaurações cerâmicas.

O ponto central é: não basta escolher pelo formato. A granulometria também precisa ser considerada, já que interfere diretamente na intensidade do desgaste e na qualidade do acabamento. Em restaurações de porcelana ou resina, a seleção correta da ponta diamantada contribui para evitar trincas, rugosidade excessiva e necessidade de retrabalho.

Gates Glidden

As brocas Gates Glidden são muito utilizadas em endodontia, principalmente no alargamento da porção cervical até a média do canal. Sua ponta é inativa, e o corte acontece pelas paredes laterais.

Isso significa que elas não têm a função de aprofundar o canal, mas sim de ampliar e favorecer o acesso. Quando usadas corretamente, contribuem para uma instrumentação mais organizada e segura.

Peeso

As brocas Peeso são indicadas para ampliação da embocadura do canal e preparo do conduto para receber pinos intrarradiculares. Por terem ponta mais aguda, exigem atenção redobrada quanto à direção e profundidade de uso.

Convenhamos, em endodontia, pequenos desvios podem comprometer toda a previsibilidade do caso. Por isso, a escolha da broca deve sempre acompanhar o planejamento clínico.

Largo

As brocas Largo também são usadas no contexto endodôntico, especialmente para afunilamento da entrada do canal após a instrumentação. Além disso, podem auxiliar no preparo para contenção intrarradicular depois da obturação.

Elas fazem parte de um conjunto de instrumentos que ajudam o profissional a ganhar acesso, regularidade e controle durante tratamentos que exigem precisão interna.

Como escolher a broca odontológica ideal para cada procedimento?

A escolha da broca passa por três perguntas simples: qual estrutura será trabalhada, qual nível de corte é necessário e qual acabamento se espera ao final do procedimento. A resposta muda conforme o caso envolva esmalte, dentina, metal, cerâmica, resina ou acesso endodôntico.

Em restaurações diretas, por exemplo, a etapa inicial pode exigir maior remoção de tecido cariado, enquanto a finalização pede instrumentos mais delicados. Já em coroas antigas ou restaurações metálicas, a eficiência de corte ganha prioridade. A decisão não deve considerar apenas o tipo de broca, mas também o material trabalhado e a fase clínica do atendimento.

Outro ponto importante é a qualidade do material. Brocas desgastadas, deformadas ou inadequadas podem aumentar o tempo de procedimento, gerar vibração excessiva e prejudicar o acabamento. Por isso, manter um estoque organizado de materiais odontológicos também faz parte da rotina de produtividade do consultório.

Como diferenciar brocas odontológicas?

As brocas odontológicas podem ser diferenciadas por haste, cor e formato. Entender esses critérios evita escolhas equivocadas e facilita a organização do instrumental antes de cada atendimento.

Haste

A haste define em qual equipamento a broca será utilizada. As principais classificações são:

  • FG: indicada para alta rotação;
  • CA ou RA: indicada para contra-ângulo;
  • HP ou PM: indicada para peça de mão.

Essa diferenciação é essencial porque cada motor exige encaixe, comprimento e estabilidade específicos. Usar a haste incorreta pode comprometer o desempenho da broca e a segurança durante o procedimento.

Cor

As marcações coloridas nas hastes indicam a granulometria das brocas diamantadas. Em geral, a classificação segue esta lógica:

  • Preta: supergrossa;
  • Verde: grossa;
  • Azul: média;
  • Vermelha: fina;
  • Amarela: extrafina;
  • Branca: ultrafina.

As pontas mais grossas são úteis para desgastes intensos, enquanto as mais finas são indicadas para acabamento e polimento. Em restaurações de resina e porcelana, essa atenção é ainda mais importante, já que superfícies mal finalizadas podem acumular biofilme, perder brilho ou sofrer desgaste precoce.

Formato

O formato da broca também influencia sua indicação. Entre os modelos mais comuns estão esférica, cilíndrica, cônica, tronco-cônica, chama, pera, disco e anelada.

A broca esférica, por exemplo, costuma ser associada à remoção de cárie e acesso inicial. Já formatos em chama ou cônicos aparecem em acabamentos, biséis e ajustes de contorno.

Cuidados com brocas odontológicas no consultório

Além da escolha correta, a conservação das brocas interfere na biossegurança e no desempenho clínico. Após o uso, elas devem passar pelos processos adequados de limpeza, esterilização e armazenamento, conforme os protocolos do consultório.

Também é importante avaliar sinais de desgaste, perda de corte, oxidação ou deformações. Uma broca aparentemente simples pode afetar o resultado do tratamento quando já não oferece a mesma eficiência.

Na prática, a melhor escolha combina tipo de broca, formato, haste, granulometria, material trabalhado e objetivo clínico. Assim, o profissional evita desgastes desnecessários, melhora o acabamento e contribui para tratamentos mais duráveis.

Para manter esse cuidado em todas as etapas da rotina clínica, vale aprofundar também os processos de limpeza e esterilização dos instrumentais, seguindo todas as normas de biossegurança e reforçando práticas que protegem pacientes, equipe e consultório.

Para o sucesso no tratamento dos pacientes, o profissional deve adotar um roteiro criterioso durante a execução do protocolo clínico e utilizar materiais de qualidade, trabalhando com cautela para evitar falhas. 

Por isso, conhecer os tipos de brocas, suas classificações, diferenças, aplicações e os formatos é essencial. Continue a leitura para saber detalhes sobre esse material odontológico!

Quais são os tipos de brocas odontológicas e suas funções?

Utilizar a broca correta para cada finalidade é a chave para o resultado, principalmente na obtenção de acabamentos e contornos ideais. Por ser um trabalho detalhado, ela pode causar danos ao procedimento. 

As brocas podem ser divididas em dois principais grupos: 

  • Cortantes: formam aparas por lâminas.
  • Desgastantes: removem via fricção.

Na sequência, conheça cada um dos tipos que fazem parte dos grupos e também saiba quais as aplicações possíveis!

Carbide

As carbides possuem esse nome por serem formadas de carbureto de tungstênio. Elas se caracterizam pelo poder de corte, com até seis lâminas. O material é indicado como broca para a remoção de cárie e criação do contorno inicial no dente, além de penetrar no teto da câmara pulpar e removê-lo.

Há alguns cirurgiões-dentistas que preferem, por exemplo, usar a carbide de fissura e da ponta diamantada — ambas são brocas para preparo cavitário e podem ser utilizadas para algumas extensões da parede axial. 

Porém, é preciso ficar atento ao uso desses tipos de brocas odontológicas. Sua utilização por mãos menos experientes pode perfurar a câmara pupal e as paredes axiais.

Multilaminada

As brocas multilaminadas possuem mais lâminas que a carbine, chegando a 12, 30 e até 45. Com maior quantidade, diminui-se o poder de corte e aumenta-se a lisura superficial obtida. Assim, o material é usado para acabamentos, deixando o trabalho mais liso.

Dentista utilizando brocas odontológicas em tratamento.
Quanto maior o número de lâminas na broca cortante, mais ela vai ser útil para trabalho de acabamentos.

Transmetal

A transmetal também faz parte do grupo cortante e se diferencia pelos cortes transversais de estruturas metálicas. Ela é uma excelente broca para remoção de amálgama, casquetes de metal com porcelana, de coroas e para uso em próteses e procedimentos que requerem preparos para o acesso cavitário.

Diamantada 

As brocas diamantadas fazem parte do grupo desgastante e realizam sua função a partir da fricção das suas partículas irregulares aglutinadas na ponta ativa. São as anomalias que dão o poder de corrosão necessárias. 

Por isso, elas não devem ser selecionadas levando-se em conta somente seu formato ou tamanho. Ao contrário, é importante que seja observado o tipo de granulatura que influenciará o corte e a eficiência do procedimento.

As pontas diamantadas são necessárias quando o acesso endodôntico precisa ser feito através de restaurações de porcelanas. Além disso, são utilizadas para desgastar o esmalte e a dentina, girando por meio de motores e turbinas em baixa, média e alta velocidade. 

Quando utilizadas em alta velocidade, devem ser preferencialmente refrigeradas por jatos de ar e água para minimizar a geração de calor friccional.

Brocas odontológicas diamantadas.
A granulometria é importante para definição e uso das brocas diamantadas.

Gates Glidden

As brocas Gates Glidden são utilizadas para iniciar o tratamento de canal, no alargamento da parte cervical até a média. Uma das características do material é que a ponta é inativa, diferentemente dos tipos anteriores.

São as paredes laterais que fazem o trabalho de corte no procedimento, elas servem para alargar e não aprofundar o canal.

Peeso

As brocas de Peeso contam com pontas agudas, utilizadas na ampliação da embocadura do canal e na preparação do conduto endodôntico para recebimento de pinos de contenção dentro da raiz.

Largo

As brocas de Largo são úteis na realização de afunilamento da entrada do canal, após a parte de instrumentação, além de preparar para contenção intrarradicular depois da obturação.

Como diferenciar brocas odontológicas?

As brocas podem ser diferenciadas pela maneira que são classificadas, seja pelo tipo, como descrito anteriormente, mas também pela haste, cor e pelo formato. Confira a distinção em cada segmento.

Haste

O método de corte de cada broca depende da haste. Como há variação de diâmetro e formato, há uma classificação de cada tipo. Vale ressaltar que essa é a parte que entra em contato com a caneta odontológica, assim a distinção se dá ao uso de:

  • Motor de alta rotação: friction grip (FG).
  • Contra ângulo: right angle (RA ou CA).
  • Peça de mão: hand piece (HP ou PM).

Cor

Algumas brocas odontológicas possuem marcações coloridas anelares nas hastes, e entender o seu significado vai influenciar no melhor desempenho do tratamento. As marcações obedecem a uma norma internacional para identificar os grãos de corte dessas brocas. Confira as cores e classificações existentes:

  • Preta: supergrossa.
  • Verde: grossa.
  • Azul: mediana.
  • Vermelha: fina.
  • Amarela: extrafina.
  • Branca: ultrafina.
Brocas odontológicas com maracação em cores para diferenciação.
Cada cor na haste da broca representa o desempenho do material.

As brocas odontológicas com marcação verde são ideais caso você precise fazer a redução rápida de camadas espessas de estrutura dentária. A granulometria espessa permite que ela seja usada para operações rotineiras de grande densidade.

Se o esmalte não for rígido, ou houver dentina para ser removida, possivelmente será o caso de utilizar a broca de marcação azul, já que essa terá uma ação mais conservadora. A granulometria média faz com que seja a broca odontológica ideal para ser aplicada em operações rotineiras em esmalte, dentina e preparações cavitárias em geral.

Porém, se o tratamento exigir um bisel ou qualquer outro procedimento mais delicado, cauteloso e preciso, é provável que as brocas de marcação vermelha sejam as mais indicadas. Elas são eficientes no acabamento de paredes e margens dos preparos cavitários.

As pontas com granulatura extrafina, de marcação amarela, podem ser usadas em procedimentos ainda mais delicados, como em broca para restauração de resina composta ou de porcelana, seja na finalização ou no acabamento.

Formato

Existem diversos formatos para as pontas de brocas. Entre eles:

  • Esférica;
  • Cilíndrica;
  • Cônica;
  • Tronco-cônica;
  • Tronco-cônica invertida;
  • Chama;
  • Pera;
  • Carretel;
  • Disco;
  • Aneladas.

Embora haja diferenças sutis entre as brocas odontológicas dos fabricantes, o seu uso correto atinge o mesmo objetivo. Além disso, a escolha depende do procedimento a ser realizado e do gosto pessoal do cirurgião-dentista. 

Na Surya Dental, você encontra diversos tipos de brocas e broqueiros para usos na universidade e na rotina do consultório. Clique na imagem abaixo e confira materiais odontológicos de qualidade!

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