montar consultório odontológico

Montar um consultório odontológico exige muito planejamento, que envolve desde análise de mercado, localização, compra de equipamentos e divulgação. A abertura desse tipo de um empreendimento precisa cumprir ainda uma série de exigências sanitárias, que têm a ver com a estrutura do imóvel; a separação adequada entre sala clínica, recepção e central de esterilização; além da implantação de um plano de gerenciamento de resíduos.

Neste post, listamos as etapas de abertura de um consultório ou uma clínica odontológica, os documentos para obter o alvará de funcionamento, como fazer o gerenciamento de estoque, definir a lista de equipamentos necessários para começar e como escolher um fornecedor de confiança. Boa leitura!

Analise o mercado

Um dos primeiros passos para montar um consultório odontológico é fazer uma pesquisa sobre a cidade onde o empreendimento será instalado e sondar o mercado local.

É essencial ter informações sobre o número de dentistas trabalhando no município, quais as especialidades com mais profissionais e quais as demandas do público-alvo. Nessa parte, não é exagero contratar um instituto de pesquisa para entender o mercado. Os dados mostrarão qual deve ser o foco do consultório odontológico: generalista, especializado, popular, alto padrão, no Centro ou no bairro.

A análise de mercado dirá quais especialidades poderão ajudar a formar uma clientela rápida e fidelizada e, assim, recuperar os investimentos o quanto antes.

Faça um plano de negócios

O plano de negócios vai mostrar a viabilidade do novo consultório odontológico sob o ponto de vista do mercado e da gestão financeira. É um documento que descreve como o empreendimento pretende ser, os possíveis clientes, os pontos fortes e fracos, os concorrentes, os fornecedores, além de ordenar as ideias dos sócios.

montar consultório odontológico

O plano de negócios, diz o Sebrae, não elimina riscos, mas evita que erros sejam cometidos por falta de análise. Em vez de cometer os erros quando o consultório ou a clínica estiver funcionando, o documento os restringe ao papel.

O plano de negócios é utilizado também para captar recursos financeiros, alinhar estratégias entre os sócios e apoiar a gestão do negócio.

São três as principais funções de um plano de negócios:

  • Planejamento: avalia o novo empreendimento sob aspectos mercadológicos, financeiros e jurídicos.
  • Diagnóstico: avalia a evolução da empresa, se o que foi previsto está em execução.
  • Captação de recursos: apresenta o negócio quando é necessário ter capital de terceiros para investimentos.

Depois de pronto, o plano de negócios deve responder a uma pergunta: vale a pena montar uma clínica odontológica?

Quais serviços ofertar

O consultório odontológico pode atender pacientes particulares ou por convênio. Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), são cerca de 22 mil beneficiários exclusivamente de planos odontológicos no país.

A clínica pode oferecer tratamentos gerais ou ter atendimento especializado em: endodontia, traumatologia buco-maxilo-facial, dentística, radiologia, odontopediatria, ortodontia, implantodontia, periodontia ou prótese dentária. Pode ainda ter um único dentista ou trabalhar em mais profissionais.

É importante conhecer o perfil dos possíveis clientes para definir com quais especialidades a clínica odontológica vai trabalhar. Dados do Conselho Federal de Odontologia (CFO) mostram que são 112 mil dentistas em todo o país: 22,8% são ortodontistas, 13,6% são endodontistas e 12,8% são implantodontistas. As especialidades com menor número de profissionais são Odontologia do Esporte (0,02%), Prótese Buco-Maxilo-Facial (0,05%) e Homeopatia (0,18%).

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Foto: Michael Browning

Localização do consultório

Para montar um consultório odontológico, é preciso estar atento à localização. O ponto tem de atender às expectativas do seu público-alvo. O dentista precisa saber se os pacientes frequentam aquele endereço e se o acesso é fácil tanto para quem usa meio de transporte próprio quanto ônibus.

Uma consulta junto ao mercado imobiliário e à prefeitura pode ajudar a definir a localização do ponto comercial: se no Centro ou em um bairro. É importante levar em consideração os fatores a seguir:

  • A região é segura e bem iluminada?
  • É fácil conseguir vagas para estacionar?
  • A região tem circulação do público que eu quero alcançar?
  • O imóvel se encaixa nas regras sanitárias? Tem acessibilidade?
  • Será preciso grandes ou pequenas intervenções para adaptá-lo?
  • É melhor um imóvel na rua ou em um edifício?
  • Um consultório odontológico pode funcionar no endereço ou há restrições de zoneamento?

Lembre-se que embora regiões centrais tenham maior circulação de pessoas, os bairros têm mais disponibilidade de estacionamento. Toda cidade tem aquele bairro conhecido por concentrar serviços de saúde. Nessas áreas, investidores constroem centros médicos e odontológicos já pensando na ocupação por clínicas e consultórios.

Antes de fechar o contrato, o ideal é se atentar ao valor do aluguel, ao prazo mínimo de estadia, à renovação e ao índice de reajuste anual. Fazer um cálculo entre receitas e despesas é essencial e essa relação precisa ser vantajosa.

Saber se o imóvel em vista tem Habite-se, se cumpre a legislação do Corpo de Bombeiros e da Vigilância Sanitária e se é permitido instalar letreiros na fachada são dúvidas que é preciso esclarecer antes de assinar qualquer contrato de locação.

Consultar o Plano Diretor da cidade faz parte do processo de escolha do ponto comercial. O documento estabelece qual tipo de atividade pode funcionar em cada endereço. Geralmente, as cidades são divididas em eixos residenciais, comerciais, mistos e industriais.

Exigências legais

Para ter autorização para funcionar, o consultório precisa atender a uma série de exigências jurídicas e sanitárias. Para isso, é indicado contratar um escritório de contabilidade.

Entre as exigências, estão: registro no Conselho Regional de Odontologia (CRO) do Estado, inscrição na Junta Comercial e na prefeitura, CNPJ, alvará de funcionamento do consultório, licença sanitária, registro no Corpo de Bombeiros e cadastro na Caixa Econômica Federal para recolhimento de INSS e FGTS.

Para conseguir o alvará sanitário, é preciso pagar uma taxa, descrever todos os serviços que serão ofertados, comprovar que o imóvel foi adequado de acordo com o código sanitário, entre outros requisitos.

Uma obrigação do novo consultório é ter um plano de gerenciamento de resíduos, uma vez que os serviços odontológicos geram resíduos que trazem riscos à saúde pública. As clínicas contratam empresas especializadas para coletar e dar destino correto para o material.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece regras para a estruturação de clínicas e consultórios odontológicos. Veja algumas:

  • Área de recepção e espera para pacientes e acompanhantes: dimensão de, ao menos, 1,2 m² por pessoa.
  • Depósito de Material de Limpeza: área mínima de 2 m², equipado com tanque.
  • Sanitários para pacientes: individual com área mínima de 1,6 m²; individual para pacientes deficientes com, ao menos, 3,2 m²; coletivo com uma bacia sanitária e um lavatório a cada seis pessoas.
  • Consultório odontológico: mínimo de 9 m² para atendimento ambulatorial.
  • Equipamento odontológico intraoral: pode ser instalado no próprio consultório, desde que funcionários consigam ficar a uma distância mínima de 2 metros do cabeçote e do paciente.

Funcionários

O número de funcionários depende do porte do consultório. Uma estrutura simples pode funcionar com o seguinte formato: recepcionista, dentista, auxiliar odontológico e auxiliar de serviços gerais. O dentista trabalha com um protético, que tem empresa própria e é pago por serviço executado.

Equipamentos

Para montar um consultório odontológico, será necessário fazer uma lista com os equipamentos de trabalho.

A princípio, são itens básicos:

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Atendimento

O bom atendimento é um dos fatores responsáveis pelo sucesso do consultório odontológico e pela formação de um público fidelizado. Além de ter um primeiro atendimento de excelência, é preciso implementar o pós-venda.

Isso se faz entrando em contato com os pacientes que fizeram um tratamento, questionando sobre a recuperação, reforçando os cuidados pós-tratamento e avisando sobre retornos.

É importante também sempre atualizar o prontuário do paciente, que nada mais é do que um histórico de cada cliente do consultório. Uma forma prática de fazer isso é com um software odontológico.

Divulgação

Depois de estruturar o consultório, chegou a hora de divulgá-lo. A divulgação é parte importante do negócio e faz com que o nome da clínica apareça, atraindo pacientes, aumentando o faturamento e a longevidade do empreendimento.

Investir em ações de marketing odontológico on-line e off-line, participar de eventos do setor para conhecer fornecedores e parceiros e fazer pacotes de serviços que criem valor para os clientes; essas são algumas estratégias para adotar no consultório.

É importante se comunicar com o público-alvo pelo WhatsApp, ter um site e distribuir conteúdo pelas redes sociais, desde que as ações respeitem o Código de Ética Odontológica.

Estoque e fornecedor

O estoque de produtos odontológicos deve ser em nível suficiente para o funcionamento do consultório, respeitando dois critérios: em volume mínimo para não afetar o capital de giro, mas o adequado para não perder vendas.

Escolha um fornecedor de confiança, que trabalhe com produtos de qualidade e cumpra prazos de entrega. A Surya Dental é uma opção para o profissional que vai montar um consultório odontológico. Clique no banner para conhecer os produtos!

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