Arquivos Destaques - Surya Dental https://blog.suryadental.com.br/category/destaques/ Fri, 17 Jul 2026 17:17:50 +0000 pt-BR hourly 1 https://blog.suryadental.com.br/wp-content/uploads/2022/08/cropped-surya-1-e1652876833917-180x180-1-80x80.png Arquivos Destaques - Surya Dental https://blog.suryadental.com.br/category/destaques/ 32 32 TSB e ASB: explorando funções dos profissionais na odontologia https://blog.suryadental.com.br/atualizacao-tsb-e-asb-explorando-funcoes-dos-profissionais-na-odontologia/ https://blog.suryadental.com.br/atualizacao-tsb-e-asb-explorando-funcoes-dos-profissionais-na-odontologia/#comments Fri, 19 Jun 2026 10:00:00 +0000 http://blog.suryadental.com.br/?p=1391 Na odontologia, a presença e a atuação de auxiliares e técnicos de saúde bucal (ASB e TSB) são indispensáveis. Ao otimizarem a rotina e o suporte ao cirurgião-dentista, esses profissionais conferem maior dinamismo e organização à clínica, o que impulsiona diretamente a produtividade e a expansão do negócio.

Se você é dentista, é essencial compreender a fundo essas profissões para potencializar o trabalho da sua equipe, implementar práticas de team building e promover uma divisão mais eficiente das tarefas no consultório, sempre respeitando as atribuições legais de cada profissão e as normas que regulamentam essas atividades.

Já para os interessados nessas funções, conhecer as diferenças entre ASB e TSB é primordial para investir em uma boa formação que esteja alinhada com as expectativas de carreira. Neste conteúdo, portanto, iremos explicar quais são as responsabilidades, o que é vetado, a importância de cada profissão, informações de cursos, o salário médio e os desafios da rotina. Boa leitura!

Qual é a diferença entre o ASB e o TSB?

Embora as siglas sejam muito similares e as carreiras frequentemente se confundam, as funções de ASB e TSB possuem naturezas distintas dentro do ecossistema clínico. Basicamente, a diferença fundamental entre as duas categorias reside na complexidade das atividades exercidas e na profundidade da formação acadêmica exigida.

O auxiliar de saúde bucal (ASB) atua como o pilar organizacional da clínica. Suas tarefas são voltadas para a logística e o suporte direto, facilitando o fluxo de trabalho desde a recepção do paciente até a gestão de documentos e prontuários. No cotidiano prático, o ASB é o responsável direto pela biossegurança, cuidando da limpeza, desinfecção e esterilização do instrumental, garantindo que todo o material necessário esteja preparado com antecedência para cada procedimento.

Já o técnico em saúde bucal (TSB) possui um escopo de atuação mais amplo e clínico, o que lhe permite realizar procedimentos preventivos e educativos diretamente na cavidade bucal do paciente, sempre sob a supervisão do cirurgião-dentista. Entre suas funções, destacam-se a aplicação de flúor, a remoção de biofilme (placa bacteriana) e a realização de fotografias e moldagens.

Quanto à formação, as exigências refletem essa diferença de responsabilidades:

  • ASB: o curso de formação possui menor duração, focando na rotina administrativa e auxiliar da odontologia;
  • TSB: exige uma formação técnica de nível médio com carga horária significativamente maior, pois o currículo abrange disciplinas clínicas mais complexas.

Ambos os profissionais são indispensáveis. Enquanto o ASB garante a integridade dos processos e materiais, o TSB atua como um assistente estratégico que potencializa a capacidade de atendimento do dentista, resultando em uma clínica muito mais ágil e segura para o paciente.

Histórico das profissões de ASB e TSB

A trajetória das profissões de auxiliar em saúde bucal (ASB) e técnico em saúde bucal (TSB) acompanha intrinsecamente o desenvolvimento da odontologia moderna e a constante evolução dos protocolos de cuidados com a saúde coletiva. Antes da consolidação desses papéis, a rotina nos consultórios era marcada pela informalidade: a maior parte das atividades de suporte era executada por pessoas sem formação técnica específica, baseando-se apenas no aprendizado prático do dia a dia.

Com o avanço da ciência odontológica e o aumento das exigências sanitárias, tornou-se essencial profissionalizar o apoio clínico para garantir a segurança do paciente e a produtividade do cirurgião-dentista. No Brasil, esse reconhecimento ganhou força com a necessidade de padronizar procedimentos e delegar funções de forma ética e segura.

A grande virada histórica ocorreu com a Lei nº 11.889/2008, marco legal que regulamentou oficialmente ambas as profissões. A partir dessa legislação, estabeleceu-se a obrigatoriedade da formação técnica e do registro ativo no Conselho Regional de Odontologia (CRO) para o exercício das atividades.

Entender esse percurso é fundamental para valorizar esses profissionais, que hoje são o braço direito da gestão e do atendimento de excelência em qualquer clínica de sucesso. Essa regulamentação não apenas delimitou funções, mas elevou o status desses colaboradores a agentes de saúde essenciais na promoção do bem-estar bucal da população.

Por que o registro profissional é importante para ASB e TSB?

Para atuar como auxiliar (ASB) ou técnico em saúde bucal (TSB), não basta ter formação: é obrigatório ter o registro ativo no Conselho Regional de Odontologia (CRO), pois esse registro é o que garante que o profissional está apto a exercer suas funções de forma legal e segura.

Além de permitir o exercício da profissão, o registro também assegura direitos importantes, como reconhecimento formal, acesso a cursos e capacitações oferecidos pelo conselho e participação mais ativa na área. Por outro lado, quem não possui o registro pode enfrentar várias limitações, como dificuldade para conseguir emprego, mesmo sendo recém-formado na área, o que impede de participar de concursos públicos e até restrições na prática profissional.

Por isso, é importante acompanhar a legislação, manter a documentação em dia e entender todas as vantagens de estar regularizado. Essas atitudes fazem diferença para quem busca uma carreira estável, valorizada e respeitada na odontologia.

A valorização dos profissionais ASB e TSB cresce junto com a evolução da odontologia no Brasil. Investir em atualização constante, trabalhar bem em equipe e buscar novos conhecimentos são passos importantes para se destacar. Quando esses profissionais assumem um papel mais ativo, surgem mais oportunidades e o reconhecimento no mercado se torna uma consequência natural.

O que faz um auxiliar de dentista?

O ASB (auxiliar de dentista) atua com a recepção e a preparação de documentos do paciente, assim como cuida dos instrumentos utilizados durante o atendimento e presta apoio ao cirurgião-dentista durante a realização dos procedimentos.

Entretanto, o ASB é vetado de fazer procedimentos invasivos na cavidade bucal, cuja responsabilidade é do cirurgião-dentista. De acordo com o Manual do TSB e ASB, produzido pelo CRO de São Paulo, são tarefas do auxiliar de dentista:

  • Organizar e executar atividades de higiene bucal;
  • Processar filme radiográfico;
  • Preparar o paciente para o atendimento;
  • Auxiliar e instrumentar os profissionais nas intervenções clínicas, inclusive em ambientes hospitalares;
  • Manipular materiais de uso odontológico;
  • Selecionar moldeiras;
  • Preparar modelos em gesso;
  • Registrar dados e participar da análise das informações relacionadas ao controle administrativo em saúde bucal;
  • Executar limpeza, assepsia, desinfecção e esterilização de instrumental, equipamentos odontológicos e do ambiente de trabalho;
  • Realizar o acolhimento do paciente nos serviços de saúde bucal;
  • Aplicar medidas de biossegurança no armazenamento, transporte, manuseio e descarte de produtos e resíduos odontológicos;
  • Desenvolver ações de promoção da saúde e prevenção de riscos ambientais e sanitários;
  • Realizar em equipe o levantamento de necessidades em saúde bucal;
  • Adotar medidas de biossegurança visando ao controle de infecção.

Qual é a importância do ASB?

Apesar de trabalhar sozinho ser uma opção viável para cirurgiões-dentistas, a presença do ASB deixa a rotina muito mais dinâmica, inclusive os próprios atendimentos. É muito mais fácil trabalhar a quatro mãos, principalmente por questões de ergonomia, do que ter que adaptar todo o consultório para um atendimento por conta própria.

Além disso, passar algumas responsabilidades para o auxiliar, como o preparo do consultório, permitirá que o dentista tenha mais tempo para focar em atividades mais complexas e que só ele poderá fazer. Dessa forma, o trabalho torna-se mais prático e, consequentemente, a agenda terá mais espaço para novos pacientes.

Quais são as principais habilidades exigidas do auxiliar de dentista?

Atuar como auxiliar de dentista exige muito mais do que a execução mecânica de tarefas. O sucesso desse profissional depende de uma combinação equilibrada entre competências técnicas (hard skills) e habilidades comportamentais (soft skills), fundamentais para a fluidez do consultório.

Um bom ASB deve possuir uma comunicação empática e precisa, sendo capaz de tranquilizar pacientes ansiosos e adaptar sua conduta conforme o perfil de cada pessoa atendida. Além da inteligência emocional, a atenção aos detalhes é o que diferencia um auxiliar comum de um indispensável: o domínio rigoroso das normas de biossegurança e o controle preciso da esterilização garantem que a clínica esteja sempre em conformidade com as exigências sanitárias.

A agilidade no manuseio de instrumentais e a capacidade de antecipação são outros diferenciais estratégicos. O auxiliar que “lê” o procedimento e já deixa a próxima espátula ou material restaurador pronto antes mesmo de o dentista solicitar otimiza o tempo de cadeira e eleva a percepção de profissionalismo da equipe.

A responsabilidade ética no descarte de resíduos infectantes e a organização meticulosa do estoque são pilares da eficiência. O desenvolvimento constante dessas competências não apenas responde positivamente às pesquisas de satisfação dos pacientes, mas garante que o ambiente odontológico funcione com harmonia, segurança e máxima produtividade.

O que um ASB não pode fazer no consultório?

O auxiliar em saúde bucal não tem autonomia para exercer suas atividades sem supervisão. Sua atuação deve ocorrer exclusivamente sob a orientação de um cirurgião-dentista ou de um técnico em saúde bucal (TSB), conforme determina a legislação da categoria.

Além disso, o ASB não pode executar procedimentos diretamente na boca do paciente que estejam fora de suas atribuições legais. As práticas proibidas incluem: colocação de aparelhos ortodônticos, remoção de pontos cirúrgicos, realização de clareamentos e outros tratamentos previstos na legislação como exclusivos do dentista ou TSB.

Por fim, o ASB não pode divulgar serviços de forma independente, seja em redes sociais, materiais publicitários ou mídias especializadas. Essa restrição visa evitar a promoção de atividades que ultrapassem suas competências, garantindo ética e segurança no atendimento odontológico.

Erros comuns do auxiliar de dentista e como evitá-los

Erros na rotina clínica podem comprometer não apenas a segurança do paciente, mas também a reputação profissional. Mesmo auxiliares experientes podem falhar em etapas críticas, como a esterilização adequada dos instrumentais, a comunicação eficiente com a equipe ou a atualização sobre normas da área.

A boa notícia é que esses problemas podem ser prevenidos com ações estratégicas: investir em capacitação contínua, acompanhar as diretrizes do Conselho Federal de Odontologia e fortalecer o trabalho em equipe. Ao adotar uma postura proativa, o auxiliar de saúde bucal não só reduz riscos, mas também amplia suas oportunidades de reconhecimento e crescimento na carreira.

O que faz um técnico em saúde bucal?

Ele faz tarefas mais complexas que contam com maior exigência de responsabilidade. O profissional tem permissão para fazer pequenos procedimentos junto ao cirurgião-dentista e, inclusive por isso, também é alguém mais exposto a agentes biológicos, o que o difere do ASB. De acordo com o manual, as atribuições do TSB são:

  • Participar do treinamento e da capacitação de auxiliar em saúde bucal e de agentes multiplicadores das ações de promoção à saúde;
  • Integrar-se em ações educativas, atuando na promoção da saúde e na prevenção das doenças bucais;
  • Realizar levantamentos e estudos epidemiológicos, exceto na categoria de examinador;
  • Ensinar técnicas de higiene bucal e realizar a prevenção das doenças bucais por meio da aplicação tópica do flúor, conforme orientação do cirurgião-dentista;
  • Fazer a remoção do biofilme, de acordo com a indicação técnica definida pelo cirurgião-dentista;
  • Supervisionar, sob delegação do cirurgião-dentista, o trabalho dos auxiliares de saúde bucal;
  • Realizar fotografias e tomadas de uso odontológico exclusivamente em consultórios ou clínicas odontológicas;
  • Inserir e distribuir no preparo cavitário materiais odontológicos na restauração dentária direta, vetado o uso de materiais e instrumentos não indicados pelo cirurgião-dentista;
  • Proceder à limpeza e à antissepsia do campo operatório, antes e após atos cirúrgicos, inclusive em ambientes hospitalares;
  • Remover suturas;
  • Aplicar medidas de biossegurança no armazenamento, manuseio e descarte de produtos e resíduos odontológicos;
  • Realizar isolamento do campo operatório;
  • Exercer todas as competências no âmbito hospitalar, bem como instrumentar o cirurgião-dentista em ambientes clínicos e hospitalares.

A importância do TSB na odontologia

O Técnico em Saúde Bucal (TSB) exerce um papel fundamental para a dinâmica de trabalho no consultório e, cada vez mais, em ambientes hospitalares e de saúde pública. Ele desempenha tarefas de maior complexidade técnica que o auxiliar, possuindo competências que, embora clínicas, não exigem a intervenção direta do cirurgião-dentista em todas as etapas, respeitando sempre os limites da Lei 11.889/2008.

Por ser um profissional habilitado para “abraçar” mais responsabilidades, o TSB torna-se um braço direito estratégico do dentista, sendo essencial para reduzir a carga de trabalho exaustiva e otimizar o fluxo de pacientes. No cotidiano da clínica, sua atuação permite que o cirurgião-dentista foque em diagnósticos e intervenções complexas, enquanto o técnico realiza procedimentos como a aplicação de selantes, remoção de suturas e polimento coronário.

Dentro do ambiente hospitalar, o propósito de oferecer um atendimento multidisciplinar e integrado ganha força com a presença do TSB. Ele atua nos cuidados bucais de higiene de pacientes internados ou sob cuidados intensivos — o que é crucial para a prevenção de pneumonias por aspiração e outras complicações sistêmicas.

Além disso, o profissional exerce um papel educativo transformador, orientando pacientes e familiares sobre práticas de higiene bucal adaptadas a cada condição de saúde. A valorização desse profissional é um passo essencial para uma odontologia mais eficiente, humana e focada na promoção de saúde em larga escala.

Quais funções são vetadas ao TSB?

Se você é técnico em saúde dental, entenda o que não pode fazer:

  • Exercer a atividade de forma autônoma;
  • Prestar assistência direta ou indireta ao paciente sem a indispensável supervisão do cirurgião-dentista;
  • Realizar, na cavidade bucal do paciente, procedimentos não discriminados no artigo 5º da Lei 11.889/2008;
  • Fazer propaganda de seus serviços, exceto em revistas, jornais e folhetos especializados da área odontológica.

Desafios no mercado de trabalho para TSBs

Um dos principais desafios enfrentados pelos técnicos em saúde bucal (TSB) é a limitação de oportunidades no mercado. Muitas vezes, esses profissionais são contratados para exercer funções compatíveis com as do ASB, como organização de consultório e apoio administrativo, enquanto suas competências técnicas — como realização de profilaxia, raspagem supragengival e radiografias — ficam subutilizadas.

Apesar de reconhecerem o potencial dos TSBs para otimizar a produtividade e gestão clínica, muitos dentistas ainda hesitam em delegar tarefas clínicas mais complexas. Essa resistência pode ser explicada por múltiplos fatores. Em primeiro lugar, há uma tendência cultural de centralização de responsabilidades: alguns dentistas preferem executar pessoalmente procedimentos clínicos, seja por hábito, insegurança na capacitação do TSB ou desconhecimento de suas atribuições legais.

Em segundo lugar, a estrutura organizacional de muitas clínicas ainda não está adaptada para integrar o TSB em funções avançadas, mantendo-o em atividades básicas. Por fim, a ausência de políticas públicas ou regulamentações que incentivem a delegação de tarefas aos TSBs contribui para perpetuar essa lacuna, limitando o crescimento profissional desses técnicos.

Como o profissional de TSB pode mostrar seu valor?

Para destacar seu papel no consultório, o técnico em saúde bucal (TSB) precisa adotar algumas estratégias. Domínio técnico é o primeiro passo: realizar procedimentos como profilaxia, aplicação de selantes e radiografias com precisão demonstra segurança e reforça sua credibilidade. Além disso, manter-se atualizado sobre protocolos e inovações da área é indispensável para garantir eficiência e qualidade nos serviços.

Outro diferencial está no desenvolvimento de habilidades de liderança. Coordenar equipes, otimizar processos administrativos e sugerir melhorias no fluxo de trabalho demonstram proatividade e capacidade de gestão, competências cada vez mais valorizadas no mercado odontológico. O TSB também pode ampliar sua atuação assumindo tarefas pós-operatórias, como remoção de pontos e acompanhamento de recuperação, liberando o dentista para focar em procedimentos mais complexos.

Educação continuada também é um fator importante: participar de cursos, workshops e certificações atualiza conhecimentos e comprova comprometimento com a excelência. Por fim, divulgar experiências em eventos odontológicos, publicar cases de sucesso e integrar associações profissionais fortalece a visibilidade da categoria para destacar o impacto do TSB na odontologia moderna.

Quanto tempo dura o curso de auxiliar de dentista e de técnico?

Se você chegou até aqui e tem interesse em ingressar em uma dessas carreiras, é fundamental conhecer detalhadamente o que a legislação brasileira e o Ministério da Educação (MEC) estabelecem sobre a estrutura curricular e a carga horária desses cursos. A profissionalização é o único caminho para garantir o registro no Conselho Regional de Odontologia (CRO) e exercer a função legalmente.

Para a formação de técnico em saúde bucal (TSB), as exigências são mais robustas: o curso deve ter uma carga horária mínima de 1.200 horas. Esse tempo é criteriosamente dividido entre aulas teóricas, atividades laboratoriais e estágios supervisionados, que preparam o aluno para a instrumentação e pequenos procedimentos clínicos. Como requisito, os interessados devem ter o ensino médio completo ou estar cursando o último ano, dependendo da instituição.

Já para o cargo de auxiliar de saúde bucal (ASB), a formação é focada na prontidão operacional: a carga horária mínima é de 300 horas. O curso aborda desde noções de anatomia bucal até protocolos de biossegurança e organização de consultório. Para matricular-se, o aluno deve possuir o ensino fundamental completo.

Independentemente da carga horária, a qualidade da instituição de ensino é o que define o preparo desse profissional para o mercado de trabalho. Além da formação inicial, manter-se atualizado sobre os novos materiais e equipamentos odontológicos é o diferencial para quem busca se destacar e oferecer um suporte de alta performance à equipe clínica.

Qual lei regulamenta as profissões de ASB e TSB?

A regulamentação das profissões de auxiliar em saúde bucal (ASB) e técnico em saúde bucal (TSB) foi estabelecida pela Lei nº 11.889, de 24 de dezembro de 2008. O Congresso Nacional destaca que:

Art. 1º Esta Lei altera a Lei nº 11.889, de 24 de dezembro de 2008, que regulamenta o exercício das profissões de Técnico em Saúde Bucal – TSB e de Auxiliar em Saúde Bucal – ASB, para instituir a exigência de qualificação em nível médio para exercício das referidas profissões.

Art. 2º A Lei nº 11.889, de 24 de dezembro de 2008, passa a vigorar acrescida dos seguintes artigos 1º-A e 2º-A:

“Art. 1º-A. Para o disposto nesta Lei entende-se como Técnico em Saúde Bucal o profissional qualificado em nível médio que, sob supervisão direta ou indireta do cirurgião-dentista, executa ações de saúde bucal.

§ 1º Fica preservado o exercício da profissão dos Técnicos em Saúde Bucal que tenham qualificação inferior ao exigido na presente norma se já estiverem trabalhando como TSB na data de publicação desta Lei.

§ 2º Aqueles profissionais que exercerem atividades típicas de Técnico em Saúde Bucal sem atender os requisitos da presente lei poderão sofrer as penalidades impostas pelo Conselho Federal de Odontologia.

Qual é o salário de um ASB e de um TSB?

A remuneração para profissionais de apoio odontológico é um reflexo direto da sua importância estratégica na clínica. Os salários de auxiliares de saúde bucal (ASB) e técnicos em saúde bucal (TSB) apresentam variações significativas, influenciadas pela localização geográfica, pelo tempo de experiência e pelo porte da instituição contratante (clínicas particulares, redes de franquias ou setor público).

De acordo com estimativas de mercado e convenções coletivas recentes, a média salarial do ASB situa-se entre R$ 1.800,00 e R$ 2.300,00. Já para o TSB, devido à maior complexidade de suas atribuições clínicas e maior carga horária de formação, os vencimentos costumam ser mais elevados, variando entre R$ 3.500,00 e R$ 4.800,00 mensais.

É fundamental destacar que, além do salário base, esses profissionais frequentemente têm direito a benefícios previstos em lei, como o adicional de insalubridade, devido à exposição a agentes biológicos no ambiente clínico. O mercado valoriza profissionais que investem em educação continuada e dominam o uso de novas tecnologias e softwares de gestão.

Em grandes centros urbanos ou em clínicas especializadas (como implantes dentários e ortodontia), esses valores podem ser superiores, especialmente quando o profissional demonstra proatividade na organização do fluxo de trabalho e excelência no atendimento ao paciente.

Os maiores desafios das carreiras atuais

Os desafios enfrentados pelos auxiliares e técnicos de saúde bucal se diferenciam. Vamos explorar as situações mais comuns em cada uma das funções.

1. Auxiliar em saúde bucal

Conforme a odontologia evolui, é importante que os ASBs estejam atualizados sobre as tecnologias e técnicas mais recentes utilizadas no cuidado bucal, pois isso requer aprendizado contínuo e desenvolvimento profissional. 

Profissionais da área também devem ter conhecimentos sobre controle de infecções cruzadas e implementação de práticas de biossegurança, como esterilização e descarte adequado de materiais perigosos. Sendo assim, é essencial que os ASBs estejam familiarizados com esses procedimentos e os sigam consistentemente para garantir a segurança dos pacientes e da própria equipe.

Outra habilidade requisitada é a comunicação eficaz com os pacientes para estabelecer conexão, lidar com as preocupações e fornecer instruções claras. Além disso, é essencial fazer a gestão do tempo e ter a capacidade de priorizar ações de forma eficaz.

2. Técnico em saúde bucal

Já os desafios enfrentados pelo técnico em saúde bucal estão relacionados à assistência a diferentes públicos, de crianças a idosos, com necessidades específicas, o que requer habilidade de adaptação e empatia para manter um bom relacionamento entre profissional e paciente.

Outra questão reside na exposição a riscos ocupacionais, uma vez que esses profissionais estão expostos a diferentes agentes biológicos durante os procedimentos. É por isso que se adotam as medidas de biossegurança e ergonomia: para assegurar a proteção e o bem-estar dos profissionais e dos pacientes.

É preciso, ainda, saber trabalhar bem em equipe e realizar as funções solicitadas pelo dentista durante os procedimentos para uma cooperação eficiente. Além disso, é importante estar em constante atualização sobre técnicas, materiais e tecnologias.

TSB e ASB podem trabalhar sem supervisão do cirurgião-dentista?

Não. É importante ressaltar que ASB e TSB não atuam de forma autônoma: suas atividades devem ser sempre supervisionadas por um cirurgião-dentista. Ambos os profissionais compartilham funções, como orientar pacientes sobre técnicas de escovação, higiene bucal e prevenção de doenças na boca, mas sua atuação é complementar e não substituta à do dentista.

Além disso, a presença desses profissionais é relevante em clínicas particulares e no serviço público, onde podem auxiliar na ampliação do acesso à saúde bucal. Vale destacar que, conforme a legislação, o cirurgião-dentista tem o direito de solicitar a atuação de um ASB ou TSB em seu ambiente de trabalho para garantir maior eficiência e segurança nos procedimentos.

ASB e TSB: o consultório odontológico precisa de ambos?

Em um consultório odontológico, a presença de ASB e TSB é fundamental. O ideal é que o número de profissionais corresponda à demanda da clínica para permitir que cada um exerça suas funções com qualidade e sem sobrecarga.

Sobrecarregar o ASB com múltiplas responsabilidades, como auxiliar o dentista e gerenciar o fluxo de pacientes, pode levar a erros operacionais. Além disso, a falta de organização e as falhas na comunicação comprometem indicadores de atendimento a pacientes e mancham a reputação da clínica. Investir em uma equipe equilibrada evita esses problemas e garante um atendimento impecável.

O ASB e o TSB na odontologia são profissionais essenciais, afinal, a presença desses colaboradores deixa o trabalho mais organizado, bem dividido e ágil. O consultório torna-se um ambiente mais tranquilo quando nenhum membro da equipe está sobrecarregado e, consequentemente, todos conseguem fazer o expediente com mais produtividade e foco.

Como lidar com situações de emergências odontológicas?

Auxiliares e técnicos em saúde bucal desempenham um papel decisivo na gestão de crises dentro do ambiente clínico. Estar preparado para lidar com intercorrências, que podem variar de uma hemorragia pós-extração a uma síncope vasovagal, é o que define um profissional de alta performance. Confira as orientações fundamentais para atuar com eficiência:

1. Mantenha a calma e o controle do ambiente

Manter a serenidade é essencial para transmitir segurança ao paciente e à equipe. Em momentos de estresse, o profissional deve atuar como um regulador da ansiedade no consultório, evitando que o pânico se espalhe. Com controle emocional, o ASB ou o TSB consegue avaliar o cenário com clareza, falando de forma pausada e segura, o que torna o atendimento mais organizado, eficiente e humanizado.

2. Avalie a situação com rapidez e precisão

A equipe de apoio deve ser treinada para identificar sinais e sintomas de gravidade imediata. Isso inclui a observação de fácies de dor intensa, sangramentos pulsáteis, edemas acentuados que possam comprometer as vias aéreas ou episódios de lipotimia. Uma anamnese odontológica rápida e eficiente permite que as medidas de suporte sejam iniciadas antes mesmo da intervenção direta do cirurgião-dentista.

3. Comunique-se de forma precisa com o dentista

A comunicação em emergências deve ser clara e técnica. Informe ao dentista responsável os detalhes relevantes da ocorrência, como os sinais vitais aparentes, a descrição exata do problema e os sintomas relatados pelo paciente. Essa troca de informações agiliza a tomada de decisão clínica e minimiza erros de protocolo.

4. Providencie e organize os materiais de suporte

Em emergências, o tempo é um recurso escasso. O ASB e o TSB devem garantir que o kit de emergência (incluindo oxigênio, esfigmomanômetro e fármacos de suporte) esteja sempre completo e acessível. Providencie imediatamente itens como gaze estéril, soluções antissépticas, anestésicos e materiais para sutura. A organização antecipada desses materiais é o que viabiliza uma resposta rápida e eficaz.

Dentro de suas competências, os profissionais podem atuar no controle de sangramentos por compressão, no auxílio ao posicionamento adequado do paciente na cadeira odontológica (como a posição de Trendelenburg em casos de desmaios) e na imobilização temporária de traumas.

É fundamental lembrar que as diretrizes mudam conforme a especificidade da emergência médica ou odontológica. Por isso, a capacitação constante em cursos de Suporte Básico de Vida (SBV) é essencial. Esse conhecimento técnico, aliado às habilidades práticas, é o que garante que ASBs e TSBs lidem efetivamente com situações críticas, protegendo a vida do paciente e a reputação da clínica.

Um auxiliar de saúde bucal pode se tornar um técnico em saúde bucal?

Com certeza. A progressão de carreira do auxiliar de saúde bucal para o cargo de técnico em saúde bucal é um caminho natural para quem busca crescimento e maior protagonismo clínico. Para realizar essa transição, o ASB deve ingressar em um curso específico de formação para TSB, completando a carga horária complementar exigida por lei.

Após a conclusão, é indispensável atualizar o registro profissional no Conselho Regional de Odontologia (CRO). Esse avanço representa um salto significativo na carreira, oferecendo maior autonomia em procedimentos preventivos e abrindo novas portas em clínicas de grande porte e hospitais.

É possível fazer o curso de ASB ou TSB na modalidade a distância?

Sim, a modalidade de Educação a Distância (EAD) é permitida para os cursos de ASB e TSB, sendo uma opção prática para quem necessita de flexibilidade. No entanto, embora a teoria possa ser absorvida de forma online, a legislação exige a realização de estágios supervisionados presenciais para garantir a competência prática.

Antes de se matricular, é recomendado verificar rigorosamente se a instituição possui acreditação oficial e reconhecimento pelo sistema de conselhos de odontologia, garantindo que seu diploma seja válido para a obtenção do registro profissional no CRO.

A odontologia é uma área com muito a oferecer profissionalmente, sem falar no leque de opções de campos para trabalhar. Quer saber mais sobre esse tema? Então, continue navegando pelo blog da Surya Dental e descubra outros conteúdos imperdíveis, como o que é dentista estomatologista e o que faz essa especialidade. Não deixe de conferir e até lá!

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Autoclave: saiba tudo desse equipamento indispensável! https://blog.suryadental.com.br/atualizacao-autoclave-saiba-tudo-desse-equipamento-indispensavel/ https://blog.suryadental.com.br/atualizacao-autoclave-saiba-tudo-desse-equipamento-indispensavel/#respond Fri, 24 Apr 2026 10:00:00 +0000 https://blog.suryadental.com.br/?p=17913 Autoclave: guia completo desse equipamento indispensável!

Idealizar um consultório sem autoclave é algo impensável, já que é um dos itens que deve estar como prioridade na lista de quem sonha em abrir a própria clínica. O aparelho, crucial para realizar a esterilização de materiais, é um grande aliado não só da odontologia, mas também de áreas como estética, veterinária, medicina e laboratorial, o que o torna ainda mais importante em diferentes espaços.

Apesar de ser um grande herói da tecnologia na área da saúde, você já se perguntou como funciona o equipamento? Como escolher a autoclave certa? Quais marcas valem a pena investir? Se as dúvidas são muitas, continue a leitura deste guia completo e descubra tudo o que você precisa saber a respeito do aparelho!

Afinal, o que é uma autoclave?

A autoclave é um equipamento projetado para esterilizar diversos tipos de instrumentos, ferramentas e utensílios, como cosméticos, produtos laboratoriais, cirúrgicos, odontológicos, equipamentos de clínicas de medicina estética, salões de beleza e estúdios de tatuagem e piercing.

O equipamento é utilizado amplamente em ambientes que exigem altos níveis de segurança sanitária, como hospitais, consultórios odontológicos e médicos, laboratórios de pesquisa e outras instalações de saúde. Afinal, a esterilização garante a segurança dos pacientes, evitando infecções cruzadas até mesmo para os profissionais.

Ela funciona aplicando vapor de água sob alta pressão e temperatura — normalmente entre 121 °C e 134 °C — para eliminar microrganismos, incluindo bactérias, vírus e esporos, que são altamente resistentes. O processo de esterilização da autoclave é dividido em 3 fases principais:

  1. Remoção do ar: antes de iniciar a esterilização, o ar presente na câmara é removido, pois sua permanência pode reduzir a eficácia do vapor;
  2. Esterilização: o vapor pressurizado é injetado e mantido em alta temperatura por um período controlado, eliminando todas as formas de vida microbiana;
  3. Secagem: após a esterilização, os itens são secos, geralmente por meio de vácuo ou calor, para remover a umidade residual.

Vale dizer que, além do setor odontológico e médico, as autoclaves também servem para serem utilizadas em laboratórios de biologia molecular e genética, bem como nas indústrias farmacêutica e alimentícia, onde a esterilização de materiais e equipamentos é fundamental para a manutenção da qualidade e segurança dos produtos​.

Como surgiu a autoclave?

A história da autoclave é muito mais antiga do que imaginamos. Podemos dizer que ela começa muito antes de o próprio aparelho existir. De acordo com o artigo “Esterilização: um breve histórico”, de Juliana Capellazzo Romano, a introdução da anestesia em 1842 e, posteriormente, em 1846, fez com que cirurgias pudessem se tornar realidade, especialmente durante guerras, quando eram mais necessárias.

Porém, mesmo com o desenvolvimento das técnicas de procedimentos, as taxas de mortalidade por infecção no pós-cirúrgico continuavam altas. Estima-se que, em 1870, em Paris, a taxa de amputação por infecção chegou a 100%. Entretanto, durante essa época, um nome importante surgiu para trazer a reflexão sobre a esterilização, o do médico obstetra Ignaz Semmelweis.

Estudos e descobertas

Semmelweis notou que o número de mortes pós-parto era maior em uma casa de partos em que atuavam estudantes de medicina que tinham contato com cadáveres. Enquanto que, em um segundo estabelecimento, em que apenas parteiras atuavam, a mortalidade era consideravelmente menor.

Após o falecimento de um amigo, que foi infectado por um bisturi durante uma necropsia, Semmelweis reparou semelhanças entre o exame do seu conhecido e das mortes pós-parto, o que o fez entender a importância de lavar as mãos antes de procedimentos. O médico indicava o uso de hipoclorito de cálcio para a higienização das mãos, o que, de fato, ajudou a diminuir o número de mortes, porém a classe médica da época não aceitava a introdução dessa técnica.

Anos depois da morte de Semmelweis, os estudos do médico foram reconhecidos e a teoria dos germes da doença, que, como o nome explica, indica que os microrganismos são causadores de grande número de enfermidades, foi proposta. Louis Pasteur, também conhecido como pai da microbiologia, desenvolveu processos de desinfecção e esterilização, inclusive do retardo da decomposição dos alimentos.

Outro nome fundamental foi o do médico Joseph Lister, que introduziu métodos de assepsia em cirurgias por meio de agentes químicos, como o ácido carbólico, para limpar tesouras e, até mesmo, feridas.

Aparelhos de esterilização

Em 1876, Charles Chamberland, junto com Pasteur, criou o primeiro esterilizador a vapor, que atingia a temperatura de 120ºC. Esse equipamento deu o primeiro passo para o surgimento da autoclave. Um ponto curioso é que a antiga invenção não é tão distinta do que conhecemos hoje. O primeiro aparelho já tinha válvula de segurança e descarga, gerador de energia e travas.

Em 1881, a esterilização por fervura tornou-se uma prática instituída, e qualquer material utilizado em cirurgias que poderia apresentar riscos de bactérias passava pelo processo. Entretanto, essa técnica tinha ineficácia contra fungos e esporos.

Foi em 1885 que tivemos o registro do primeiro médico a utilizar a esterilização a vapor em instrumentos e curativos: o nome dele é Ernst von Bergmann. Desde então, o aparelho foi evoluindo com o tempo e incorporando novas tecnologias, como o bombardeamento a vácuo e os sistemas digitais, além de mudanças no design.

Conhecer um pouco sobre a história da esterilização é importante para entender mais sobre a autoclave, aparelho fundamental para a biossegurança na odontologia.

Qual é a função de uma autoclave?

A autoclave é um dispositivo que utiliza calor e pressão para esterilizar materiais, essencial para garantir a segurança, tanto do profissional quanto do paciente — em procedimentos odontológicos, médicos e em laboratórios.

O equipamento funciona por meio de um processo conhecido como esterilização a vapor, em que os instrumentos são expostos a altas temperaturas e pressão por um período de tempo específico para eliminar microrganismos, incluindo bactérias, vírus e esporos. Os processos podem ser, basicamente, divididos em 5: 

  1. Pré-vácuo;
  2. Rampa de aquecimento;
  3. Etapa de exposição;
  4. Secagem;
  5. Restabelecimento da pressão atmosférica.

Para começar, o material a ser esterilizado deve ser lavado com detergente enzimático e embalado para o dispositivo. Em seguida, a temperatura ficará bem elevada e, durante um determinado período, o objeto posto dentro do aparelho entrará em contato com vapor de água sob pressão, elemento responsável por destruir a carga microbiana. Vamos entender melhor cada passo a passo do funcionamento a seguir!

Pré-vácuo da autoclave

De acordo com o artigo “Princípio da esterilização por calor úmido — como funciona uma autoclave”, de Gerson R. Luqueta, a primeira etapa do processo é o pré-vácuo, em que todo o ar interior da câmara é removido por meio de pulsos alternados de vácuo e injeção de vapor.

Após alcançar o nível pré-determinado de vácuo, a válvula de injeção de vapor na câmara interna é aberta para que seja atingida uma taxa próxima ou acima do zero, gerando o chamado pulso de vácuo. Essa etapa pode ser repetida diversas vezes, com o objetivo de remover totalmente o ar interior dos materiais a serem esterilizados.

Rampa de aquecimento

A fase de rampa de aquecimento é o estágio seguinte e um dos mais cruciais para o sucesso do ciclo. Aqui, o vapor saturado é injetado sob pressão na câmara até que a temperatura adequada seja atingida, geralmente estabelecida entre 121 °C e 134 °C, dependendo do tipo de carga e das especificações do fabricante.

Esse calor latente é mantido sob uma pressão elevada, geralmente em torno de duas atmosferas (aprox. 2 bar), condição física necessária para que o vapor penetre em materiais porosos e destrua microrganismos termorresistentes por meio da desnaturação de proteínas e enzimas vitais.

É fundamental compreender que não é apenas o calor que esteriliza, mas a combinação precisa entre tempo, temperatura e pressão saturada. Caso a rampa de aquecimento apresente oscilações, o processo pode ser comprometido, resultando em falhas nos indicadores biológicos.

Exposição dos materiais na autoclave

Em seguida, vem a etapa de exposição (também conhecida como patamar de esterilização), que consiste em aguardar que o vapor saturado penetre uniformemente em toda a carga disposta na câmara. Uma vez atingida a temperatura de regime desejada, os materiais permanecem em contato direto com o vapor sob pressão por um tempo determinado, que varia rigorosamente conforme o tipo de autoclave e a natureza dos artigos (críticos ou semicríticos).

Esse período de exposição pode variar habitualmente de 15 a 30 minutos, assim como se estender dependendo da densidade da carga e do tipo de material. É nessa fase que ocorre a transferência de energia térmica para os microrganismos, assegurando que até mesmo os esporos bacterianos mais resistentes sejam eliminados.

É vital respeitar o tempo programado sem interrupções: a eficácia da esterilização dos instrumentos odontológicos é um compromisso com a vida do paciente. Portanto, o uso de indicadores químicos de Classe 5 ou 6 durante esta etapa é a melhor prática para validar que os parâmetros de tempo e temperatura foram efetivamente alcançados no interior de cada pacote.

Secagem dos itens na autoclave

Depois, inicia-se a fase de secagem, uma etapa crítica para a manutenção da esterilidade dos artigos. Diferentemente do que muitos pensam, a eficiência aqui depende do funcionamento preciso da bomba de vácuo, que atua para reduzir a pressão interna e facilitar a evaporação da umidade residual. Ao criar esse ambiente de pressão negativa, a água presente nos pacotes evapora rapidamente, mesmo em temperaturas decrescentes, garantindo que os materiais saiam da câmara totalmente secos.

A secagem pode ocorrer de forma natural ou por meio de vácuo pulsante, dependendo da tecnologia e do design da autoclave (como as de Classe B, altamente recomendadas para materiais porosos). Pacotes que saem úmidos da autoclave são considerados contaminados, pois a umidade permite a migração de microrganismos do ambiente externo para o interior do invólucro.

Por isso, é importante investir em equipamentos com ciclos de secagem eficientes e no uso do papel com grau cirúrgico de qualidade, assegurando que a barreira estéril seja preservada até o momento do uso clínico.

Restabelecimento da pressão atmosférica

Quando o ciclo é concluído e o vapor é totalmente liberado da câmara, o ar filtrado — livre de contaminantes — é introduzido novamente no sistema para equilibrar a pressão interna com a atmosfera externa. Essa etapa é vital para que os materiais possam ser manipulados com segurança, evitando o fenômeno de sucção de ar não estéril para dentro dos pacotes.

Após o resfriamento adequado, que deve ocorrer em local livre de correntes de ar para evitar a condensação, os itens podem ser removidos da autoclave com total segurança. Esse ciclo completo, desde o pré-vácuo até a aeração final, pode durar entre 45 minutos e várias horas, dependendo do tipo de equipamento, da quantidade de carga e da complexidade dos materiais a serem esterilizados.

É imprescindível compreender que a eficácia biológica do processo depende diretamente da manutenção preventiva da autoclave. Garantir que os ciclos ocorram sob as curvas de temperatura e pressão corretas é uma exigência normativa e ética. Por isso, é necessário realizar testes frequentes (como o teste de Bowie-Dick em autoclaves pré-vácuo) e o monitoramento biológico semanal.

Seguir rigorosamente os Procedimentos Operacionais Padrão (POP) e as recomendações dos fabricantes é o que assegura a biossegurança e a longevidade dos seus materiais odontológicos, protegendo o seu investimento e, acima de tudo, a saúde do seu paciente.

Como usar a autoclave?

O processo de utilização pode variar dependendo do modelo e do fabricante, mas geralmente segue alguns passos básicos. Confira na sequência o que fazer:

1. Verifique a limpeza

Certifique-se de que não há resíduos orgânicos, detritos ou objetos estranhos dentro da câmara. Ela deve estar limpa e em perfeitas condições de funcionamento, pois qualquer sujidade acumulada pode gerar odores, manchas nos instrumentos e até comprometer a vedação da porta.

2. Faça a seleção dos materiais

Verifique se os itens são compatíveis com o método de calor úmido sob pressão. Plásticos sensíveis ao calor, materiais inflamáveis ou substâncias químicas, por exemplo, não devem ser colocados na autoclave. Classifique sempre entre artigos críticos e semicríticos antes de iniciar.

3. Prepare os materiais

Isso inclui a limpeza prévia rigorosa, secagem total e o agrupamento em embalagens adequadas. Siga as diretrizes do fabricante quanto ao desmonte de instrumentos complexos e à lubrificação de peças de mão, garantindo que o vapor atinja todas as superfícies internas.

4. Embale os materiais

Utilize invólucros próprios para autoclave, como o papel grau cirúrgico ou recipientes rígidos perfurados. As embalagens devem ser seladas corretamente para permitir a saída do ar e a entrada do vapor, servindo como uma barreira eficiente contra a recontaminação após o processo.

5. Marque as embalagens

Insira informações essenciais, como a data da esterilização, o lote, o conteúdo e o prazo de validade. Essa rastreabilidade é uma exigência da Anvisa e um requisito para a organização e segurança jurídica do consultório.

6. Preencha a autoclave

Disponha os pacotes seguindo as orientações do fabricante, evitando que fiquem sobrepostos ou encostados nas paredes da câmara. É vital não sobrecarregar a autoclave, permitindo que o vapor circule livremente entre todos os itens para uma esterilização uniforme.

7. Feche o equipamento

Trave a porta com segurança e confira visualmente se a guarnição (borracha de vedação) está íntegra e bem posicionada. Isso previne fugas de pressão e garante que o ciclo atinja os parâmetros necessários sem interrupções.

8. Inicie o ciclo de esterilização

Selecione o programa correto no painel conforme o tipo de carga (instrumental, tecidos ou borrachas). Consulte sempre o manual do equipamento para garantir que o tempo e a temperatura (121°C ou 134 °C) sejam condizentes com os materiais processados.

9. Espere a conclusão

Aguarde o término automático de todas as fases, incluindo a secagem. Evite abrir a porta prematuramente, pois o choque térmico pode causar condensação interna, resultando em pacotes úmidos e, consequentemente, contaminados.

10. Confira o resultado

Após o resfriamento, abra a porta com cuidado para evitar a exposição ao vapor residual. Verifique a mudança de cor dos indicadores químicos (fitas e integradores) em cada pacote, confirmando que os parâmetros de eficácia foram alcançados. Periodicamente, realize o monitoramento com indicadores biológicos para validar a morte de esporos bacterianos.

Quais são os tipos de autoclave?

As autoclaves podem ser encontradas nos modelos gravitacionais, de alto vácuo, de vácuo único e vácuo fracionado, além da apresentação das opções por formato: horizontal e vertical. Confira a seguir:

Autoclave gravitacional

Tradicional no mercado brasileiro, neste modelo o ar é removido da câmara por gravidade: a injeção de vapor saturado força a saída do ar frio (mais denso) por uma válvula na parte inferior. Esse tipo é muito comum em laboratórios, entretanto, não é recomendado para esterilizar objetos porosos ou tecidos, sendo indicado para metais sólidos e, preferencialmente, desembalados.

É importante notar que a eficiência da autoclave gravitacional pode ser comprometida se o ar ficar “preso” no interior de pacotes, criando zonas de sombra onde a esterilização não ocorre.

Autoclave de alto vácuo (classe B)

Com o auxílio de uma potente bomba de vácuo, o ar é removido do interior da câmara antes da injeção do vapor em alta pressão. É o modelo considerado mais seguro do mercado, já que conta com alta capacidade de sucção, garantindo que nenhum bolsão de ar permaneça no sistema.

Além disso, é extremamente versátil e permite a esterilização de diferentes tipos de materiais, insumos porosos e instrumentos canulados (com lúmen). Isso o torna um modelo universal, sendo o investimento mais vantajoso para clínicas e hospitais que possuem alto volume de instrumentais e exigem um método de biossegurança completo e eficiente.

Autoclave de vácuo único (classe S)

Neste processo, todo o ar é removido da câmara de uma única vez e rapidamente. Embora seja mais eficiente que a gravitacional, este tipo pode oferecer algumas desvantagens, como a eventual formação de bolhas de ar residuais que atrapalham a eficácia da esterilização em cargas complexas.

São equipamentos odontológicos comuns em consultórios de pequeno e médio porte, pois são compactos, funcionais e possuem custo mais acessível em comparação com modelos industriais ou de porta dupla.

Autoclave de vácuo fracionada

Comparado ao modelo de vácuo único, este oferece um nível superior de segurança diagnóstica e operacional. A remoção do ar acontece de forma intermitente e simultânea com a injeção programada de vapor. Esse “fracionamento” garante que o vapor penetre de forma muito mais homogênea em todos os materiais, sendo ideal para esterilizar pacotes densos.

Trata-se de uma excelente escolha para profissionais que buscam o equilíbrio perfeito entre tecnologia de ponta e otimização do fluxo de trabalho clínico.

Autoclaves horizontais e verticais

Em relação ao formato, você pode encontrar no mercado as autoclaves horizontais e as verticais. A diferença vai além da estética ou do design, e toca na qualidade.

As horizontais são mais eficazes no processo de esterilização graças às paredes duplas, que contêm um espaço entre elas para que o vapor circule e, dessa forma, mantêm a temperatura interna da câmara. Geralmente, esterilizam objetos sólidos, como materiais e instrumentos odontológicos.

A autoclave de dentista geralmente é horizontal, assim como para a área estética. Já as verticais, embora mais acessíveis, são menos eficazes justamente por não permitirem boa circulação e penetração do vapor.

A porta é localizada na parte superior e os instrumentos ou materiais a serem esterilizados são armazenados em pé dentro da câmara. Essa configuração é frequentemente utilizada na autoclavação de líquidos e alimentos em laboratórios, indústrias farmacêuticas e alimentícias.

Quais são as aplicações da autoclave?

O equipamento possui aplicações em diferentes setores. A autoclave na odontologia serve para esterilização de instrumentos e materiais de cirurgia odontológica, assim como em outras áreas da saúde, garantindo a segurança dos pacientes.

Nos laboratórios, esteriliza meios de cultura, reagentes e equipamentos utilizados em análises. Na indústria alimentícia, o dispositivo elimina bactérias e fungos, assegurando qualidade, durabilidade e segurança dos produtos. Além disso, no setor industrial, participa do tratamento térmico para fármacos, cosméticos, bebidas e produtos eletrônicos.

Quais cuidados especiais você deve ter com sua autoclave?

Para garantir o bom funcionamento e a segurança, é importante adotar os seguintes cuidados:

  • Verifique o nível de água destilada para autoclave antes de ligá-la, uma vez que a resistência pode queimar se houver pouco volume;
  • Certifique-se de que os materiais estejam adequadamente embalados em invólucros esterilizados;
  • Realize a limpeza para evitar acúmulo de sujeira;
  • Registre os ciclos de esterilização em autoclave;
  • Faça a manutenção regular conforme as instruções do fabricante;
  • Siga todas as normas de biossegurança.

Por que a temperatura padrão da autoclave é ajustada para 121 °C?

A temperatura de 121 °C é amplamente utilizada porque é considerada eficaz para eliminar a maioria dos microrganismos, incluindo esporos bacterianos. A essa temperatura, e com pressão de cerca de 15 psi (libras por polegada quadrada), o vapor consegue penetrar nos materiais e garantir uma esterilização segura.

Em alguns casos, temperaturas mais altas, como 134 °C, podem ser usadas para ciclos mais rápidos, mas 121 °C é o padrão por ser suficiente para a maioria dos materiais, sem causar danos.

Como escolher a autoclave ideal?

A escolha requer muito cuidado, afinal, a autoclave tem valor alto que requer um bom investimento devido às necessidades de uso, e, consequentemente, uma boa gestão financeira. Por isso, antes de comprar, é preciso pensar em alguns fatores, como o espaço disponível, o tamanho dos objetos que serão esterilizados e a frequência de uso. Em seguida, você confere alguns pontos para ajudar na decisão.

1. Considere os itens que serão esterilizados

Sem dúvidas, é um ponto fundamental a ser considerado antes de começar a sua pesquisa pelo dispositivo. Como já vimos, existem diversos tipos de esterilização, que devem ser adequados a diferentes materiais.

Para saber quanto custa uma autoclave, é preciso, antes de tudo, entender os tipos e, após isso, fazer a pesquisa. Por exemplo, se for esterilizar objetos porosos, claramente não poderá optar por uma gravitacional. Conheça bem os materiais que compõem os itens a serem autoclavados, assim como o tamanho deles, pois isso também influenciará na escolha.

2. Entenda a classificação das autoclaves

Além dos tipos já citados, é importante conhecer as classificações, que são B, N e S.

  • Classe B: específicas para materiais odontológicos e capazes de esterilizar embalados e desembalados, instrumentos, materiais têxteis, porosos, sólidos e ocos;
  • Classe N: não conseguem esterilizar diferentes tipos de materiais, como têxtil e poroso. São indicadas para objetos pequenos, planos e simples, como bisturis, e itens desembalados, preferencialmente;
  • Classe S: apesar de serem mais eficazes que as N, ainda não conseguem esterilizar o produto têxtil.

3. Avalie o espaço disponível e a capacidade da autoclave

Pensar no espaço disponível e averiguar a capacidade necessária são dois pontos que devem andar juntos. Afinal, você necessita de uma estrutura que comporte o dispositivo que faz jus às suas demandas.

Antes de escolher, tire as medidas do local onde o aparelho vai ficar e, claro, verifique o tamanho dos itens que precisam passar pela autoclave. Essas duas informações vão ajudar a fazer a escolha certa.

4. Considere o tempo de secagem do produto

A rotina do consultório odontológico ou de outros serviços que necessitam de materiais esterilizados requer agilidade, sobretudo se a sua agenda está sempre cheia. Para se adaptar ao seu dia a dia, o ideal é um equipamento que ofereça secagem rápida.

Na hora de pesquisar sobre o aparelho ideal, tente conhecer um pouco mais sobre os ciclos oferecidos. As autoclaves modernas têm opções muito boas e que são grandes aliadas da rotina.

5. Informe-se sobre a garantia e o suporte técnico da autoclave

Por ser um aparelho de investimento alto, é importante optar por um fabricante que ofereça segurança por meio de garantia com bons prazos e suporte técnico eficiente.

Lembre-se de que, dentro da clínica odontológica ou de outros estabelecimentos de saúde e bem-estar, há exigências sanitárias, e uma delas são os materiais esterilizados. Sem eles, o trabalho ficará impossibilitado e, consequentemente, você terá que desmarcar horários e ter o retrabalho de organizar a agenda do seu consultório odontológico.

Qual a melhor autoclave para o seu espaço?

Como já vimos, a escolha do melhor equipamento está associada a muitos fatores, como os tipos de objetos com os quais você trabalha, o espaço disponível para acomodar o aparelho e a sua área de atuação.

Antes de comprar, analise para que serve a autoclave dentro do seu estabelecimento:

1. Autoclave com menor capacidade

As autoclaves para manicure, clínicas estéticas, estúdios de tatuagem e consultórios pequenos são as de menor capacidade. Por serem ambientes que trabalham com peças de tamanho reduzido, um aparelho de 5 litros pode servir muito bem.

Uma boa dica de equipamento com capacidade de 5 litros é a autoclave Cristófoli, modelo Vitale, que esteriliza os instrumentos por meio de vapor saturado sob pressão. Por ter tamanho menor e preço acessível, ela é uma mão na roda, especialmente para manicures, tatuadores, podólogos, body piercers e esteticistas.

Ela é equipada com um programa de esterilização eficiente, completo em apenas 38 minutos, e um sistema de microcontrolador com LEDs para indicar o status do processo. Além disso, possui 21 sistemas de segurança, rastreabilidade e ajuste de altitude, oferecendo confiabilidade ao usuário. A garantia desta autoclave pequena oferece cobertura por 24 meses.

2. Autoclaves de capacidade média

Se você necessita de espaço maior, o ideal é contar com um aparelho de capacidade média. É possível encontrar os de 12 litros, assim como os de 17 litros.

Nesses tamanhos, as autoclaves já passam a ser indicadas para laboratórios, consultórios odontológicos, clínicas médicas e outros ambientes da área de saúde. Entretanto, se você é proprietário de um grande salão de beleza que possui alta demanda, os aparelhos de capacidade média podem ser boas escolhas.

Autoclave Vitale Classe CD 12 litros Cristófoli

Também da Cristófoli, a Vitale Classe CD oferece qualidade, segurança e eficácia, além de design moderno e minimalista, com leitor digital. O modelo vem com o sistema de desbloqueio para a segurança do aparelho. A garantia é de 24 meses e a autoclave acompanha:

  • 1 suporte de bandejas;
  • 2 bandejas;
  • 1 copo dosador;
  • 1 mangueira de 1,5 m;
  • 1 braçadeira.

Autoclave Elite Cloud 17 litros Bio Art

Para quem busca um equipamento um pouco maior, a Elite da Bio Art é uma excelente escolha. Esse modelo consegue controlar, monitorar e registrar ciclos em um único lugar, ideal para esterilizar materiais. Ela conta com ciclos automáticos e pré-programados.

O aparelho vem com função para realizar manutenção preventiva. Após o uso por algumas vezes, emite um aviso da necessidade de acionar o ciclo, o que facilita seu trabalho e evita possíveis esquecimentos. 

3. Autoclaves com maior capacidade

Para ambientes hospitalares, clínicas maiores e grandes consultórios, é necessário escolher um aparelho de maior capacidade, garantindo também uma rotina mais ágil e prática.

Para quem tem demanda maior e precisa de mais volume, sem perder a qualidade na esterilização, o modelo Vitale Class da Cristófoli é a solução. O equipamento é de classe S e é ideal para artigos e instrumentos embalados de maneira apropriada. Ela conta com 21 sistemas de segurança e ajuste de altitude para regiões específicas. Além disso, possui sistema de proteção e rastreio com bloqueio eletrônico.

  • 1 suporte para bandejas;
  • 3 bandejas;
  • 1 copo dosador;
  • 1 mangueira de 1,5 m;
  • 1 braçadeira.

Dicas de manutenção e cuidados com as autoclaves

Manter uma autoclave em pleno funcionamento é essencial para garantir a eficácia da esterilização e a segurança dos profissionais e pacientes. Para que o equipamento opere corretamente, é fundamental seguir rotinas de manutenção que previnam falhas no processo e prolonguem a vida útil do aparelho. Aqui estão os principais cuidados e procedimentos recomendados:

1. Limpe regularmente a autoclave

A autoclave deve ser higienizada frequentemente para evitar o acúmulo de resíduos orgânicos e minerais que podem comprometer severamente a esterilização. Resíduos de água não tratada e detritos de substâncias processadas podem obstruir válvulas, filtros e tubulações do equipamento, diminuindo sua eficiência e aumentando o consumo de energia. Recomenda-se realizar uma limpeza completa da câmara interna e das bandejas pelo menos uma vez por semana, ou de acordo com a frequência de uso.

Para garantir a longevidade do aparelho, utilize exclusivamente água destilada ou deionizada. O uso de água comum (da torneira) causa a calcificação das resistências e o surgimento de manchas de oxidação nos instrumentais devido ao excesso de sais minerais.

Além da limpeza física, é fundamental realizar a manutenção preventiva anual com técnicos autorizados para a calibração de sensores de pressão e temperatura. Lembre-se de que um equipamento bem cuidado não apenas garante a biossegurança, mas também protege o seu investimento, evitando paradas inesperadas no fluxo de atendimento da clínica.

2. Verifique as vedações e gaxetas do equipamento

As vedações e gaxetas (o anel de borracha da porta) são os componentes que garantem que a autoclave permaneça hermeticamente fechada durante todo o ciclo, impedindo qualquer vazamento de vapor ou perda de pressão. Essas peças devem ser inspecionadas diariamente e limpas com um pano úmido para remover resíduos que possam impedir o fechamento perfeito.

É fundamental substituí-las imediatamente caso apresentem ressecamento, fissuras, deformações ou falhas na vedação, pois guarnições defeituosas impedem que a câmara atinja o patamar de pressão necessário, comprometendo a eficácia da esterilização.

Vale o alerta: um leve “assobio” ou escape de vapor durante a rampa de aquecimento é um sinal claro de que a gaxeta precisa de atenção. É recomendado o uso de peças de reposição originais, pois a compatibilidade do material da borracha com as altas temperaturas é o que garante a segurança do operador e a integridade dos processos.

Além disso, manter as vedações em dia evita o esforço excessivo da resistência e da bomba de vácuo, prolongando a vida útil do seu equipamento e assegurando que o consultório esteja sempre em conformidade com as normas de biossegurança.

3. Inspecione os filtros de ar da autoclave

Os filtros de ar desempenham um papel crucial na fase final do ciclo, sendo a última barreira de defesa contra a recontaminação. Sua função principal é filtrar o ar que entra na câmara para equilibrar a pressão interna após o vácuo, impedindo que partículas, poeira ou microrganismos suspensos no ambiente externo invadam o sistema. É fundamental entender que, se o filtro estiver saturado ou danificado, todo o processo de esterilização anterior pode ser invalidado no último minuto pela entrada de ar contaminado.

A maioria das autoclaves modernas utiliza filtros de alta eficiência (HEPA) ou membranas hidrofóbicas. É imperativo limpar ou substituir esses componentes rigorosamente conforme os prazos indicados pelo fabricante — ou sempre que houver sinais de obstrução e lentidão na fase de aeração.

Um filtro de ar em perfeitas condições garante que o equipamento funcione sem interferências, assegurando que os instrumentais saiam da câmara prontos para o uso clínico com segurança absoluta. Negligenciar essa troca coloca em risco a saúde do paciente e a credibilidade da sua clínica frente aos rigorosos padrões de biossegurança.

4. Monitore a pressão e temperatura do item

A precisão cirúrgica na relação entre pressão e temperatura é vital para garantir a destruição física e irreversível dos microrganismos. O monitoramento constante desses parâmetros durante os ciclos de esterilização não é apenas uma recomendação, mas uma exigência de segurança que ajuda a identificar imediatamente qualquer desvio ou falha sistêmica.

Pressões insuficientes ou temperaturas que não atingem o platô necessário podem resultar em esterilizações incompletas, deixando esporos viáveis e colocando em risco a saúde do paciente.

É essencial compreender que o aumento da pressão interna da autoclave serve ao propósito físico de elevar o ponto de ebulição da água, permitindo que o vapor atinja temperaturas letais (como 134 °C) que o vapor comum não alcançaria. A tecnologia de monitoramento digital dos equipamentos modernos facilita esse controle, mas a validação final deve ser sempre acompanhada por integradores químicos de Classe 5 ou 6.

Esses dispositivos reagem aos três parâmetros críticos (tempo, temperatura e pressão saturada), oferecendo ao profissional a garantia documental de que o ciclo foi concluído com sucesso e que a biossegurança do consultório está plenamente assegurada.

5. Faça manutenção preventiva da autoclave

Além das inspeções visuais diárias, a realização de uma manutenção preventiva periódica é o pilar que sustenta a segurança e a previsibilidade de qualquer clínica odontológica. Esse protocolo é fundamental para identificar e corrigir precocemente desgastes em componentes elétricos, como resistências e placas, e em sistemas mecânicos, como bombas de vácuo e válvulas de segurança, antes que eles causem a interrupção abrupta do fluxo de atendimentos.

Um ponto de extrema relevância é a calibração de sensores de pressão e temperatura. Esse processo assegura que as informações exibidas no painel do equipamento correspondam fielmente à realidade física no interior da câmara, garantindo que a autoclave opere estritamente dentro dos parâmetros especificados pelo fabricante e exigidos pela Anvisa.

Um equipamento calibrado e revisado por assistência técnica autorizada não apenas prolonga a vida útil do bem, mas também constitui uma prova de zelo profissional e responsabilidade ética, consolidando os padrões de biossegurança e excelência que definem os melhores serviços odontológicos do país.

6. Mantenha uma documentação de manutenções

Para clínicas e laboratórios que utilizam autoclaves, é recomendável manter um registro detalhado das manutenções realizadas e dos ciclos de esterilização. Isso permite monitorar a frequência de uso e a necessidade de manutenção, além de ser uma prática importante para atender a regulamentações de segurança e qualidade.

Manter sua autoclave devidamente conservada não só evita paradas inesperadas no processo, como também garante que a esterilização seja segura e eficaz, evitando contaminações que podem comprometer a saúde dos usuários. Uma boa manutenção aumenta a durabilidade do equipamento e contribui para a segurança de todos dentro do consultório odontológico.

O que a Anvisa recomenda sobre o uso da autoclave?

A ANVISA estabelece diversas normas para o funcionamento de um consultório odontológico. Entre elas, estão os padrões rigorosos de fabricação e uso da autoclave para garantir a segurança do processo de esterilização. As autoclaves precisam ser certificadas pelo Inmetro e devem passar por testes periódicos para assegurar que operam de maneira eficaz e segura.

Desde 2012, a Anvisa proíbe o uso de estufas para esterilização de produtos de saúde, exigindo o uso de autoclaves para garantir a eliminação eficaz de microrganismos. A manutenção preventiva também é um requisito, assim como o treinamento dos operadores​.

O que diz a legislação brasileira sobre a esterilização em autoclave?

A legislação brasileira, por meio da Anvisa e da Norma Regulamentadora NR-13, exige que autoclaves sejam utilizadas para a esterilização de materiais de saúde. Essa norma também determina que os equipamentos sejam mantidos em bom estado de conservação, com inspeções periódicas e registros de uso.

A legislação também estipula a presença de dispositivos de segurança, como válvulas de pressão, e reforça a necessidade de acompanhamento técnico para a operação e manutenção adequadas​.

Como podemos ver, existe um grande leque de modelos de autoclave disponíveis no mercado, pertencentes a diferentes classes e com sistemas de esterilização distintos. Portanto, antes de adquirir o seu equipamento para esterilização de materiais odontológicos, é preciso conhecer esses pontos, avaliar a Norma Regulamentadora NR-13 e analisar qual o aparelho ideal para as suas necessidades.

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Referências:

Juliana Capellazzo Romano: um breve histórico de esterilização;

Gerson R. Luqueta: princípio da esterilização por calor úmido;

Norma Regulamentadora NR13.

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O novo CD São Paulo: logística no Sudeste

A implantação do CD São Paulo eleva a capacidade de atendimento e distribuição da Surya Dental. Localizado estrategicamente, o centro amplia a conexão com a capital, Grande São Paulo, interior e cidades vizinhas. O CD SP foi estruturado com tecnologia de ponta e processos otimizados, permitindo que o ciclo entre o pedido e a entrega seja eficiente.

Na prática, clínicas, consultórios, instituições de ensino e empreendedores do setor contam com uma operação logística ágil, capaz de responder rapidamente a diferentes demandas. O novo centro é o coração de uma estratégia que antecipa necessidades e fortalece a experiência do cliente.

Por que o CD São Paulo faz diferença no atendimento?

A presença do novo centro logístico aproxima a Surya Dental de quem mais precisa de velocidade e precisão. Com o CD SP, o tempo de espera foi reduzido, o estoque se mantém atualizado e a reposição de insumos ocorre em tempo recorde.

Armazém com prateleiras cheias de caixas empilhadas.

Esse diferencial é relevante para clínicas com grande fluxo de pacientes e consultórios odontológicos que dependem de materiais sensíveis. Receber o pedido quase no mesmo dia impacta a produtividade e o planejamento de cada agenda. Sistemas inteligentes monitoram cada etapa do envio, proporcionando mais transparência.

Entregas no mesmo dia: mais agilidade para você!

O CD São Paulo permite entregas no mesmo dia em diversas cidades da capital e Região Metropolitana. Isso resolve situações emergenciais, como reposição de insumos para procedimentos agendados ou ajustes de rotina clínica:

  • Reposição ágil para atendimentos marcados;
  • Adaptação dinâmica da agenda;
  • Redução de impactos por falta de estoque.

O compromisso da Surya Dental é entregar rapidez e garantir que o profissional mantenha o foco no paciente, com uma operação pronta para demandas urgentes e rotineiras.

Lista de cidades beneficiadas com o novo CD

A cobertura do CD SP aproxima a Surya Dental do maior número possível de clientes. As entregas em até 1 dia útil contemplam:

  • São Paulo;
  • Barueri;
  • Osasco;
  • Jandira;
  • Santana de Parnaíba;
  • Itapevi;
  • Cotia;
  • Embu;
  • Itapecerica da Serra;
  • São Bernardo;
  • São Caetano;
  • Santo André;
  • Diadema;
  • Ribeirão Pires;
  • Mogi das Cruzes;
  • Guarulhos;
  • Jundiaí;
  • Cajamar;
  • Franco da Rocha.

Regiões Sudeste e Nordeste: redução no prazo

O impacto do CD São Paulo vai além do estado. Profissionais de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro agora recebem pedidos em até 3 dias úteis, um ganho notável em relação aos padrões anteriores. Para o Nordeste, a redução no prazo de entrega chega a 50%, o que aumenta o acesso a tecnologias e novidades do portfólio Surya Dental.

Essa evolução logística proporciona maior capacidade de gestão odontológica e fortalece a competitividade de clínicas e consultórios em todo o Brasil.

Omnichannel: quando a experiência Surya é mais conectada!

A Surya Dental segue como pioneira na operação omnichannel em distribuição odontológica no Brasil. O novo CD SP integra, de forma ainda mais harmônica, os canais de loja física, e-commerce, atendimento remoto e equipe externa de vendas. O cliente escolhe como comprar e tem sempre o suporte ágil e a qualidade reconhecida da marca.

Armazém organizado com prateleiras e produtos variados.

Esse modelo multicanal reforça o compromisso da Surya Dental em servir com excelência em todos os pontos de contato, valorizando inovação e relacionamento humano.

Portfólio Surya Dental: soluções para demandas clínico-odontológicas

Com mais de 27 mil SKUs, o portfólio Surya Dental cobre todas as necessidades de profissionais, clínicas e estudantes de odontologia. São produtos para procedimentos diários, insumos de alta tecnologia e equipamentos modernos, como:

  • Itens para rotina clínica;
  • Materiais de última geração;
  • Produtos para inovação.

A pronta-entrega desse mix foi potencializada pelo CD SP, permitindo que os clientes encontrem variedade, tecnologia e atualidade sempre à disposição.

Grupo Elfa: inovação sem perder a essência!

A Surya Dental faz parte do Grupo Elfa, referência em inovação e atendimento humanizado no segmento de saúde bucal. O lançamento do CD São Paulo exemplifica os valores de ética, proximidade e qualidade que pautam o grupo em todo o território nacional.

O cliente Surya Dental ganha em agilidade, confiança e suporte, amparado por uma estrutura sólida que une tradição e tecnologia. A marca se consolida como protagonista no avanço do setor odontológico, colocando o cliente no centro, inovando em logística e construindo relações duradouras.

Confira também o nosso conteúdo sobre ergonomia na odontologia. Até lá!

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Principais eventos e congressos de odontologia em 2025/26 https://blog.suryadental.com.br/congressos-de-odontologia/ https://blog.suryadental.com.br/congressos-de-odontologia/#respond Fri, 30 May 2025 10:00:00 +0000 http://blog.suryadental.com.br/?p=11441 Os congressos de odontologia são excelentes oportunidades para aumentar a sua rede de contatos, atualizar-se das novidades tecnológicas do mercado, fazer negócios e aprender técnicas de tratamento com nomes renomados da área. Por isso, ficar atento à agenda de 2025 é indispensável!

Participar de congressos odontológicos é uma oportunidade de promover conexões com especialistas e colegas da área, uma vez que esses eventos oferecem acesso a conteúdos de ponta e tendências que impulsionam a prática clínica. É o momento ideal para respirar novos ares, inspirar-se e transformar desafios em soluções inovadoras para seus pacientes.

Para te ajudar a decidir qual é o evento que mais lhe agrada, a Surya Dental listou neste post os melhores eventos de odontologia para participar neste ano no Brasil e no mundo. Confira todos os detalhes a seguir:

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Por que participar de eventos e congressos de odontologia?

Esses encontros são espaços privilegiados para acompanhar estudos em desenvolvimento na área e explorar eventos paralelos que apresentam novidades tecnológicas e soluções modernas, essenciais para elevar a qualidade dos serviços oferecidos em seu consultório.

Participar dessas iniciativas é fundamental para absorver conhecimentos atualizados, ampliar sua rede de contatos profissionais e descobrir parceiros comerciais estratégicos. Esses elementos, combinados, impactam diretamente na eficiência da sua gestão clínica, tornando-a mais competitiva e alinhada com as demandas do mercado atual.

Congressos de odontologia nacionais

Não há dúvidas de que o Brasil tem uma excelente programação científica quando o assunto é odontologia. Grandes eventos são sediados no país, além de contarmos com profissionais renomados e reconhecidos no mundo todo. Confira as opções para participar ao longo do ano!

1. 41º Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo

Entre os primeiros congressos de odontologia de 2026 está o CIOSP, considerado um dos maiores congressos de odontologia da América Latina, que conta com programação científica para atualização de conhecimento entre os profissionais. Entre os cursos, há abordagem sobre estética, harmonização orofacial (HOF), gestão e marketing odontológico, terapias integrativas e complementares, entre outros assuntos específicos.

Além disso, os dentistas têm a oportunidade de conferir as últimas tendências e os avanços no mercado odontológico, com a presença de mais de 300 expositores do mundo inteiro.

  • Onde? Expo Center Norte, São Paulo (SP);
  • Quando? 28 a 31 de janeiro;
  • Ingressos: confira os valores no site, o preço varia de acordo com a categoria, seja estudante, cirurgião dentista, auxiliar ou técnico em saúde bucal.

2. Congresso Internacional de Especialidades Odontológicas

Um evento em que é possível se conectar e aprender com especialistas de diversas áreas da odontologia é o Conespo. O congresso acontece na cidade do Rio de Janeiro com mais de 50 palestras, duas salas de hands-on com dentistas renomados, área de expositores e módulos com sete especialidades (280 vagas cada).

  • Onde? Expomag, no Rio de Janeiro (RJ);
  • Quando? 28 a 29 de maio de 2025.
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26º Congresso Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial

O 27º COBRAC 2025 terá palestrantes nacionais e internacionais que vão destacar o que há de mais moderno em técnicas, riscos e benefícios da cirurgia buco-maxilo-facial, uma cirurgia ortognática. Organizado em formato de arena, é possível que haja interação entre profissionais e expositores, no ambiente em que ocorrem as palestras.

  • Onde? Natal (RN);
  • Quando? 26 a 28 de agosto de 2026;
  • Ingressos: confira os valores no site, pois podem diferir a depender da categoria.
Congresso odontologia
Participar de eventos é uma ótima forma de atualizar-se na profissão.

4. 21º Congresso Internacional de Odontologia da Bahia (Cioba)

Ética e sustentabilidade na odontologia: esse é o tema do 21º Cioba, congresso que ocorre em 2025.

Entre os principais assuntos que vão ser desdobrados em palestras e cursos do evento estão a ética nas redes sociais, a sustentabilidade na odontologia, resinas e cerâmica, estética periodontal e periimplantar, além de aspectos legais e atualidades sobre harmonização orofacial.

  • Onde? Centro de Convenções de Salvador, Salvador (BA);
  • Quando? A definir;
  • Ingressos: os valores dependem de cada categoria.

5. Orto-SPO

A ortodontia contemporânea é vasta e busca eficiência de resultados, com profissionais que buscam se especializar e entender diferentes abordagens, processos e técnicas para aplicar na clínica. São essas estratégias que melhoram a experiência do paciente e é o que propõe o congresso Orto-SPO 2025: conhecimento 360º direcionado para maior eficiência dos profissionais.

Serão mais de 200 atividades entre masterclasses, cursos internacionais, conferências, corporate sessions, meet and greet e digital lab para os profissionais aproveitarem.

  • Onde? Distrito Anhembi (SP);
  • Quando? 2 a 4 de outubro de 2025.

6. SucessOdonto

Organizar o consultório odontológico não é uma tarefa fácil, mas é necessário para gerenciar o negócio. Por isso, o SucessOdonto 2025 é o congresso certo para quem busca se atualizar sobre gestão e marketing para odontologia e seus consultórios. É o maior evento do mundo do segmento, com três dias e mais de 25 horas de conteúdo prático.

  • Onde? A definir;
  • Quando? 07, 08 e 09 de novembro de 2025.

Segundo a Associação Brasileira de Odontologia (ABO), outros eventos estão confirmados para 2025. Entretanto, ainda não possuem muitas informações. De toda forma, fique de olho nesses congressos!

7. Clinicorp Summit

Em 2025, o evento está programado para os dias 2, 3 e 4 de junho, das 17h às 21h, com o tema central “Agilidade, eficiência e tecnologia: caminhos para o sucesso profissional em odontologia!” reunirá 12 palestras ministradas por especialistas renomados do setor. As apresentações serão organizadas em três grandes áreas:

Gestão odontológica: estratégias para ampliar o número de tratamentos realizados e elevar a receita do consultório, além de orientações sobre como selecionar uma secretária especializada e gerenciar uma Clínica Escola de Odontologia de forma eficaz.

Inovação: especialistas reconhecidos explorarão os avanços mais recentes em Implantodontia e Harmonização Orofacial, discutirão aplicações práticas da Inteligência Artificial na área e compartilharão tendências em práticas sustentáveis no setor odontológico.

Marketing e vendas: palestras focadas em estratégias de marketing digital e convencional para potencializar o crescimento do consultório, melhorar a taxa de conversão de pacientes e impulsionar resultados comerciais.

8. Congresso Internacional de Odontologia Norte e Nordeste (Cionn)

  • Onde? Aracaju (SE);
  • Quando? 20 a 21 de setembro de 2025.

9. 15º Congresso Odontológico do Espírito Santo

  • Onde? Centro de Convenções de Vitória (ES);
  • Quando? A definir.

10. 24º Congresso Odontológico Rio-Grandense (Corig)

  • Onde? Centro de Eventos da PUC-RS, em Porto Alegre (RS);
  • Quando? 12 a 14 de junho de 2025.

11. Smile & HOF in Rio 2025

  • Onde? Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro (RJ);
  • Quando? 6 a 8 de agosto de 2025.
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12. 42ª Reunião Anual da SBPqO

A Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica (SBPqO) realizará a 42ª Reunião Anual da SBPqO, reconhecida como o maior e mais relevante evento na área de pesquisa odontológica do país! O evento acontecerá de 3 a 6 de setembro de 2025, em São Paulo (SP).

13. INDEX25 – Innovation Dental Exhibition

O INDEX25 é um encontro para dentistas e técnicos que trabalham em diferentes áreas da odontologia e entendem que inovação e tecnologia na odontologia são fundamentais para alcançar excelência profissional.

Da gestão à prática clínica e laboratorial, o evento reúne quem deseja aprimorar seus serviços e proporcionar atendimentos de qualidade superior aos pacientes. Ele acontecerá nos dias 9, 10, 11 e 12 de setembro de 2025 no distrito Anhembi em São Paulo. Não perca!

14. Odonto Conference

O Odonto Conference é o encontro exclusivo dos principais expoentes da odontologia e onde os conteúdos relevantes se transformam em prática. Esse evento é um espaço para desenvolver habilidades e se transformar em um especialista que dita as tendências e se destaca como referência no mercado odontológico! O evento será realizado na Expo Center Norte em São Paulo (SP) nos dias 11 e 12 de agosto desse ano.

Congressos de odontologia internacionais

Se dentro da sua agenda houver a oportunidade de ir a eventos internacionais, saiba que é uma ótima ocasião para expandir ainda mais o seu networking e ficar de olho no que é feito em outros países. Confira os principais congressos internacionais de odontologia!

1. Sessão Anual da Associação Americana de Ortodontistas (AAO)

Este é considerado o maior evento da ortodontia do mundo! A Sessão Anual da Associação Americana de Ortodontistas é uma experiência totalmente personalizada. De acordo com os seus objetivos, é possível escolher o melhor programa para você, como aprender mais sobre impressão 3D ou novas técnicas para a clínica.

A boa notícia sobre este evento é que você pode participar de forma virtual, excelente alternativa para quem não consegue fazer a viagem.

  • Onde? Filadélfia, Estados Unidos da América.
  • Quando? 25 e 27 de abril de 2025.

2. World Dental Congress

O World Dental Congress é um evento realizado pela World Dental Federation, com o objetivo de ser um congresso de educação continuada e, também, de promover laços entre profissionais de todo o mundo. Os participantes podem contar com fóruns interativos, programa científico de ponta e exposição odontológica.

  • Onde? Xangai, China;
  • Quando? 9 a 12 de setembro de 2025;
  • Ingressos: consulte o site do evento.

3. Implant Solutions World Summit

O Implant Solutions World Summit é um congresso internacional de odontologia de 2025 que vai ser realizado em Miami, cidade do Estado da Flórida, nos Estados Unidos.

Os congressistas vão ter a oportunidade de conferir as novidades de soluções em implantes, tecnologias em odontologia e regeneração óssea. É uma chance para se conectar com especialistas e conferir palestras de profissionais de renome mundial.

  • Onde? InterContinental, Miami (EUA);
  • Quando? 25 a 27 de setembro de 2025;
  • Veja os ingressos no site do evento.

Principais vantagens de participar de congressos de odontologia

Participar desses eventos é uma oportunidade única para fortalecer networking, atualizar conhecimentos técnicos e absorver inovações que renovam a prática clínica com perspectivas transformadoras. Confira as principais vantagens abaixo:

1. Capacitação constante

Os congressos são uma fonte essencial para acompanhar os últimos avanços clínicos, tecnológicos e científicos da odontologia, garantindo que os profissionais estejam alinhados com práticas modernas e descobertas inovadoras.

2. Conexões estratégicas

Esses encontros agregam dentistas, pesquisadores e líderes do setor, o que facilita a construção de redes de contato, a troca de ideias e o desenvolvimento de parcerias que impulsionam carreiras e projetos.

3. Educação

Por meio de palestras interativas, cursos para dentistas, workshops e debates, os congressos criam um ambiente dinâmico para o aperfeiçoamento de habilidades técnicas e a absorção de conhecimentos aplicáveis no dia a dia clínico.

5. Análise colaborativa de casos

Espaços dedicados à reflexão sobre casos clínicos complexos permitem que os profissionais compartilhem soluções, discutam abordagens multidisciplinares e adquiram insights para situações desafiadoras.

6. Novidades tecnológicas ao alcance

Feiras especializadas dentro dos congressos revelam equipamentos, materiais e softwares inovadores, possibilitando que os participantes testem e integrem recursos avançados em seus consultórios.

7. Estímulo criativo

A imersão nesses eventos desperta a vontade de explorar novas tendências, reinventar métodos de trabalho e buscar diferenciais que elevam a qualidade do atendimento oferecido.

8. Credenciais para a carreira

Muitos eventos concedem certificados e créditos válidos em programas de educação continuada, fortalecendo o currículo e atendendo a exigências de atualização profissional.

9. Projeção no mercado

Participar ativamente como palestrante, autor de trabalhos científicos ou debatedor amplia a visibilidade no campo odontológico, consolidando reputação e abrindo portas para novas oportunidades.

Os congressos de odontologia são oportunidades para descobrir novas técnicas, materiais e equipamentos, aprimorar os diagnósticos na prática clínica, fazer negócios e encontrar profissionais para conversar sobre o mercado e concretizar parcerias. Informe-se sobre a agenda de eventos da sua especialidade!

Quer ficar por dentro de mais assuntos do mundo da odontologia? Então, continue explorando o blog da Surya Dental para encontrar outros conteúdos imperdíveis sobre o mundo da odontologia, com informações sobre consultórios, produtos e casos clínicos. Confira também como foi o CIOSP 2025! Não deixe de conferir e até lá.

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Raio-X digital odontológico: entenda tudo sobre! https://blog.suryadental.com.br/radiologia-digital/ https://blog.suryadental.com.br/radiologia-digital/#respond Thu, 10 Apr 2025 11:46:00 +0000 http://blog.suryadental.com.br/?p=16538 Um diagnóstico preciso é o primeiro passo para que um cirurgião-dentista possa realizar um tratamento eficiente no paciente. Para isso, é importante contar com novas tecnologias a seu favor e explorar ao máximo as novidades que aparecem no mercado odontológico, como a radiologia digital, que vem sendo uma grande aposta em exames de imagem.

Diferente das técnicas convencionais, a radiografia digital possibilita uma imagem de alta precisão, processamento instantâneo e exposição mínima à radiação. Portanto, é essencial para dentistas que atuam em áreas como ortodontia, implantodontia e periodontia, em que é necessário visualizar o quadro do paciente antes de planejar qualquer procedimento e tratamento.

Se você tem interesse em conhecer mais sobre a radiologia digital e deseja se destacar como um especialista atualizado e que busca o melhor para os pacientes, continue a leitura deste artigo e conheça os benefícios dessa tecnologia para o seu consultório. Prepare-se para transformar a forma como você realiza exames de imagem e potencializar seus resultados clínicos!

O que é a radiografia digital odontológica?

A radiografia digital odontológica é uma tecnologia avançada que transformou o diagnóstico em consultórios odontológicos. Diferente da radiografia convencional, que depende de películas radiográficas, essa técnica utiliza sensores digitais para captar imagens instantaneamente e transmiti-las para um computador. Isso melhora a precisão, a velocidade do diagnóstico e a segurança do paciente.

Equipamentos de raio-x e produtos consumíveis.

Além de oferecer uma melhor visualização das estruturas bucais, a radiografia digital reduz significativamente a exposição à radiação, tornando o procedimento mais seguro para pacientes de todas as idades. Essa inovação vem sendo cada vez mais adotada devido aos seus benefícios para profissionais e pacientes.

Como funciona o raio-x digital odontológico?

De acordo com o artigo científico Avaliação Automática de Parâmetros Físicos de Qualidade de Imagem em Sistemas de Radiologia Digital Odontológica, de Jorge Albuquerque, o processo de radiografia digital segue uma sequência tecnológica precisa. Primeiramente, o tubo de raio-x emite radiação controlada, direcionada à área bucal a ser examinada.

Em seguida, um sensor digital posicionado na boca do paciente capta essa radiação e converte o sinal recebido em uma imagem digital por meio de um sistema eletrônico avançado. Esse sinal é processado instantaneamente pelo software do computador, que gera uma imagem detalhada e de alta definição.

Diferente das técnicas tradicionais, não há necessidade de revelação química nem uso de películas, o que torna o procedimento mais sustentável e rápido. Além disso, as imagens podem ser ampliadas, ajustadas e compartilhadas eletronicamente para uma análise mais precisa e decisões clínicas ágeis.

Quais são as vantagens da radiologia odontológica digital?

Assim como todas as tecnologias, a radiologia digital oferece uma série de benefícios para o seu consultório, como economia e organização do espaço. Em seguida, vamos listar as vantagens de optar por esse método.

1. Dispensa o uso de filmes radiográficos

Com a radiografia digital, o uso de filmes radiográficos se torna desnecessário. Isso significa uma economia significativa para clínicas odontológicas, que deixam de gastar com filmes, produtos químicos para revelação e armazenamento físico.

Além disso, a digitalização contribui para um ambiente mais sustentável, eliminando resíduos químicos e reduzindo a pegada ecológica do consultório. A imagem capturada é enviada diretamente para o computador, pronta para análise e compartilhamento.

2. Precisão quanto aos resultados

Quem trabalha com radiografia sabe como esse material é delicado: um ajuste errado da intensidade do raio-x pode prejudicar toda a imagem e dificultar a análise do exame laboratorial para preparar um diagnóstico. E não bastando isso, falhas na revelação também podem gerar resultados imprecisos.

Já na radiologia digital, isso não é um problema! Afinal, com um software próprio de edição, você pode melhorar a nitidez da imagem ou o contraste, ampliar, adicionar anotações, criar uma imagem invertida (negativo), realçar bordas e recortar onde desejar.

Além disso, a imagem digital oferece uma visão muito realista e fiel do seu paciente, capturando detalhadamente profundidade e formas, permitindo que o cirurgião-dentista tenha acesso à anatomia real da pessoa.

3. Armazenamento prático de arquivos

Uma das grandes desvantagens da radiografia odontológica é que você continuará refém de uma organização física, ou seja, é preciso ter diversas pastas com exames, documentos e outros papéis importantes de um grande número de pacientes. Caso a organização falhe, o raio-x pode ser perdido.

Para clínicas que buscam opções mais modernas de organizar os dados dos pacientes, a radiologia digital é ideal. Por meio de um bom software, você guarda tudo junto e basta fazer a busca pelo nome da pessoa que rapidamente irá ter acesso ao diagnóstico. Além disso, evita o aglomerado de pastas, que, muitas vezes, mais atrapalham do que ajudam.

4. Menor exposição à radiação

Apesar de a radiografia dental estar cada vez mais moderna e emitir uma dose de raio-x que não é tão prejudicial, a radiologia digital envia uma quantidade muito menor, já que os sensores digitais utilizados são muito mais sensíveis à radiação do que os filmes convencionais, permitindo a captura de imagens de alta qualidade com doses significativamente menores de exposição.

Isso torna o exame seguro para crianças, gestantes e pacientes que precisam de radiografias frequentes, proporcionando tranquilidade tanto para o profissional quanto para o paciente.

5. Diagnósticos ágeis e atendimento eficiente

Se há uma vantagem que faz toda a diferença no dia a dia do consultório, é a agilidade. Com a radiografia digital, não há necessidade de revelar filmes radiográficos nem esperar dias para obter resultados. As imagens são geradas instantaneamente e exibidas na tela do computador em poucos segundos.

Isso permite que o dentista tome decisões rápidas e explique ao paciente o que está acontecendo no momento da consulta. Além disso, procedimentos complexos podem ser planejados de forma mais ágil e precisa, sem interrupções no fluxo de atendimento.

Aplicações da radiografia digital na odontologia

Como comentamos anteriormente, a radiologia digital é uma grande aliada em diversas especialidades odontológicas, assim como em determinados tratamentos. Para você conhecer mais, vamos listar alguns dos mais comuns.

Ortodontia

Se a especialidade da sua clínica é em ortodontia, então vale a pena cogitar investir em radiologia digital. Há consultórios que investem no trabalho de radiografia terceirizado, o que pode ter algumas desvantagens, pois o cirurgião-dentista fica refém da disponibilidade do paciente de ir até o laboratório de exame de imagens, assim como do tempo de revelação.

Realizando as radiografias internamente, o dentista pode obter imagens em tempo real, evitando depender desses laboratórios terceirizados e agilizando o início do tratamento. Isso permite um acompanhamento contínuo, especialmente em casos complexos, como tratamento de mordidas cruzadas, desalinhamentos severos e análise de crescimento ósseo em pacientes em fase de desenvolvimento.

Além disso, a radiografia digital é essencial para análises cefalométricas precisas, necessárias para planejamento de aparelhos ortodônticos, alinhadores invisíveis e tratamentos corretivos. Com as imagens digitais, os pontos cefalométricos podem ser marcados diretamente no software, facilitando a criação de um plano de tratamento mais detalhado e personalizado.

Periodontia

A periodontia é uma das áreas que necessitam do exame de imagem para diagnosticar problemas como a perda óssea ou o ganho ósseo alveolar. Afinal, é essencial que essa informação seja exata para fazer um atendimento com responsabilidade e sem riscos de agravar o quadro do paciente.

Por meio das radiografias digitais, o periodontista pode avaliar o nível de reabsorção óssea e identificar possíveis infecções, abscessos e lesões de forma precoce. As imagens permitem medir a profundidade das bolsas periodontais e acompanhar a resposta do paciente ao tratamento.

Além disso, em procedimentos cirúrgicos periodontais, como enxertos ósseos e implantes dentários, a radiografia digital ajuda a avaliar a quantidade de tecido ósseo disponível e a planejar o posicionamento correto dos implantes com maior precisão.

Patologia

Na área de patologia bucal, a radiografia digital é uma ferramenta indispensável para estudar alterações ósseas e detecção precoce de doenças graves, como tumores e cistos.

Com imagens nítidas e detalhadas, o dentista pode identificar padrões anômalos no trabeculado ósseo e sinais de doenças sistêmicas que afetam a cavidade bucal. A análise digital permite medir lesões, acompanhar seu desenvolvimento e monitorar possíveis progressões malignas ou recidivas após tratamentos cirúrgicos.

Além disso, o diagnóstico precoce de condições como displasias ósseas, tumores odontogênicos e cistos maxilares é possível devido à visualização precisa e ao processamento imediato das imagens, garantindo uma abordagem mais eficaz e segura para o paciente.

Endodontia

A endodontia, área responsável pelo tratamento de canais radiculares, é uma das especialidades que mais se beneficia da radiologia digital. Durante procedimentos delicados, como tratamentos de canal, a visualização clara dos canais radiculares e suas ramificações é indispensável para o sucesso do tratamento.

A radiografia digital permite uma identificação precisa de canais acessórios e variações anatômicas, que podem passar despercebidas em exames convencionais. Além disso, as imagens digitais ajudam a medir com precisão o comprimento dos canais e a verificar a qualidade da obturação após a finalização do procedimento.

Outro benefício é a possibilidade de realizar imagens em diferentes ângulos durante o tratamento, garantindo que nenhum detalhe importante seja negligenciado. Isso se traduz em tratamentos mais seguros e taxas de sucesso mais elevadas, reduzindo significativamente a necessidade de retratamentos.

Tipos de radiologia odontológica digital

Com o avanço das tecnologias digitais, a radiologia odontológica evoluiu para oferecer métodos mais eficientes, precisos e seguros para diagnósticos clínicos. Por isso, é importante conhecer os tipos de tecnologia radiográfica, que podem ser divididos em dois: os sistemas digitais indiretos e os sistemas digitais diretos. Vamos entender como cada um funciona e suas diferenças essenciais!

Sistemas digitais indiretos

Os sistemas digitais indiretos são uma solução intermediária entre a radiografia convencional e a digital. Eles funcionam convertendo radiografias feitas em filmes tradicionais em imagens digitais. Isso é possível graças a um scanner especial que captura a imagem do filme e a transfere para o computador em formato digital.

Esse tipo de sistema é vantajoso para consultórios que ainda possuem equipamentos de raio-x convencionais, mas desejam modernizar suas operações. A conversão para o formato digital permite:

  • Armazenamento eletrônico: eliminação de arquivos físicos e melhor organização de registros;
  • Melhoria da imagem: correção de contrastes, ampliação e edição digital para facilitar a análise;
  • Compartilhamento rápido: envio de imagens para outros profissionais em tempo real.

No entanto, uma limitação desse sistema é a necessidade de realizar a radiografia inicial em filme, o que ainda implica em uso de produtos químicos e revelação, tornando o processo menos ágil e sustentável em comparação com sistemas totalmente digitais.

Sistemas digitais diretos

Nos sistemas digitais diretos, não há necessidade de filmes radiográficos nem scanners. O sensor digital substitui o filme convencional, capturando a imagem diretamente no momento em que o exame é realizado. Essa imagem é imediatamente transmitida para um computador, permitindo que o dentista visualize e analise o exame em tempo real.

Existem dois tipos principais de sensores utilizados nesses sistemas:

a) Sensores de semicondutores tipo CCD (Charge Coupled Device): funcionam como uma “câmera digital” interna, capturando a radiação e transformando-a em uma imagem digital de alta resolução. Eles são amplamente utilizados por sua precisão e capacidade de gerar imagens nítidas.

  • Vantagens: alta qualidade de imagem, rapidez na captura e integração direta com softwares odontológicos;
  • Limitações: preço mais elevado e fragilidade do sensor, que requer cuidados especiais durante o uso.

b) Sensores de fósforo fotoestimuláveis (placas de fósforo): as placas de fósforo são uma alternativa mais flexível e econômica em comparação aos sensores CCD. Após a exposição ao raio-x, essas placas armazenam a imagem, que é lida por um scanner específico que converte a informação em um arquivo digital.

  • Vantagens: custo mais acessível, flexibilidade para diferentes tamanhos de exame e fácil adaptação aos equipamentos existentes;
  • Limitações: necessidade de um scanner especial para leitura das imagens e menor durabilidade em relação aos sensores CCD.

Abaixo, você pode assistir ao vídeo do canal da Joia UFBA, que explica como funcionam os sensores digitais diretos:

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Atender plano odontológico: vale a pena para o dentista? https://blog.suryadental.com.br/plano-odontologico-vale-a-pena/ https://blog.suryadental.com.br/plano-odontologico-vale-a-pena/#comments Wed, 09 Apr 2025 10:00:00 +0000 http://blog.suryadental.com.br/?p=10874 Os planos odontológicos oferecem opções de atendimento mais baratas ao público mediante o pagamento de mensalidades. Para o dentista, isso significa um volume maior de pacientes e uma remuneração menor. Por isso, é comum que muitos profissionais, principalmente os recém-formados, se perguntem se atender ao plano odontológico vale a pena.

É fato que decidir atender ou não a um plano odontológico é uma das escolhas mais difíceis que um dentista pode fazer, pois envolve uma série de motivos, como a própria gestão da clínica. Muitos profissionais consideram o impacto na qualidade do serviço antes de aderir a essa estratégia, por exemplo.

Foi por entender a dúvida desses profissionais que nós da Surya Dental levantamos pontos positivos e negativos para os dentistas que estão na dúvida entre atender ou não pacientes de plano odontológico. Continue a leitura e descubra se essa prática vale a pena para você:

Como funciona um plano odontológico?

Em geral, o plano odontológico é pago mensalmente por um indivíduo ou por uma empresa. Dependendo do tipo de convênio, pode-se cobrir o serviço total ou parcialmente. Na maioria dos casos, ele também limita o número de consultas, assim como tratamentos e exames.

Vantagens do plano odontológico

Para entender se o atendimento a planos odontológicos faz sentido para a sua realidade, é necessário analisar essas 4 vantagens e compará-las aos demais fatores. Entenda:

1. Captação de pacientes

Os pacientes são os responsáveis pela movimentação de um consultório odontológico. Por isso, é necessário que o cirurgião-dentista tenha em mente como fará a captação dos clientes.

Uma das principais vantagens que o plano odontológico oferece é levar um volume alto de clientes para a clínica: isso é especialmente importante para os profissionais que se formaram há pouco tempo e ainda não têm agenda cheia. Isso é importante porque o tempo ocioso pode ser um grande prejuízo. Além de estar deixando de ganhar dinheiro, o cirurgião-dentista ainda tem que arcar com despesas, como aluguel e manutenção do próprio consultório.

2. Marketing

O plano odontológico é uma excelente estratégia de marketing para quem não pode investir em divulgação. Você poderá oferecer seus serviços e, em troca, divulgará o consultório.

Mesmo que a remuneração por meio do plano seja menor do que a de uma consulta particular, você deve comparar a quantia que deixou de ganhar com a que investiria em marketing por conta própria para conseguir um bom fluxo de pacientes. Para muitos profissionais, esse saldo é positivo.

3. Mercado local

Regiões com grande número de fábricas ou empresas tendem a ter um maior número de pessoas com plano odontológico, já que o benefício é oferecido por essas empregadoras. Dessa forma, é provável que o volume de consultas pelo convênio seja bem maior.

Essa pode ser uma oportunidade de conseguir um fluxo maior de pacientes para o seu consultório e oferecer outros serviços fora da cobertura contratual.

4. Preparar-se contra crises

O seu consultório não está no melhor momento? A sua agenda está, na maioria das vezes, vazia? Se você respondeu sim para ambas as perguntas, saiba que, em momentos de crise, o plano pode ser um bom aliado!

Apesar de a remuneração por meio de planos não ser muito alta, é melhor receber pouco do que perder o seu consultório. Pode ser algo temporário, porém é necessário. Afinal de contas, os horários vagos geram prejuízos, diminuem a verba para aluguel do espaço, investimento, materiais e pagamentos de funcionários.

Desvantagens do plano odontológico

Em contraponto aos benefícios, colocaremos as desvantagens. Para cada caso, elas terão um peso diferente e, muitas vezes, tornarão o atendimento por plano odontológico algo que não vale a pena. Veja:

1. Alto volume de pacientes

O alto volume de pacientes é algo com que todo dentista sonha. O problema é quando a agenda fica mais cheia do que, de fato, você dará conta. Isso significa mais trabalho, mais esforços e, sem dúvidas, mais consequências, especialmente a longo prazo.

Dentistas precisam pagar suas contas, porém, a que preço? Trabalhar excessivamente leva a doenças que podem prejudicar a sua ergonomia e desgaste mental. Saber equilibrar a quantidade de pacientes com os seus gastos é importante para o cuidado com a sua saúde.

2. Baixa remuneração

Não se pode desconsiderar que a remuneração é parte importante de qualquer trabalho. Ela representa o reconhecimento dos seus serviços, é importante para reinvestir no consultório e comprar novos materiais e equipamentos.

As consultas por plano odontológico têm um valor muito menor do que as particulares, chegando a 10% do preço real. Para muitos profissionais, esse fator acaba desvalorizando seus serviços.

Ao trabalhar muito e não alcançar a remuneração e o reconhecimento esperados, há cirurgiões-dentistas que se sentem desmotivados. Por isso, preferem não atender planos odontológicos.

3. Burocracia e glosa

Os planos odontológicos são suscetíveis a fraudes, pois não há como os convênios verificarem todas as consultas presencialmente. Isso faz com que alguns profissionais ajam de má-fé e cobrem consultas que não fizeram.

Para evitar esse tipo de situação, criou-se um modelo mais rigoroso para que os profissionais pudessem comprovar que realmente realizaram aqueles procedimentos e ele envolve o envio de alguns documentos e radiografias do paciente.

Como escolher convênio odontológico para atender?

A essa altura, você já deve estar se perguntando qual o melhor convênio odontológico. Esse é um mercado bastante extenso e a verdade é que há planos que valem a pena trabalhar e outros nem tanto.

O primeiro passo para escolher é pesquisar bastante. Entender a tabela de preços, quais serviços recebem cobertura e como funciona o pagamento de cada empresa são informações que farão a diferença no seu dia a dia profissional. Essa análise mostrará se vale ou não a pena trabalhar nesse modelo.

Encontrar uma empresa que é aberta ao diálogo e às negociações também deve ser levado em consideração. Se você é um especialista e tem um bom currículo, conversar com a prestadora pode fazer com que os preços da tabela sejam mais justos de acordo com o seu trabalho.

Agora que você já sabe se vale a pena atender por convênio odontológico, continue navegando pelo blog da Surya Dental para descobrir uma infinidade de conteúdos relevantes para impulsionar sua vida profissional na odontologia. Agora, que tal descobrir 12 dicas para organizar a agenda do seu consultório odontológico? Acesse.

Os planos odontológicos oferecem opções de atendimento mais baratas ao público mediante o pagamento de mensalidades. Para o dentista, isso significa um volume maior de pacientes e uma remuneração menor. Por isso, é comum que muitos profissionais, principalmente os recém-formados, se perguntem se atender ao plano odontológico vale a pena.

É fato que decidir atender ou não a um plano odontológico é uma das escolhas mais difíceis que um dentista pode fazer, pois envolve uma série de motivos, como a própria gestão da clínica. Muitos profissionais consideram o impacto na qualidade do serviço antes de aderir a essa estratégia, por exemplo.

Foi por entender a dúvida desses profissionais que nós da Surya Dental levantamos pontos positivos e negativos para os dentistas que estão na dúvida entre atender ou não pacientes de plano odontológico. Continue a leitura e descubra se essa prática vale a pena para você:

Como funciona um plano odontológico?

Em geral, o plano odontológico é pago mensalmente por um indivíduo ou por uma empresa. Dependendo do tipo de convênio, pode-se cobrir o serviço total ou parcialmente. Na maioria dos casos, ele também limita o número de consultas, assim como tratamentos e exames.

Vantagens do plano odontológico

Para entender se o atendimento a planos odontológicos faz sentido para a sua realidade, é necessário analisar essas 4 vantagens e compará-las aos demais fatores. Entenda:

1. Captação de pacientes

Os pacientes são os responsáveis pela movimentação de um consultório odontológico. Por isso, é necessário que o cirurgião-dentista tenha em mente como fará a captação dos clientes.

Uma das principais vantagens que o plano odontológico oferece é levar um volume alto de clientes para a clínica: isso é especialmente importante para os profissionais que se formaram há pouco tempo e ainda não têm agenda cheia. Isso é importante porque o tempo ocioso pode ser um grande prejuízo. Além de estar deixando de ganhar dinheiro, o cirurgião-dentista ainda tem que arcar com despesas, como aluguel e manutenção do próprio consultório.

2. Marketing

O plano odontológico é uma excelente estratégia de marketing para quem não pode investir em divulgação. Você poderá oferecer seus serviços e, em troca, divulgará o consultório.

Mesmo que a remuneração por meio do plano seja menor do que a de uma consulta particular, você deve comparar a quantia que deixou de ganhar com a que investiria em marketing por conta própria para conseguir um bom fluxo de pacientes. Para muitos profissionais, esse saldo é positivo.

3. Mercado local

Regiões com grande número de fábricas ou empresas tendem a ter um maior número de pessoas com plano odontológico, já que o benefício é oferecido por essas empregadoras. Dessa forma, é provável que o volume de consultas pelo convênio seja bem maior.

Essa pode ser uma oportunidade de conseguir um fluxo maior de pacientes para o seu consultório e oferecer outros serviços fora da cobertura contratual.

4. Preparar-se contra crises

O seu consultório não está no melhor momento? A sua agenda está, na maioria das vezes, vazia? Se você respondeu sim para ambas as perguntas, saiba que, em momentos de crise, o plano pode ser um bom aliado!

Apesar de a remuneração por meio de planos não ser muito alta, é melhor receber pouco do que perder o seu consultório. Pode ser algo temporário, porém é necessário. Afinal de contas, os horários vagos geram prejuízos, diminuem a verba para aluguel do espaço, investimento, materiais e pagamentos de funcionários.

Desvantagens do plano odontológico

Em contraponto aos benefícios, colocaremos as desvantagens. Para cada caso, elas terão um peso diferente e, muitas vezes, tornarão o atendimento por plano odontológico algo que não vale a pena. Veja:

1. Alto volume de pacientes

O alto volume de pacientes é algo com que todo dentista sonha. O problema é quando a agenda fica mais cheia do que, de fato, você dará conta. Isso significa mais trabalho, mais esforços e, sem dúvidas, mais consequências, especialmente a longo prazo.

Dentistas precisam pagar suas contas, porém, a que preço? Trabalhar excessivamente leva a doenças que podem prejudicar a sua ergonomia e desgaste mental. Saber equilibrar a quantidade de pacientes com os seus gastos é importante para o cuidado com a sua saúde.

2. Baixa remuneração

Não se pode desconsiderar que a remuneração é parte importante de qualquer trabalho. Ela representa o reconhecimento dos seus serviços, é importante para reinvestir no consultório e comprar novos materiais e equipamentos.

As consultas por plano odontológico têm um valor muito menor do que as particulares, chegando a 10% do preço real. Para muitos profissionais, esse fator acaba desvalorizando seus serviços.

Ao trabalhar muito e não alcançar a remuneração e o reconhecimento esperados, há cirurgiões-dentistas que se sentem desmotivados. Por isso, preferem não atender planos odontológicos.

3. Burocracia e glosa

Os planos odontológicos são suscetíveis a fraudes, pois não há como os convênios verificarem todas as consultas presencialmente. Isso faz com que alguns profissionais ajam de má-fé e cobrem consultas que não fizeram.

Para evitar esse tipo de situação, criou-se um modelo mais rigoroso para que os profissionais pudessem comprovar que realmente realizaram aqueles procedimentos e ele envolve o envio de alguns documentos e radiografias do paciente.

Como escolher convênio odontológico para atender?

A essa altura, você já deve estar se perguntando qual o melhor convênio odontológico. Esse é um mercado bastante extenso e a verdade é que há planos que valem a pena trabalhar e outros nem tanto.

O primeiro passo para escolher é pesquisar bastante. Entender a tabela de preços, quais serviços recebem cobertura e como funciona o pagamento de cada empresa são informações que farão a diferença no seu dia a dia profissional. Essa análise mostrará se vale ou não a pena trabalhar nesse modelo.

Encontrar uma empresa que é aberta ao diálogo e às negociações também deve ser levado em consideração. Se você é um especialista e tem um bom currículo, conversar com a prestadora pode fazer com que os preços da tabela sejam mais justos de acordo com o seu trabalho.

Agora que você já sabe se vale a pena atender por convênio odontológico, continue navegando pelo blog da Surya Dental para descobrir uma infinidade de conteúdos relevantes para impulsionar sua vida profissional na odontologia. Agora, que tal descobrir 12 dicas para organizar a agenda do seu consultório odontológico? Acesse.

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Biodente agora é Surya Dental: o futuro da odontologia começa aqui! https://blog.suryadental.com.br/surya-dental-e-biodente-o-futuro-da-odontologia/ https://blog.suryadental.com.br/surya-dental-e-biodente-o-futuro-da-odontologia/#respond Thu, 12 Dec 2024 21:09:13 +0000 https://blog.suryadental.com.br/?p=22169 A Surya Dental, com seus 31 anos de história, construiu uma reputação sólida no mercado odontológico, sendo referência em próteses, materiais e equipamentos de alta qualidade. Agora, a marca alcança um novo e significativo capítulo em sua trajetória: a fusão entre Biodente com a Surya Dental!

Essa união representa muito mais do que uma simples mudança de nome. É a convergência entre tradição e inovação em uma única marca, projetada para oferecer excelência aos profissionais de um setor tão fundamental. E mais do que atender às necessidades de clínicas e laboratórios, nossa transformação busca entregar soluções cada vez mais robustas e diferenciadas que vão além das expectativas.

Essa nova fase é o reflexo do compromisso de ser não só um fornecedor, mas também um aliado na jornada de cada cliente. Com materiais e equipamentos indispensáveis que unem qualidade e inovação tecnológica, estamos prontos para transformar a experiência de nossos clientes e abrir novos horizontes para o mercado odontológico. Descubra a seguir como essa fusão trará benefícios únicos!

Rebranding Biodente: um novo capítulo para a Surya Dental

O rebranding da Biodente para Surya Dental propõe um passo decisivo para atender ao crescimento e às novas demandas do mercado odontológico. Unindo a tradição, a inovação e a expertise de duas empresas referência entre os profissionais, essa transformação integra o melhor de cada marca para oferecer ainda mais valor aos especialistas da área.

Além de mantermos o atendimento personalizado e a excelência que sempre foram pilares de ambas, fortalecemos ainda mais o portfólio de produtos da nossa loja virtual — combinando os milhares de produtos disponíveis na Surya Dental com os da Biodente —, ampliando as opções disponíveis para clínicas e laboratórios de diversos segmentos.

1. Surya Club: programa de fidelidade que recompensa

Você já conhece o Surya Club? É o clube de benefícios em que, a cada compra, você ganha pontos e troca por produtos do nosso site ou brindes. Nosso programa de fidelidade é um dos pilares dessa nova fase, pois foi projetado para fortalecer a parceria com os clientes, incentivando a continuidade e estreitando os laços entre a marca e os profissionais que a escolhem.

O melhor é que você não precisa se associar, apenas ser cliente Surya Dental ativo e estar com seu cadastro atualizado. Assim, automaticamente, seus pontos serão computados em seu CPF, conforme o valor da compra e os itens do seu pedido!

2. Facilidade na palma da mão com nosso portal do cliente

Aqui na Surya Dental, entendemos as necessidades do dia a dia dos profissionais odontológicos e trabalhamos para facilitar sua rotina. Por isso, desenvolvemos o portal do cliente, uma ferramenta indispensável para quem busca praticidade e eficiência.

Em um só lugar, reunimos tudo o que você precisa para gerenciar suas operações com mais agilidade. Agora, emitir boletos, revisar compras anteriores ou acessar demonstrativos fiscais, como o IR e a segunda via de notas fiscais, é simples e rápido. Além disso, você pode acompanhar o status de seus pedidos de forma intuitiva, garantindo total controle sobre suas movimentações.

Nosso objetivo com o portal do cliente é claro: oferecer soluções digitais que realmente façam a diferença. Essa plataforma reflete o compromisso da Surya Dental em entregar mais autonomia e otimizar o tempo dos profissionais que atuam em um setor tão dinâmico quanto o odontológico. Porque sabemos que, enquanto cuidamos da sua experiência, você pode focar no que faz de melhor: transformar sorrisos!

3. Variedade, qualidade e suporte personalizado

Aqui, nossa missão é oferecer uma experiência completa e personalizada. Com um portfólio completo, garantimos uma diversidade que atende desde as demandas de clínicas odontológicas e laboratórios de prótese até as necessidades de estudantes e especialistas em HOF.

Nossos produtos vão desde insumos essenciais, como materiais de moldagem e resinas odontológicas da Biodente, até equipamentos de alta tecnologia, como motores, autoclaves, raios-x e consultórios odontológicos, passando por insumos para dentística, estética, medicamentos, descartáveis e acessórios.

Além disso, você encontrará também itens para próteses e laboratoriais, garantindo que sua prática profissional esteja sempre equipada com o que há de melhor no setor, alinhado às tendências de mercado, variedade e inovação.

Para que você se sinta totalmente apoiado, também oferecemos suporte técnico especializado, com uma equipe pronta para esclarecer dúvidas e ajudar na escolha dos produtos ideais para sua rotina.

E não acaba aqui! Como sabemos que planejamento é essencial, disponibilizamos condições de pagamento flexíveis, incluindo parcelamento em até 12 vezes sem juros no cartão, para que você possa adquirir tudo o que precisa de forma prática e tranquila.

Por que optar pela Surya Dental nesse momento de fusão com a Biodente?

Aqui na Surya Dental, estamos vivendo um momento transformador. A fusão com a Biodente marca um passo estratégico que reflete nosso compromisso em modernizar e transformar o mercado odontológico, combinando tradição e inovação para criar uma experiência única para você, profissional da área.

Tudo isso nos permite ampliar ainda mais nosso alcance de soluções. Com a força combinada de nossas equipes e a integração de portfólios, garantimos acesso a uma variedade de produtos e serviços que fortalecem a competitividade de clínicas, laboratórios e acadêmicos no setor.

A partir de agora, materiais como resinas odontológicas, motores de alta performance e insumos para próteses estarão disponíveis diretamente no site da Surya Dental, oferecendo ainda mais praticidade e eficiência.

Mas essa transformação vai além de uma simples mudança de identidade visual. Este rebranding representa a reafirmação do nosso papel de liderança no mercado, fortalecendo nosso compromisso em oferecer um serviço ainda mais completo, personalizado e alinhado às necessidades dos nossos clientes.

Já estamos vendo os resultados dessa mudança. Profissionais reconhecem o impacto positivo da fusão, que eleva os padrões de qualidade e atendimento no setor, posicionando nossa marca como uma nova referência no mercado. E você, está pronto para fazer parte dessa nova era? Acesse nosso catálogo virtual e aproveite as vantagens exclusivas dessa parceria!

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Skinbooster e Preenchimento Facial: saiba a diferença entre os procedimentos https://blog.suryadental.com.br/skinbooster-conheca-tudo-sobre-o-procedimento/ https://blog.suryadental.com.br/skinbooster-conheca-tudo-sobre-o-procedimento/#respond Thu, 28 Nov 2024 21:13:00 +0000 https://blog.suryadental.com.br/?p=22175 Os procedimentos Skinbooster e Preenchimento Facial estão cada vez mais em alta devido ao aumento da demanda por procedimentos estéticos.

Apesar de semelhantes, estes são procedimentos distintos. Entender sua diferença é fundamental para indicar aos pacientes qual desses dois tratamentos se encaixa melhor conforme sua necessidade.

Confira quais são as diferenças, semelhanças e particularidades de cada um desses procedimentos estéticos!

O que é skinbooster?

Esse tratamento tem como objetivo hidratar e rejuvenescer a pele do paciente através do uso do ácido hialurônico. Ele é ideal para todos que buscam uma pele mais jovem, pois diminui rugas e linhas de expressão.

Além disso, por ser extremamente benéfico para a saúde da pele, esse procedimento é considerado uma skin care de consultório, ideal para pessoas que não têm muito tempo ou disponibilidade para cuidar da pele em casa.

Como é feito o procedimento?

O skinbooster é realizado por meio de aplicações de ácido hialurônico com uma fina agulha em camadas intermediárias da derme, em regiões estratégicas da pele, conforme a necessidade de cada paciente. Ele atua estimulando a produção natural de colágeno nas fibras elásticas da pele como um todo.

Regiões de aplicação do skinbooster

Esse é um procedimento que oferece inúmeros benefícios. Por esta razão, pode ser aplicado em diversas regiões. Veja quais são as principais:

  • Colo;
  • Área dos olhos;
  • Bochecha;e
  • Lábios;
  • Pescoço;
  • Braços;
  • Cicatrizes de acne;
  • Dorso das mãos.

Quais os benefícios desse tratamento

Seus benefícios são inúmeros, o que justifica seu alto número de adesão. Confira quais são:

  • Tratamento contra cicatrizes de acne e marcas;
  • Redução de olheiras e aspecto de cansaço devido à sua revitalização;
  • Hidratação profunda e intensa com o ácido hialurônico;
  • Melhora da elasticidade através do bioestimulador de colágeno natural;
  • Viço e brilho para a pele devido à retenção de líquidos;
  • Redução significativa de rugas e linhas de expressão.

Quando o skinbooster é indicado?

O skinbooster é indicado tanto para peles jovens quanto para peles mais maduras que desejam uma maior hidratação e rejuvenescimento da pele.

Cuidados e contraindicações

Existem algumas restrições para esse procedimento. Ele não é recomendado para gestantes, alérgicos ao ácido hialurônico, lactantes, pessoas que tenham infecções nas áreas a serem tratadas e pacientes com doenças autoimunes.

Seus riscos são mínimos, mas é importante ressaltar que podem ocorrer algumas vermelhidões na pele e inchaços. Felizmente, seus cuidados são extremamente simples e as compressas de gelo diminuem essas vermelhidões. Dessa forma, esses sintomas desaparecem em até três dias após a aplicação.

Durabilidade do procedimento

Este é um procedimento de rápida aplicação, levando em média 10 minutos para ser finalizado. Apesar de sua velocidade em ser aplicado, sua durabilidade na pele é de 8 meses, aproximadamente.

Vale ressaltar que o período de durabilidade pode variar de pele para pele, de acordo com alguns fatores, como idade e tipo de pele.

Aproveite e leia também nosso blog post sobre bichectomia!

O que é preenchimento facial?

Agora que você já entendeu sobre o skinbooster, vamos compreender melhor sobre o preenchimento facial e qual é a diferença entre eles.

O preenchimento facial é um procedimento estético que visa preencher áreas com pouco volume no rosto e a diminuição de rugas e linhas de expressão por meio da aplicação do ácido hialurônico e outros componentes modeladores biocompatíveis com o rosto, garantindo uma harmonia facial.

Além disso, esse é um tratamento, principalmente, de objetivo estético, entretanto pode ser utilizado para fins de saúde também, especialmente no campo odontológico.

Como é feito o procedimento?

Este é um procedimento extremamente seguro, simples e indolor. Antes da aplicação, o paciente passa por um processo de avaliação com um profissional que indicará quais áreas do rosto precisam do tratamento.

Depois do processo de avaliação, o profissional aplica a anestesia nos locais que receberão o ácido. Posteriormente, o ácido hialurônico é injetado com uma agulha sem ponta nas áreas desejadas.

As variações desse procedimento vão depender da profundidade do tecido que precisa ser alcançado, podendo ser utilizadas agulhas com tamanhos variados.

Para a satisfação do paciente, é fundamental que haja um diálogo com o profissional, no qual sejam alinhadas todas as suas queixas. Desse modo, o profissional irá entender e atender efetivamente às expectativas do paciente.

Regiões de aplicação do preenchimento

Pode ser feito em diversas áreas do rosto, como:

  • Olheiras;
  • Lábios;
  • Queixo;
  • Mandíbula;
  • Bigode chinês;
  • Pé de galinha;
  • Testa;
  • Malar;
  • Têmpora;
  • Lóbulos da orelha.

Quais são os benefícios desse tratamento?

  • É um procedimento seguro e pouco invasivo;
  • Corrige cicatrizes e marcas de acne;
  • Diminui o bigode chinês;
  • Aumenta o volume dos lábios;
  • Remodela o rosto;
  • Correção e preenchimento de olheiras;
  • Repõe o volume perdido do rosto.

Quando esse procedimento é indicado?

Existem diversos problemas que podem ser solucionados pela aplicação de ácido hialurônico. Um deles, por exemplo, é o preenchimento do chamado “buraco negro”, uma área que teve perda de gengiva entre os dentes. Essa situação pode ocorrer em consequência de uma limpeza profunda de tártaro.

Além disso, é um tratamento recomendado para amenizar e suavizar rugas e linhas de expressão, como os chamados “pé de galinha” e “bigode chinês”. Esse também é um procedimento efetivo para a modelação de lábios.

Você também pode ler mais sobre procedimentos de rejuvenescimento nesse texto sobre nosso Bioestimulador Rennova.

Cuidados pós-preenchimento facial

Apesar de ser um procedimento simples e pouco invasivo, alguns cuidados são fundamentais para uma recuperação saudável e tranquila. Esse é um procedimento que demanda maior cuidado e atenção do que o skinbooster. Listamos quais são os principais cuidados aos quais o paciente deve se atentar. Confira!

1. Alimentação

O paciente precisa ingerir alimentos que sejam ricos em nutrientes e vitaminas. Para isso, o médico deve prescrever uma dieta que contenha as seguintes recomendações:

  • Evitar doces;
  • Evitar condimentos;
  • Evitar frituras e alimentos gordurosos;
  • Não ingerir álcool ou fazer uso de cigarro;
  • Hidratação intensa;
  • Ingerir alimentos leves;
  • Ingerir alimentos ricos em nutrientes e vitaminas.

2. Repouso

O paciente também deve se abster de tarefas que exijam esforço físico e permanecer em repouso. Atividades e exercícios físicos devem ser evitados ao máximo possível.

3. Cuidados pessoais

Além disso, é importante que o paciente mantenha os seguintes cuidados pessoais:

  • Utilizar muito filtro solar;
  • Fazer compressas de gelo na região;
  • Manter a higiene para facilitar o processo de cicatrização do local;
  • Evitar massagear as áreas de aplicação.

Quais são as contraindicações?

Esse é um procedimento estético restrito para mulheres grávidas, pessoas que fazem uso de anti-inflamatórios, alérgicos ao ácido hialurônico e portadores de lesões cutâneas.

Durabilidade do tratamento

A durabilidade do preenchimento facial varia de acordo com cada paciente. A média de duração desse procedimento é de dois anos. Os resultados costumam aparecer logo após uma semana de sua realização, com a diminuição do inchaço nas áreas de aplicação.

Qual a principal diferença entre skinbooster e preenchimento facial?

Apesar de ambos serem realizados com a aplicação da mesma substância, o ácido hialurônico, suas finalidades são distintas.

Sua maior diferença está no objetivo de cada tratamento. O skinbooster é um procedimento que tem como objetivo recuperar a elasticidade e a hidratação da pele por meio de diferentes tipos de ácido hialurônico. Ele também visa o tratamento da pele como um todo e não apenas em áreas específicas.

Consequentemente, deixa a pele mais jovem através do estímulo à absorção de água, o que ocasiona a regeneração cutânea e a formação de colágeno. Esse é um procedimento minimamente invasivo e conta com uma aplicação do ácido hialurônico em menor quantidade, já que não visa aumentar o volume de nenhuma região do rosto.

Já o preenchimento facial, além de ser um tratamento mais comum, é destinado a repor volumes que se perderam no rosto e reparar imperfeições indesejadas e adquiridas ao longo da vida, como as rugas, marcas e linhas de expressão.

Ele também conta com a aplicação do ácido hialurônico em maior quantidade, cujo objetivo é proporcionar maior volume em regiões específicas do rosto.

A escolha entre os dois procedimentos deve ser feita a partir da avaliação de um especialista que analisará qual deles atende melhor às necessidades e às expectativas de cada paciente.

Essas foram as principais diferenças entre skinbooster e preenchimento facial, com as especificações de cada um desses procedimentos. Se quiser continuar por dentro dos procedimentos odontológicos, fique com a gente e leia mais sobre em nosso blog. Até a próxima leitura!

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https://blog.suryadental.com.br/skinbooster-conheca-tudo-sobre-o-procedimento/feed/ 0
Guia do isolamento absoluto: confira dicas de como fazer https://blog.suryadental.com.br/isolamento-absoluto/ https://blog.suryadental.com.br/isolamento-absoluto/#comments Mon, 25 Nov 2024 10:00:00 +0000 http://blog.suryadental.com.br/?p=11050 Alcançar resultados de alta qualidade em cada procedimento é um objetivo fundamental para qualquer cirurgião-dentista. Entre as práticas essenciais que garantem esses resultados, destaca-se o isolamento absoluto (IA) em odontologia, uma técnica indispensável para procedimentos que exigem controle de umidade e segurança adicional.

Apesar de sua importância, alguns profissionais ainda optam por ignorar o isolamento absoluto, acreditando que, sem ele, o atendimento será mais rápido e prático. No entanto, essa escolha pode comprometer a segurança e a eficácia do tratamento. A pressa, nesse caso, pode significar um risco maior de contaminação, redução da qualidade do procedimento e uma experiência menos segura para o paciente.

Se busca tornar seus atendimentos odontológicos mais seguros e eficazes, este guia sobre isolamento absoluto em odontologia foi criado para você. Aqui, reunimos informações detalhadas e dicas práticas de como aplicar essa técnica fundamental. Aproveite a leitura!

O que é o isolamento absoluto? Para o que serve?

O isolamento absoluto é, antes de tudo, uma técnica eficaz para conter a salivação, o que proporciona ao dentista um campo de trabalho livre de umidade. Foi introduzido na odontologia em 1864, nos Estados Unidos, por Sanford C. Barnum.

Desde então, tornou-se uma prática comum em consultórios odontológicos, conhecida por suas inúmeras vantagens nos tratamentos endodônticos que exigem controle rigoroso de umidade e segurança, como:

  • Restaurações (o campo úmido prejudica os materiais restauradores);
  • Intervenções operatórias (com o objetivo de manter a região limpa, seca e afastar bochecha, lábio e língua);
  • Procedimentos que gerem aerossóis ou gotículas (reduzem significativamente partículas suspensas no ar em um diâmetro de 1 metro);
  • Colagem dos brackets ortodônticos (protege o paciente de engolir peças e reduz o tempo de trabalho);
  • Trabalhos protéticos.

Além disso, o IA previne que o paciente engula ou aspire pequenas peças ou fragmentos de materiais utilizados durante o procedimento, tornando-o mais seguro. Essa barreira física também minimiza o risco de contaminação por fluidos bucais, o que contribui para reduzir possíveis complicações pós-operatórias, como infecções.

Outra grande vantagem do isolamento absoluto é que ele melhora significativamente a visibilidade e o acesso à área de tratamento, proporcionando um campo de visão claro e preciso para o cirurgião-dentista. Isso permite que o profissional execute procedimentos de forma mais segura e eficaz, garantindo melhor qualidade e precisão.

Como fazer o isolamento absoluto? Confira o passo a passo!

O isolamento absoluto é uma técnica essencial para manter o campo operatório seco e seguro durante procedimentos odontológicos, por isso, saber todas as etapas do procedimento é essencial. A seguir, você confere o passo a passo completo para aplicar o isolamento absoluto com eficácia, garantindo segurança tanto para você quanto para o seu paciente!

1. Faça a marcação do lençol de borracha

O primeiro passo para fazer o IA é marcar o lençol de borracha com a caneta. Para isso, prenda-a ao arco metálico Young nas extremidades. Em seguida, peça para que o paciente abra a boca e apoie o lençol sobre os dentes que serão isolados, marcando-os com a caneta sobre a borracha. Esse passo é essencial para garantir que os furos estejam alinhados aos dentes, evitando rasgos ou falhas na vedação.

É muito importante escolher o tipo de luva descartável para utilizar durante todo o processo, bem como dar preferência às pinças para manusear os objetos, utilizando as mãos somente quando necessário. Alguns dentistas traçam uma cruz no lençol, dessa forma, fica mais fácil encontrar seu centro e marcar os dentes.

Dica: dependendo da posição dos dentes, peça para que o paciente incline mais ou menos a cabeça, assim, não haverá desconforto.

2. Perfure o lençol de borracha

Depois da marcação, retire o lençol e utilize o alicate perfurador (modelo Ainsworth) para fazer furos nos pontos marcados. Garanta que o diâmetro dos furos seja adequado para cada dente, pois um ajuste incorreto pode comprometer a eficácia do isolamento.

Para facilitar a adaptação do lençol aos dentes e evitar rasgos, aplique um lubrificante à base de água sobre os furos realizados, nunca utilizando derivados de petróleo, como vaselina.

3. Encaixe do grampo de fixação

O próximo passo é encaixar o grampo que fixará o campo operatório. Selecione o grampo adequado de acordo com o dente a ser isolado, considerando o formato e a necessidade de retração gengival. Depois, coloque-o sobre o furo correspondente à marcação, expandindo o lençol.

Os demais furos servirão para encaixar os outros dentes. Com a pinça Palmer (ou pinça porta-grampo), posicione o grampo cuidadosamente no dente, garantindo que esteja firmemente ajustado e confortável para o paciente. Com o dedo, vá abrindo o restante dos furos para que se adaptem aos demais dentes.

4. Adapte o lençol ao redor dos dentes

Após fixar o grampo no dente principal, ajuste os furos restantes sobre os dentes adjacentes, posicionando o lençol de maneira suave para que cada dente se encaixe no respectivo furo.

Passe fio dental entre os dentes, pressionando o lençol para que ele fique próximo à base deles, na região gengival. Esse ajuste finaliza a vedação e evita a entrada de saliva no campo operatório.

5. Faça a fixação completa e os ajustes finais

Use uma espátula para ajustar o lençol de borracha ao redor da cervical dos dentes, assegurando que ele fique totalmente vedado e fixo. Isso é essencial para evitar qualquer entrada de umidade durante o procedimento. Verifique o conforto do paciente e, se necessário, ajuste a posição da cabeça para melhorar o acesso e minimizar qualquer desconforto.

Leia também: Como montar uma rotina de limpeza no consultório odontológico.

Como fazer a remoção do isolamento absoluto?

A remoção correta do isolamento absoluto é tão importante quanto a sua aplicação, pois garante que o campo operatório seja desfeito sem desconforto para o paciente e sem comprometer o resultado do procedimento. Então, siga nosso passo a passo para que o processo seja seguro e eficiente!

1. Retire o grampo

Utilize a pinça Palmer para soltar cuidadosamente o grampo fixado ao dente. Certifique-se de que ele seja retirado de forma suave para evitar qualquer dano ao tecido gengival ou desconforto ao paciente. Após remover o grampo, reserve-o em um local seguro e prossiga para o próximo passo.

2. Solte o lençol do arco porta-dique

Com o grampo já removido, solte o lençol de borracha do arco porta-dique, geralmente o modelo Young. Essa etapa deve ser realizada com cautela para que o lençol não se mova de forma brusca, evitando desconforto ao paciente e preservando a integridade do campo operatório até a completa remoção.

3. Corte as porções proximais do lençol

Utilize uma tesoura pequena e afiada para cortar as porções proximais do lençol de borracha. Faça o corte rente à região vestibular, com muita atenção e cuidado, para evitar cortes excessivos e danos à gengiva. Esse corte permitirá que o lençol seja removido de maneira uniforme, preservando o conforto do paciente e facilitando a remoção gradual.

4. Faça a remoção final do lençol

Após o corte, remova o lençol de borracha começando pela parte de baixo, puxando-o com calma e de forma gradual. Essa remoção controlada evita que ele se prenda nos dentes ou cause desconforto ao paciente. Continue puxando até que o lençol seja totalmente retirado, garantindo que não fiquem resíduos no campo operatório.

Quais são os materiais utilizados no isolamento absoluto?

Para realizar o isolamento absoluto com segurança e eficiência, o cirurgião-dentista deve contar com uma série de materiais odontológicos. Cada item tem uma função específica para garantir um campo operatório seco, livre de contaminações e com ótima visibilidade, o que é fundamental para procedimentos odontológicos precisos e eficazes.

Por isso, trouxemos uma lista com os principais materiais utilizados para o isolamento absoluto e suas indicações de uso. Continue a leitura e confira!

Lençol de borracha para isolamento absoluto

O lençol de borracha, também conhecido como dique de borracha, é o componente principal do isolamento absoluto. Ele cria uma barreira física ao redor do dente ou área de tratamento, bloqueando a entrada de saliva e outros fluidos bucais.

Na escolha do lençol, é recomendável optar por cores que contrastem com os dentes, como o azul ou o verde, pois isso facilita a visibilidade do profissional durante o procedimento.

Dica: muitos profissionais utilizam lubrificantes para facilitar o ajuste do dique ao redor do dente. Embora a vaselina seja comumente usada, é importante evitar seu uso, pois, por ser um derivado de petróleo, pode corroer o material e comprometer a segurança do campo operatório. Prefira lubrificantes à base de água, que são mais seguros e não danificam o dique.

Arco porta-dique

Para manter o dique de borracha estendido e firme, utiliza-se o arco porta-dique. Ele é reutilizável e fundamental para garantir que o campo operatório fique estável durante o procedimento, encontrado principalmente em dois modelos:

  • Modelo Young: possui formato em “U” e pontas metálicas;
  • Modelo Ostby: tem um formato circular.

Alicate perfurador

O alicate perfurador é utilizado para realizar as perfurações no lençol de borracha, permitindo que ele se ajuste ao redor do dente a ser isolado. O modelo Ainsworth é uma das opções mais comuns, oferecendo perfurações precisas e de diferentes tamanhos, adaptáveis ao diâmetro dos dentes.

Além disso, será necessário utilizar um arco metálico Young, grampos (com e sem asa, dependendo do dente) e uma pinça Palmer. Para fazer as marcações, utilize uma caneta comum para retroprojetor, e para fortalecer a fixação, utilize fio dental.

Pinça porta-grampo

A pinça porta-grampo, também chamada de pinça Palmer ou Brewer, é um instrumento essencial para adaptar os grampos ao dente. Ela permite que o profissional posicione e remova os grampos com precisão, garantindo um ajuste seguro e confortável.

Grampos para isolamento absoluto

Os grampos para isolamento absoluto são componentes indispensáveis, pois fixam o lençol de borracha ao redor do dente e proporcionam uma retração gengival adequada. Cada um tem um formato específico, desenhado para diferentes tipos de dentes e situações clínicas. Existem grampos com e sem asa, sendo a escolha baseada na necessidade de retração e no tipo de dente em questão.

Cuidados e manutenção dos materiais para isolamento absoluto

A qualidade e a durabilidade dos materiais utilizados no isolamento absoluto são essenciais para garantir a segurança e a eficácia dos procedimentos odontológicos. Então, para que esses itens mantenham seu desempenho e durem por mais tempo, é importante adotar cuidados específicos com higienização, armazenamento e manuseio. Confira a seguir!

Leia também: Por que você deveria usar detergente enzimático no consultório?

Higienize os materiais reutilizáveis

Itens como o arco porta-dique, alicate perfurador e pinça porta-grampo são reutilizáveis e devem ser esterilizados após cada uso. Afinal, a higienização adequada não apenas evita a contaminação cruzada entre os pacientes, mas também contribui para a preservação desses instrumentos. Recomendações de higienização incluem:

  • Limpeza inicial: após o uso, limpe o excesso de resíduos com uma escova macia e água corrente. Evite produtos abrasivos que possam danificar as superfícies dos instrumentos;
  • Esterilização: siga as orientações do fabricante para o processo de esterilização. Autoclaves são geralmente recomendadas, mas é importante verificar se o material suporta o calor e a pressão do equipamento;
  • Secagem completa: antes de armazenar, certifique-se de que os instrumentos estejam completamente secos para evitar oxidação, especialmente em materiais metálicos.

Armazene os materiais adequadamente

O armazenamento adequado dos materiais para isolamento absoluto é fundamental para evitar desgastes e danos. Primeiramente, você deve guardá-los em um local seco e protegido da umidade, que pode provocar corrosão em peças metálicas.

Além disso, armazene os instrumentos em bandejas ou caixas específicas para manter a organização e facilitar o acesso durante os procedimentos. Isso também ajuda a evitar o contato desnecessário entre as peças, minimizando riscos de danos.

Por fim, vale mencionar que lençóis de borracha e outros itens de látex devem ser armazenados longe de fontes de luz direta e calor, pois essas condições podem degradar o material, causando ressecamento e perda de elasticidade.

Tome os cuidados especiais com o lençol de borracha

O lençol de borracha é um dos itens mais utilizados no isolamento absoluto. Seu estado afeta diretamente a eficiência da barreira de isolamento, então, para garantir sua durabilidade e evitar desgastes, considere armazená-lo em local escuro ou em embalagem opaca, pois a exposição à luz pode enfraquecer o lençol de borracha, causando ressecamento.

Outra dica é evitar o calor excessivo, que pode acelerar o envelhecimento do látex e comprometer sua flexibilidade. Se necessário, opte sempre por lubrificantes à base de água, pois não reagem com o material do lençol, evitando desgaste prematuro.

Faça uma inspeção regular dos materiais

Antes de cada procedimento, é importante realizar uma inspeção dos materiais de isolamento para garantir que estejam em boas condições. Em primeiro lugar, verifique a integridade do lençol de borracha: pequenos rasgos ou perfurações podem comprometer a barreira de isolamento. Troque o lençol se detectar algum dano.

Depois, cheque o estado dos grampos e arcos porta-dique — grampos com bordas danificadas ou arcos deformados devem ser substituídos para evitar desconforto ao paciente e falhas no isolamento.

Viu como não é difícil? Esses cuidados ajudam a prolongar a vida útil dos materiais, reduzindo custos e mantendo a segurança e a qualidade dos atendimentos. A manutenção correta dos instrumentos também garante que o isolamento absoluto em odontologia seja sempre realizado com o máximo de eficiência e segurança para o paciente!

Qual a diferença entre o isolamento absoluto e o isolamento relativo?

Como mencionamos, o isolamento é uma etapa crucial para a realização de procedimentos odontológicos com segurança, controle de contaminação e precisão. Mas existem dois tipos principais utilizados na odontologia: o isolamento absoluto e o isolamento relativo.

Isolamento absoluto

O isolamento absoluto utiliza um dique de borracha que envolve o dente ou a região a ser tratada, criando uma barreira completa entre o campo operatório e o ambiente bucal. Ele oferece proteção máxima contra contaminação por saliva, sangue e outros fluidos bucais, além de impedir que o paciente ingira materiais ou instrumentos usados no procedimento.

Esse método é amplamente utilizado em tratamentos como endodontia (tratamento de canal), restaurações adesivas e procedimentos estéticos. Suas principais vantagens incluem:

  • Controle completo da umidade: mantém o campo de trabalho totalmente seco, essencial para procedimentos com materiais adesivos e restaurações, que exigem um ambiente sem interferência de umidade para garantir a adesão;
  • Segurança para o paciente: evita que pequenas peças, líquidos ou fragmentos sejam engolidos ou aspirados;
  • Melhor visibilidade e acesso: facilita a visualização do campo de trabalho, contribuindo para a precisão do procedimento.

Isolamento relativo

O isolamento relativo, por outro lado, é realizado com o auxílio de rolos de algodão, sugadores e outros materiais auxiliares para reduzir, mas não eliminar totalmente, a umidade no campo operatório.

Esse método é menos invasivo e pode ser mais confortável para o paciente, embora não ofereça o mesmo nível de controle de contaminação que o isolamento absoluto. As principais indicações e características do isolamento relativo são:

  • Controle parcial da umidade: reduz a salivação e mantém o campo operatório mais seco, mas sem a vedação completa que o dique de borracha proporciona;
  • Conforto para o paciente: é mais indicado para procedimentos rápidos e menos complexos, como remoções de cáries superficiais e procedimentos profiláticos;
  • Facilidade de aplicação: geralmente mais rápido e prático de aplicar, o que pode ser vantajoso em atendimentos de rotina onde o isolamento absoluto não é indispensável.

A escolha entre o isolamento absoluto e o relativo depende das necessidades específicas do procedimento e dos requisitos de controle de umidade e segurança. Para tratamentos mais delicados e que exigem máxima assepsia, o isolamento absoluto é preferível. Já para intervenções simples e de menor duração, o isolamento relativo pode ser suficiente e até mais confortável para o paciente.

Quais são as desvantagens do isolamento absoluto?

Como qualquer técnica, o isolamento absoluto apresenta alguns desafios que, embora possam ser obstáculos, não devem ser motivos para ignorar seu uso. Em vez disso, esses pontos exigem atenção e adaptações para garantir a melhor aplicação possível.

O primeiro desafio ocorre em casos de dentes pouco erupcionados, terceiros molares e dentes mal posicionados, que podem dificultar a adaptação do isolamento absoluto. Nesses casos, o dentista pode precisar de técnicas ou instrumentos específicos para viabilizar o uso do isolamento.

Outro ponto é o possível desconforto do paciente. O uso do isolamento absoluto pode, em alguns casos, gerar sensações de pressão ou incômodo, especialmente em pacientes mais sensíveis ou ansiosos. Explicar o procedimento e tranquilizar o paciente sobre seus benefícios pode ajudar a minimizar essa percepção.

Além disso, as reações alérgicas que aparecem na clínica odontológica merecem ser consideradas. Pacientes alérgicos ao látex, por exemplo, podem desenvolver reações adversas ao dique de borracha usado no isolamento. Os sinais incluem inchaço, erupções na pele e coceira na área de contato.

Em casos extremos, o látex pode provocar choque anafilático, uma reação alérgica grave que exige atenção imediata. É fundamental que o profissional identifique a alergia e opte por materiais alternativos, como o dique de borracha sem látex, sempre que necessário.

Como identificar se o paciente é alérgico ao látex?

Nem todos os pacientes têm conhecimento sobre uma possível alergia ao látex. Por isso, é essencial que o cirurgião-dentista tome medidas preventivas durante a anamnese para evitar qualquer reação adversa que possa ocorrer com o uso do isolamento absoluto em odontologia.

Para ajudar na identificação, recomenda-se incluir perguntas específicas sobre exposição ao látex, conforme orientado no artigoRecomendações para o diagnóstico de alergia ao látex”. A seguir, estão algumas questões importantes que podem ser integradas à anamnese:

  • Já trabalhou ou trabalha na área da saúde? Se sim, há quanto tempo e com que frequência utilizou luvas de látex?;
  • Utilizou ou utiliza luvas de látex em outras atividades profissionais? Especificar o tipo de material é relevante para avaliar a exposição;
  • Já recebeu alimentação por sonda nasogástrica? Em caso afirmativo, perguntar sobre o material utilizado na sonda;
  • Já fez uso de sonda vesical ou outros dispositivos médicos de borracha?;
  • Tem contato frequente com produtos de látex no dia a dia? Exemplo: balões de festa, preservativos, elásticos e outros materiais de borracha;
  • Pratica hobbies que envolvem o uso de materiais de borracha? Esportes ou atividades que utilizem equipamentos de látex, como mergulho, também podem ser fatores de exposição;
  • Tem familiares com alergia ao látex? Indagar sobre a presença de histórico familiar, incluindo o grau de parentesco, pode indicar predisposição genética;
  • Apresenta algum sintoma ao usar produtos de látex? Perguntar se já experimentou irritações, coceira, vermelhidão ou outros sintomas específicos;
  • Possui histórico de dermatite de contato ou asma? Indivíduos com essas condições podem ter maior propensão a reações alérgicas ao látex.

Além desse questionário detalhado na anamnese odontológica, é possível recomendar um exame laboratorial, como o teste de sensibilização ao látex, para confirmar ou descartar a presença de alergia. Essa abordagem ajuda a garantir segurança total no atendimento e a prevenir reações adversas durante o uso do isolamento absoluto.

O cuidado com a segurança e o conforto dos pacientes deve ser prioridade em qualquer procedimento odontológico. O uso correto do isolamento absoluto é uma prática essencial que não só melhora a biossegurança do campo operatório, mas também proporciona melhores condições de trabalho e resultados mais precisos e confiáveis.

Ao garantir um campo operatório limpo e livre de contaminações, o cirurgião-dentista oferece um atendimento de alta qualidade que impacta diretamente a satisfação e a confiança dos pacientes. Desde a preparação do isolamento até sua remoção cuidadosa, cada etapa contribui para a segurança e o sucesso do procedimento.

E para realizar o isolamento absoluto com os melhores materiais e assegurar a segurança dos seus pacientes, você deve contar com itens e equipamentos de alta qualidade. A Surya Dental, com mais de 25 anos de experiência, oferece uma linha completa de soluções odontológicas que atendem aos mais altos padrões do setor. Então, conheça nossa seleção de produtos e equipe seu consultório com o que há de melhor!

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Passo a passo de como fazer moldagem com silicone de adição https://blog.suryadental.com.br/atualizacao-passo-a-passo-de-como-fazer-moldagem-com-silicone-de-adicao/ https://blog.suryadental.com.br/atualizacao-passo-a-passo-de-como-fazer-moldagem-com-silicone-de-adicao/#respond Tue, 11 Jun 2024 10:00:00 +0000 http://blog.suryadental.com.br/?p=15252 Quando o assunto é moldagem, o silicone de adição é um dos materiais mais utilizados pelos dentistas. O produto oferece muitas vantagens, como alta precisão, excelente capacidade de reprodução de detalhes e estabilidade dimensional, além de ser mais fácil de manipular do que o silicone de condensação. 

Mas, para alcançar todos esses benefícios, é preciso saber as técnicas certas para uma boa moldagem com silicone de adição. Com a prática e o produto ideal, você atinge um molde preciso e fiel para os seus estudos de casos clínicos

Neste post, você vai entender mais sobre o produto, desde as características e aplicações até dicas de técnicas para um bom trabalho. Confira a seguir e boa leitura! 

O que é silicone de adição? 

O silicone de adição, também chamado de silicona de adição ou polivinilsiloxano, é um material de impressão elástica, utilizado na confecção de moldes e próteses dentárias. O que o diferencia é a capacidade de não sofrer deformações significativas ao longo do tempo, garantindo moldagens mais precisas e fidedignas.  

Vale citar que não pode ser manipulado com luvas de látex, devido ao fato de que o enxofre, presente nas luvas de látex e em alguns modelos de luvas nitrílicas, pode inibir a reação do material. 

Características do silicone de adição 

O silicone de adição consolidou-se como o padrão-ouro na odontologia devido à sua sofisticada composição química, que elimina a formação de subprodutos e garante uma fidelidade anatômica inigualável. Confira:

1. Alta precisão 

O silicone de adição tem uma retração muito baixa após a polimerização, o que significa que as impressões mantêm suas dimensões originais, resultando em próteses mais bem ajustadas. 

2. Resistência a deformações 

O material é muito resistente a deformações, uma vez que se torna bastante rígido após a cura, mantendo a fidelidade do molde. A propriedade é essencial para a garantia de próteses com boa adaptabilidade. 

3. Tempo de trabalho/presa controlado 

Com a substância, dentistas podem escolher entre diferentes tempos de presa, adequando-os conforme a necessidade do procedimento a ser realizado. 

4. Compatibilidade com processos de vazamento 

Impressões feitas com silicone de adição são compatíveis com vários tipos de gesso, facilitando a etapa de vazamento e garantindo moldes detalhados e precisos. 

5. Hidrofilia 

O material é hidrofílico (atraído pela água), o que facilita a captura de detalhes, até mesmo em ambientes úmidos, como é o caso da cavidade oral. Isso melhora a qualidade final da impressão. 

6. Estabilidade em diferentes condições 

Mantêm as propriedades físicas e químicas, mesmo quando armazenado em diferentes condições de temperatura e umidade

Silicone de adição: para que serve? 

O silicone de adição é utilizado na odontologia principalmente para a preparação de moldagens de alta precisão. O material tem capacidade de reproduzir detalhes precisos, o que é crucial em várias aplicações odontológicas, incluindo a confecção de próteses, coroas, pontes e outros dispositivos que requerem uma alta fidelidade das estruturas dentais e gengivais. 

Tipos de viscosidade do silicone de adição e quando usar cada um

O silicone de adição está disponível em diferentes níveis de viscosidade, o que permite adaptar o material às necessidades de cada técnica de moldagem e tipo de procedimento odontológico.

A viscosidade está relacionada à fluidez do material e à sua capacidade de escoar e registrar detalhes das estruturas dentárias e gengivais. Por isso, escolher a consistência correta é essencial para garantir precisão e estabilidade na moldagem.

De modo geral, os silicones de adição são classificados em quatro principais viscosidades: pesada (putty), regular (medium body), leve (light body) e extraleve (extra light body). Entenda mais detalhes:

1. Silicone pesado (Putty)

O silicone pesado possui alta viscosidade e consistência mais densa. Ele é normalmente utilizado na primeira etapa da moldagem, especialmente nas técnicas de dupla moldagem ou simultânea. Sua função principal é atuar como base na moldeira, oferecendo suporte para o material mais fluido. Além disso, apresenta boa estabilidade dimensional e resistência à deformação.

2. Silicone de viscosidade regular (Medium body)

O silicone de viscosidade média apresenta um equilíbrio entre fluidez e consistência. Ele pode ser utilizado em diferentes técnicas de moldagem, especialmente na técnica monofásica. Sua principal vantagem é permitir uma boa reprodução de detalhes ao mesmo tempo em que mantém resistência suficiente para garantir estabilidade durante a remoção do molde.

3. Silicone leve (Light body)

O silicone leve possui maior fluidez, o que facilita sua penetração em sulcos gengivais, margens de preparo e outras áreas de difícil acesso. Por isso, costuma ser aplicado com seringa diretamente sobre o preparo dentário antes da inserção da moldeira com o material mais denso.

4. Silicone extraleve (Extra light body)

O silicone extraleve apresenta a menor viscosidade entre as opções disponíveis. Sua alta fluidez possibilita a reprodução extremamente detalhada de superfícies dentárias e margens cervicais. É indicado principalmente em casos que exigem máxima precisão, como moldagens para coroas, facetas e próteses sobre implantes dentários.

Na prática clínica, é comum utilizar duas viscosidades combinadas durante o procedimento. Enquanto o silicone mais fluido registra os detalhes das estruturas dentárias, o material mais denso fornece suporte e estabilidade ao conjunto da moldagem.

Como fazer a moldagem perfeita? 

Existem diversas técnicas corretas para a moldagem com silicone de adição. Você apenas precisa encontrar aquela que está mais alinhada com o seu dia a dia e que combina com as suas necessidades. 

E claro, é importante lembrar que existe uma combinação de fatores que gera um bom resultado. Por isso, vamos aprofundar mais o assunto a seguir. Confira! 

1. Preparação do paciente 

Uma boa moldagem com silicone também é reflexo de cuidados com os detalhes, como a preparação do paciente. Na consulta que antecede a moldagem ou por meio de uma ligação, pelo menos um dia antes do procedimento, passe todas as informações necessárias à pessoa.

Antes de realizar o procedimento, é indicado fazer um teste com o paciente; assim, você poderá ver e analisar o fechamento da boca, corrigir e ajudá-lo a encontrar a postura correta para realizar a moldagem. Dessa forma, é possível evitar algumas situações na hora de efetuar o trabalho. 

Uma situação muito comum na moldagem, por exemplo, são os enjoos por parte do paciente. Isso acontece porque a boca começa a produzir saliva durante o procedimento. Consequentemente, a pessoa tenta engolir e não consegue, ficando com a sensação de asfixia. 

Para evitar esse episódio, peça para o paciente abaixar a cabeça, respirar pelo nariz, não engolir a saliva e repetir todos os passos que foram feitos durante o teste, que citamos no parágrafo anterior. 

2. Técnicas de moldagem 

Apesar de haver um bom leque de opções em técnicas, as mais utilizadas para a moldagem com silicone de adição são a de estágio um (simultânea) e estágio dois. Para ambos os procedimentos, você vai precisar usar dois silicones de consistências diferentes. 

Na de estágio um, a moldagem é feita de forma mais rápida e com a aplicação do silicone pesado e leve ao mesmo tempo. Já na técnica de estágio dois, os silicones são moldados em momentos distintos e é feito um alívio no silicone pesado para encaixar o leve. 

Há também outra técnica que pode ser uma boa opção, a monofásica, que consiste na aplicação do silicone diretamente na boca do paciente para tirar o molde. Ela é muito prática, fácil e pode ser feita com apenas um silicone. 

3. Materiais de moldagem de silicone de adição 

Conjunto de ferramentas dentárias organizadas, incluindo moldes e seringas.

Os materiais utilizados durante a moldagem também merecem um cuidado redobrado, já que podem influenciar o resultado. Começando pela escolha das luvas: utilize sempre a de vinil ou nitrílica, nunca a de látex. 

Conforme já comentamos, as luvas de látex contêm enxofre e essa substância pode ser transferida para o preparo dentário e os tecidos moles adjacentes. Além disso, esse composto afeta a polimerização, pois pode contaminar o catalisador e retardar ou extinguir o processo. 

Para que a moldagem tenha um resultado mais perfeito, sem bolhas e rasgos, troque a espatulação manual por uma pistola para silicone de adição automisturadora, que apresenta uma série de vantagens, como: 

  • Menor possibilidade de erro no proporcionamento e homogeneização; 
  • Menor possibilidade de contaminação; 
  • Menor incorporação do ar. 

Além desses materiais para moldagem com silicone de adição, são necessários a moldeira, placa de vidro para manipulação, espátula e lecron.

4. Consulte instruções e prazos de validade 

Parece extremamente óbvio falar sobre a consulta de instrução ou prazo de validade, certo? Mas acredite, é muito necessário. Quantas vezes, com a correria da rotina, não nos esquecemos de nos certificar sobre as validades dos produtos que guardamos em nosso estoque? Ou não fazemos uma gestão correta do controle de estoquedo consultório? Isso pode acontecer com todos! 

É preciso sempre ter a data de validade em mente e, inclusive, encontrar um meio de organizar esses produtos para que você não utilize nada vencido, assim como não desperdice. Além disso, é importante lembrar que produtos que passam da data de validade, com o tempo, perdem as propriedades. 

Quanto às instruções de uso do fornecedor, sem dúvidas, elas devem ser seguidas criteriosamente. Por vezes, quando mudamos de marca, aplicamos os mesmos passos para o novo produto, sem conferir o que é proposto na etiqueta. E, com isso, vem o risco de prejudicar a estabilidade dimensional e o tempo de endurecimento, fazendo com que a moldagem não seja bem-feita.  Apesar de um preço mais elevado, o silicone de adição oferece benefícios que facilitam e melhoram o trabalho em moldagem. 

5. Afastamento gengival 

O afastamento gengival é importante para um bom resultado de moldagem, pois possibilita a visualização perfeita da linha de término dos preparos coronários durante a preparação da moldagem e, como consequência, uma peça protética mais fiel. 

Para fazer o afastamento gengival, o dentista pode optar pelos meios químicos, mecânicos e mecânicos-químicos. Para a moldagem com silicone em adição, a técnica mais utilizada é mecânica ou mecânica-química, por meio do uso do fio de retração com ou sem hemostático. 

O uso do fio retrator dentro do sulco permite uma expansão de 0,5 mm, que é indicada para uma moldagem com silicone de adição. Assim, você evita rupturas ou espaços vazios nas margens cervicais. 

6. Escolha a moldeira correta 

Ao fazer uma moldagem, é preciso estar atento a todos os detalhes e, claro, um deles são as ferramentas utilizadas durante o processo. A moldeira deve ser escolhida corretamente para que o encaixe seja adequado. Nunca opte por uma menor para não prejudicar o resultado e rasgar o molde ou criar espaços vazios

A consistência da moldeira também deve ser levada em consideração: caso seja muito mole, pode não aguentar o material escolhido para a moldagem. 

7. Respeite o tempo do silicone 

Outra dica de ouro é deixar o silicone de adição no tempo de vazamento correto. Talvez você já tenha se deparado com algum molde que apresenta sulcos ou bolhas. Isso acontece pela liberação de hidrogênio depois de vazar o modelo. Logo, é muito importante que você siga rigorosamente o tempo indicado pelo produto. 

Pode parecer algo óbvio, mas é comum que os cirurgiões-dentistas percam a noção do tempo com os outros afazeres da clínica. 

Como resolver problemas na moldagem? 

Durante a moldagem com silicone de adição, problemas podem acontecer e, em alguns casos, há soluções para contornar a situação. Separamos algumas ocorrências e dicas para lidar com elas da melhor forma. Vamos conferir! 

1. Espaços vazios nas superfícies bucal e lingual 

É uma ocorrência frequente e pode acontecer pelas seguintes causas:  

  • Quando a quantidade do material de revestimento da moldagem é insuficiente e não consegue se fixar corretamente, deixando um pequeno espaço;
  • Quando a temperatura ambiente está bastante elevada e causa endurecimento do material de revestimento ou da moldeira;
  • Menor tempo de trabalho. 

Para evitar esse tipo de episódio, é essencial utilizar os materiais odontológicos corretos para aplicação de seringa, assim como ficar atento se o material de revestimento está fluindo totalmente ao redor da região preparada, pois só dessa forma o resultado será fiel e detalhado.

Outro ponto importante é manter o material refrigerado até o momento de uso nos dias mais quentes — ou então, se você vive em uma cidade de temperaturas elevadas. Dessa forma, o tempo de trabalho, endurecimento e viscosidade se mantêm conforme o esperado. 

A terceira dica para esse tipo de ocorrência é preencher o sulco inteiro e cobrir com material de preparação em uma única vez. Mantenha a ponta intraoral da seringa no material para evitar bolhas. 

2. Rasgamento 

O rasgamento é uma das situações que mais preocupam os dentistas, já que altera totalmente a precisão do sulco e a superfície do dente.  Isso pode acontecer quando a moldeira é removida antes do tempo de endurecimento e, por isso, ressaltamos anteriormente a importância de observar as indicações dadas pelo fabricante. 

Outros aspectos que contribuem para o rasgamento são a retração feita de forma incorreta, preparação inadequada do dente, contaminação por luvas de látex e a escolha por produtos com baixa resistência, especialmente quando é necessário um mais forte. 

Essas situações podem ser corrigidas por meio de uma preparação completa, que inclui o uso da técnica de fio duplo, preparo do dente de forma correta, não utilizar luvas de látex para organizar ou tocar em materiais, atentar-se às indicações do fabricante e à data de validade e, claro, escolher um bom item. 

3. Saliências 

Assim como espaços vazios prejudicam o trabalho, as saliências, que são opostas à primeira situação, também modificam o resultado. Esse episódio ocorre quando a moldagem é movimentada antes de o material estar totalmente endurecido. 

Para que não aconteça esse quadro, evite movimentar a moldeira enquanto o material não estiver endurecido e crie espaço na pasta densa para o material de revestimento. 

Ao cumprir os cuidados citados aqui, as chances de uma boa moldagem com silicone de adição aumentam consideravelmente e, claro, você obterá bons resultados e um tratamento mais preciso.

Vantagens e desvantagens do silicone de adição 

O silicone de adição conta com diversos benefícios aos cirurgiões-dentistas durante a moldagem das peças. Uma das principais é estabilidade dimensional a longo prazo, permitindo que as impressões sejam armazenadas por períodos relativamente longos antes de serem vazadas. Além disso, outras vantagens do material são: 

  • Reprodução de detalhes: a precisão proporciona impressão de minuciosidades;
  • Resistência ao rasgamento: permitindo remover as impressões da boca sem danificar detalhes finos;
  • Tempo de trabalho/presa: pode ser controlado, facilitando o uso em diferentes procedimentos;
  • Hidrofilia: permite melhor desempenho em ambientes úmidos;
  • Mínima deformação permanente: voltam praticamente ao seu estado original depois da força de compressão ou estiramento. 

Apesar de ser um excelente produto para moldagens, o silicone de adição possui alguns contras. Tais como: 

  • Alto custo: são mais caros em comparação a outros materiais;
  • Menor flexibilidade: pode dificultar a remoção do molde da boca;
  • Sensibilidade à umidade e enxofre: substâncias presentes em luvas de látex que podem interferir na polimerização do material;
  • Compatibilidade com gesso: algumas fórmulas podem inibir a polimerização do gesso, dificultando o processo de vazar a moldagem;
  • Manipulação estrita: deve-se seguir instruções do fabricante para evitar a introdução de bolhas de ar e garantir a mistura correta;
  • Tempo de polimerização: pode ser considerado lento se comparado ao alginato, por exemplo. 

Diferenças do silicone de adição em relação a outros materiais   

O silicone de adição é um dos muitos materiais de moldagem usados na odontologia. Por isso, vamos fazer o comparativo com os principais para entender diferenças pontuais entre eles. 

1. Silicone de condensação 

  • É menos preciso que o de adição;
  • É mais suscetível a deformações e retração após a polimerização;
  • Pode apresentar problemas de escoamento em regiões úmidas;
  • Produz subprodutos, como álcool etílico, durante a polimerização, que podem influenciar a precisão;
  • É mais econômico. 

Sendo assim, ao se questionar qual a diferença entre silicone de adição e condensação, deve-se ter em mente que a principal distinção reside nas propriedades químicas e físicas, que determinam o mecanismo de cura, estabilidade dimensional e precisão de moldagem

2. Alginato 

  • É menos preciso e tende a distorcer mais facilmente;
  • Deve ser vazado rapidamente, pois o material seca e encolhe rapidamente;
  • Mais acessível e com menor custo;
  • Geralmente mais confortável e mais fácil de remover da boca do paciente devido à sua natureza elástica quando curado. 

3. Poliéter 

  • Altamente preciso e estável;
  • É bastante rígido e pode ser um pouco mais desconfortável para remover da boca do paciente;
  • Também é hidrofílico. 

4. Pastas de zinco enólica 

  • Possui odor e sabor característicos que podem ser desconfortáveis para o paciente;
  • Tem menor precisão e estabilidade;
  • É mais barato;
  • Conta com fácil manipulação. 

5. Ceras dentais 

  • Pode deformar com facilidade;
  • Tem menos precisão e estabilidade;
  • Usa-se principalmente para registros oclusais e não para impressões detalhadas.

Onde comprar silicones de adição? 

Para ajudar você a escolher o silicone de adição ideal para a gestão de processos e procedimentos da sua clínica, preparamos uma lista de produtos que valem a pena serem testados no seu consultório. 

Silicone de adição 3M Express XT

Pasta fluida 3M ESPE baixa viscosidade para moldagem dental

Profissionais da odontologia com certeza já trabalharam com a marca 3M, conhecida mundialmente pelas soluções de qualidade, inovação e tecnologia. A empresa atua com grande leque de produtos para dentistas, e um deles é o próprio silicone de adição. 

Para esta lista, selecionamos o kit Express XT, indicado para moldagem de preparos de coroas, inlays, onlays e próteses de múltiplos elementos, moldagem para prótese parcial removível, prótese total e implante. O material pode ser utilizado na técnica de dupla moldagem ou moldagem simultânea. Características: 

  • Este silicone de adição possui tempo para vazar de até 15 dias e obtenção de mais de um modelo de gesso. 
  • Extremamente resistente à tração;
  • Alta hidrofilia com excelente reprodução de detalhes; 
  • Graças ao componente patenteado na pasta fluida (carbosilano), que, aliado à massa densa, proporciona moldagens muito precisas.

Silicone de adição Gingifast Zhermack 

Kit de resina Gingifast Rigid para odontologia

A Zhermack é especialista em produtos odontológicos e laboratórios de prótese. Quando o assunto é moldagem, a marca é líder no segmento e é considerada uma das mais importantes da área.  Também selecionamos um kit, esse composto por duas bases de 50 ml, separador (isolante) de 10 ml, 12 pontas para mistura e 6 para aplicação. 

É indicado para a reprodução de gengivas em modelos e é feito em polivinilsiloxano (silicone vulcanizável por adição), o que permite mais agilidade e facilidade ao realizar trabalhos. Características: 

  • Silicone em cartucho bicomponente;
  • Módulo com excelente elasticidade;
  • Translúcido e vascularizado, o que permite ótimo acabamento estético;
  • Dimensionalmente estável. 

Silicone de adição com cartucho Scan da Yller 

Kit de material dental para impressão em 3D

A Yller atua há cerca de 15 anos no mercado e já é uma das favoritas dos cirurgiões-dentistas: a marca aposta em produtos de qualidade e investe em tecnologia, resultando em um amplo portfólio. O silicone de adição da Yller é indicado para moldagem com restaurações indiretas, moldagem de arcadas edêntulas e moldagem de implantes. 

Este kit contém pasta base de 300 g, pasta catalisadora de 300 g, fluido Scan Light 50 ml, 6 ponteiras de Scan Automix e 2 colheres dosadoras. Características: 

  • Produto com melhor visibilidade graças às cores vivas;
  • Silicone com dureza final reduzida;
  • Ótima estabilidade dimensional;
  • Resistente contra rasgos. 

Kit silicone de adição Futura Ad da DFL 

Produtos Futura AD para odontologia

A DFL é uma empresa nacional especialista em produtos e equipamentos odontológicos. Atualmente, está presente em outros países com um portfólio robusto e certificado por importantes selos para o ramo

Para esta lista, escolhemos o kit de silicone de adição da linha Futura Ad, indicado para moldagens de alta precisão para facetas indiretas, lentes de contato e fragmentos cerâmicos, coroas, inlays, onlays, pontes, moldagem de transferência de implante e para técnica de aparelhos ortodônticos invisíveis. 

O kit acompanha pasta densa, sendo a base de 250 ml e o catalisador da mesma medida, pontas e dispensador universal, além de pasta de fluido leve e de fluido regular. Características: 

  • Estabilidade dimensional por 14 dias;
  • Super-resistente a rasgamento;
  • Ótima recuperação elástica;
  • Excelente propriedade hidrofílica.

Silicone de adição Take 1 Advanced da Kerr 

Materiais de impressão Take 1 Advanced da Kerr

A Kerr atua com produtos odontológicos de primeira linha, com foco em restaurações dentárias. A marca está presente em todo o mundo e, no Brasil, disponibiliza as linhas Kerr Restoratives e Kerr Endodontics. 

O silicone de adição Take 1 Advanced proporciona moldagens de alta precisão, além de oferecer excelente elasticidade, estabilidade dimensional e capacidade para moldagem em qualquer ambiente

O kit vem com Advanced Putty (denso de mistura manual), uma base de 400 g e um catalisador do mesmo peso e Advanced Light Body Wash (cartucho de automistura extrafluído). Características: 

  • Material forte, flexível e resistente contra rasgamento;
  • Riqueza de detalhes e sem formação de bolhas, graças ao material de moldagem leve hidrofílico; 
  • Não distorce com a retirada da moldeira.

Para quem deseja qualidade e alta precisão nas moldagens, é importante considerar o uso do silicone de adição. Faça testes e siga as instruções de manuseio para obter os melhores resultados dentro do consultório. 

E se você está precisando deste e de outros materiais odontológicos, conte conosco. Na loja virtual, você encontra diversas opções e todos os acessórios necessários para realizar moldagem. Agora que você já sabe como fazer moldagem com silicone de adição, confira também nosso post sobre moldagem para laminados cerâmicos! Te esperamos lá.

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